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Gestão melhora atendimento em pronto-socorro

por Portal Brasil publicado: 25/04/2012 20h53 última modificação: 29/07/2014 09h06

O Hospital Santa Marcelina e a Santa Casa de São Paulo estão melhorando a produtividade e a qualidade do atendimento nos prontos-socorros usando modernas técnicas de informatização e ferramentas de gestão de processos como o Kan Ban. Ambas as medidas têm objetivo de melhorar o fluxo dos leitos e dar mais qualidade do atendimento ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS).

A Santa Casa de São Paulo, por exemplo, desenvolveu um sistema informatizado para acompanhar a situação dos 229 leitos destinados exclusivamente a pacientes do pronto-socorro. O sistema permite observar, em tempo real, os leitos ocupados, os disponíveis, os que estão em higienização e os bloqueados.
 
A permanência, nesse caso, é monitorada levando em conta o tempo médio de internação esperado para determinada patologia. Quando o limite de tempo é ultrapassado, a luz do painel pisca, fazendo o alerta.

"Antes, a enfermagem do pronto-socorro ligava diretamente para os departamentos e só solicitava internação quando havia vaga. Agora, a solicitação é feita ao Núcleo Interno de Regulação (NIR), que verifica a disponibilidade do leito e interna conforme as prioridades sinalizadas pela equipe médica", explica Érika Ferreira, assessora da diretoria técnica da Santa Casa.

Os hospitais também iniciaram a implantação do Kan Ban, ferramenta que monitora e controla diariamente o índice de ocupação dos leitos e macas do pronto-socorro e o tempo de permanência dos pacientes, por meio de cores diferentes para indicar o tipo de complexidade do quadro clínico do paciente.

O hospital Santa Marcelina utiliza as cores verde, amarelo e vermelho que significam, respectivamente, pacientes internados no prazo normal (até 24 horas); internação entre 24 a 72 horas e, os que superam esse limite.

Na Santa Casa de São Paulo as cores usadas são o marrom ( prazo de 24 horas); lilás (de 24 horas a 48 horas) e laranja (para mais de 72 horas). Essas cores aparecem tanto em tabuletas colocadas em cada um dos leitos, como em um painel.

O método chama a atenção para os casos de permanência acima do normal, permitindo identificar as causas e fazer controle diário dos pacientes e liberar com mais rapidez os leitos, uma das metas do S.O.S Emergências, implementada pelo Ministério da Saúde nas duas unidades. "Essa ferramenta mobiliza as equipes para verificar o que precisa ser feito para acelerar a internação ou a alta", explica Maria Lúcia Passarelli, diretora técnica da Santa Casa de São Paulo.

O Hospital Santa Marcelina, além do Kan Ban, utiliza o sistema de gestão de leitos desenvolvido pela própria unidade. Os avanços obtidos podem ser observados na área de Urologia. Com este sistema, a gestão possibilitou dobrar a média mensal de pacientes internados.

No setor de Ortopedia da Santa Casa, com o uso do Kan Ban, foi possível verificar o aumento da rotatividade dos leitos depois da percepção de que muitos pacientes ficavam internados por um período além do necessário. Eram vários os motivos: desde falta de muleta, como dificuldades de um parente para buscá-lo no dia da alta. O apoio do serviço social também contribui para a redução desses entraves, que passaram a ser alertados das previsões de alta dos pacientes.

A adaptação do método Kan Ban para gestão dos leitos nos dois hospitais paulistas que integram o S.O.S Emergências foi desenvolvida pelo Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar (NAQH) das duas unidades. Este núcleo é formado por profissionais dos hospitais e por apoiadores técnicos do Ministério da Saúde. Experiências anteriores mostram que, aplicadas à área de saúde, o Kan Ban possibilita aumentar em até 20% o número de atendimentos prestados com a mesma quantidade de recursos humanos e orçamentários.

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Fonte:Ministério da Saúde

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