Você está aqui: Página Inicial > Saúde > 2012 > 04 > Catarata

Saúde

Catarata

Alteração do cristalino do olho é mais comum a partir dos 60 anos, não possui prevenção, mas cirurgia é satisfatória em 90% dos casos
por Portal Brasil publicado: 17/04/2012 16h28 última modificação: 29/07/2014 09h06
Elza Fiúza/ABr Catarata: Índice de recuperação satisfatória chega a 90% dos casos

Catarata: Índice de recuperação satisfatória chega a 90% dos casos

A catarata é a alteração do cristalino, uma das principais lentes do olho, onde a imagem é focalizada. Essa lente fica mais opaca com o envelhecimento natural do organismo. A perda da transparência dificulta a chegada da luz à retina e a visão diminui. O avançar dessa condição transforma-se em catarata. A doença é mais comum a partir dos 60 anos e acomete todas as pessoas, mas em graus diferentes.

Alguns idosos não precisam operar logo que aparece a catarata, mas só um médico pode determinar o tratamento. A catarata também pode ser provocada por infecções na vida adulta, uso de medicamentos como cortisonas, um trauma (batida no olho, por exemplo) ou deficiência congênita. Os diabéticos geralmente têm catarata mais cedo.

A doença é progressiva e reduz a visão. Segundo Amaryllis Avakian, chefe do setor de catarata do Hospital das Clínicas de São Paulo, a catarata exige acompanhamento. 

“Alguns pacientes precisam ser operados logo, quando, por exemplo, a pessoa está em idade produtiva e precisa trabalhar ou atinge um nível de falta de visão que atrapalha a vida”, recomenda. 

A evolução da catarata é natural, mas tem velocidade diferente. “Existem pessoas que ficam cinco anos com o problema estacionado, outras precisam operar em seis meses”, esclarece.

A cirurgia, que pode ser feita no Sistema Único de Saúde (SUS) e na rede particular, consiste em colocar uma lente, que é um novo cristalino artificial, como se fosse uma prótese no olho. O índice de recuperação satisfatória chega a 90% dos casos: feita a cirurgia, o paciente volta a enxergar. Essas lentes são definitivas e não precisam ser trocadas, a exemplo de outras próteses. 

Em 2004, o Ministério da Saúde criou a Política Nacional de Cirurgias Eletivas, que consiste na ampliação da oferta de procedimentos cirúrgicos já disponíveis, como os de catarata. As cirurgias de catarata, ambulatoriais e hospitalares, registradas em todo o País, chegaram a 348.386 em 2010.

O procedimento cirúrgico é considerado de baixa complexidade, com anestesia local e sem necessidade de internação. Mesmo simples, quanto mais endurecida estiver a catarata, maior o risco da operação. A cirurgia dissolve a catarata com ultrassom. Se estiver mais dura, vai precisar de mais energia do ultrassom, mais calor e pode ocorrer inflamação no olho.

Não existe nada que possa prevenir a catarata e, se não for tratada, pode levar à cegueira. Mas se o idoso fizer a cirurgia, volta a enxergar. A catarata é a principal causa de cegueira reversível no mundo. 

O presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Marco Antônio Rey de Faria, alerta que se a catarata evoluir muito, o cristalino crescer demais e ficar com um volume maior, o paciente pode contrair um glaucoma secundário e, consequentemente, uma cegueira irreversível. 

Apesar de a doença não poder ser evitada, cuidados como uma boa alimentação e o uso de óculos escuros com proteção ultravioleta podem ajudar a retardar o aparecimento da catarata, na avaliação de Amaryllis Avakian. 

Fontes:
Ministério da Saúde
Sociedade Brasileira de Oftalmologia

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Mais Médicos: um serviço ao Brasil
Médico aposentado que aderiu ao programa do governo federal resolve servir em comunidades carentes.
Mais Médicos para todos
Inscrito no programa do governo federal, médico aposentado defende utilidade do Mais Médicos.
Mais Médicos contribui com importantes resultados na saúde da população brasileira
Renato Tasca, coordenador da Unidade Técnica Mais Médicos da OPAS/OMS, avalia o programa Mais Médicos: "Estou muito orgulhoso de estar apoiando o Brasil nessa tarefa desafiadora"
Médico aposentado que aderiu ao programa do governo federal resolve servir em comunidades carentes.
Mais Médicos: um serviço ao Brasil
Inscrito no programa do governo federal, médico aposentado defende utilidade do Mais Médicos.
Mais Médicos para todos
 Renato Tasca, coordenador da Unidade Técnica Mais Médicos da OPAS/OMS, avalia o programa Mais Médicos: "Estou muito orgulhoso de estar apoiando o Brasil nessa tarefa desafiadora"
Mais Médicos contribui com importantes resultados na saúde da população brasileira

Últimas imagens

Nordeste foi a região mais beneficiada, com 24 médicos. Sudeste receberá 20 profissionais, seguido do Centro-Oeste (7), Sul (7) e o Norte(2)
Nordeste foi a região mais beneficiada, com 24 médicos. Sudeste receberá 20 profissionais, seguido do Centro-Oeste (7), Sul (7) e o Norte(2)
Divulgação/Ministério da Saúde
Cadastro vai possibilitar a criação de políticas para ampliação do número de médicos especialistas, como pediatras
Cadastro vai possibilitar a criação de políticas para ampliação do número de médicos especialistas, como pediatras
Vila Velha-ES
Em 87,1% dos municípios havia atendimento de emergência (24 horas)
Em 87,1% dos municípios havia atendimento de emergência (24 horas)
Divulgação/Governo de SP
Ministro Arthur Chioro assinou um termo de compromisso para o enfrentamento da Hanseníase com 141 municípios matogrossense
Ministro Arthur Chioro assinou um termo de compromisso para o enfrentamento da Hanseníase com 141 municípios matogrossense
Rondon Vellozo/Ascom-MS
Vacina é segura e protege contra a paralisia infantil, que pode levar a morte ou deixar sequelas para o resto da vida
Vacina é segura e protege contra a paralisia infantil, que pode levar a morte ou deixar sequelas para o resto da vida
Gabriel Rosa/SMCS

Governo digital