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Inclusão

Aos poucos, o País se torna acessível para quem tem uma deficiência
por Portal Brasil publicado: 24/04/2012 14h53 última modificação: 29/07/2014 09h06
Marcello Casal Jr Biblioteca em Braile foi mais um passo para a inclusão

Biblioteca em Braile foi mais um passo para a inclusão

Estima-se que 14,5% dos brasileiros tenham alguma deficiência física ou mental. Para que consigam viver com autonomia, como o restante da população, é preciso derrubar um conjunto de barreiras. 

Barreiras físicas, como degraus, desníveis nas ruas, portas estreitas demais para cadeiras de rodas, elevadores sem controles em Braille, ônibus e trens sem espaço reservado e meios de comunicação impróprios. Barreiras sistêmicas, como escolas despreparadas para receber e ensinar quem não enxerga, não ouve ou não anda. E barreiras culturais, vindas da atitude de cada um, como o preconceito, os estigmas e estereótipos sobre quem é “diferente”. 

Infelizmente, faz poucos anos que as políticas públicas de acessibilidade começaram a incluir as necessidades das pessoas com deficiência no planejamento. Órgãos como o Conade e a Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD), antiga Corde, são responsáveis por elas em nível nacional. 

As novas políticas de inclusão vêm para promover mudanças integradas. Estão na pauta ações de prevenção e eliminação de toda forma de discriminação, exploração, violência e abuso contra a pessoa com deficiência, além de incentivos ao respeito pela autonomia e a equiparação de oportunidades. 

Por exemplo, na cidade de São Paulo, a legislação prevê rampas e elevadores nos novos prédios e acomodação para cadeirantes em estádios de futebol e ginásios esportivos. O Selo de Acessibilidade é concedido a quem constrói espaços e transportes acessíveis. Na maior cidade do país, há ainda o ATENDE, serviço especial de transporte gratuito para esse público. A legislação federal também prevê o direito ao transporte público coletivo e o voto em urna eletrônica acessível. 

Mesmo com a política nacional de cotas, que obriga empresas com pelo menos 100 funcionários a preencher 2% a 5% de seu quadro com deficientes, a maioria permanece fora do mercado de trabalho. 

Na opinião de Steven Dubner, ativista nessa área há mais de 30 anos e cofundador da Associação Desportiva para Deficientes (ADD), a educação tem o potencial de incluir todas as pessoas no mercado de trabalho, de modo igualitário. “Se você dá educação, nivela por cima”, diz Dubner. 

Ele conta que, quando começou a trabalhar com inclusão, as empresas se surpreendiam com a animação dos primeiros funcionários com deficiência que contratavam, preparados pela ADD. “Três meses depois elas me ligavam, dizendo: ‘me manda mais dez’. Eles são muito motivados quando têm oportunidade”.

Fontes:
Ministério da Saúde
Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SP)
Conselho Nacional dos Direitos da Pessoas Portadora de Deficiência (Conade) 
Ministério Público do Trabalho 
Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (Corde) 

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