Você está aqui: Página Inicial > Saúde > 2012 > 04 > Saúde lança plano para reduzir taxa de mortalidade por doenças crônicas

Saúde

Saúde lança plano para reduzir taxa de mortalidade por doenças crônicas

por Portal Brasil publicado: 18/04/2012 18h13 última modificação: 29/07/2014 09h06

O Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira (18), o Plano de Ações para Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT). Construído em parceria com diferentes setores do governo e da sociedade civil, o plano prevê um conjunto de medidas para reduzir em 2% ao ano a taxa de mortalidade prematura por enfermidades como câncer, diabetes e doenças cardiovasculares como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). 

O ministro Alexandre Padilha destacou a colaboração de todos os setores sociais para o enfrentamento dessas doenças. "Indústria, escola e, principalmente, o papel das famílias é primordial, pois estamos falando de hábitos de vida: alimentação saudável, exercícios físicos”, destacou o ministro na abertura do Fórum Nacional de Apresentação do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2022, em Brasília.

A taxa de mortalidade prematura, até os 70 anos - por este tipo de doença é de 255 a cada grupo de 100 mil habitantes. Com a proposta, espera-se chegar a taxa de 196 por 100 mil habitantes em 2022. O Plano, que reúne ações para os próximos dez anos, é a resposta brasileira a uma preocupação mundial: estima-se que 63% das mortes no mundo, em 2008, tenham ocorrido por DCNT, ou seja, um terço delas em pessoas com menos de 60 anos de idade.

As doenças crônicas também têm impacto na economia. “As doenças crônicas não transmissíveis provocam impacto anual de 1% no PIB do Brasil e de 2% no PIB da América Latina, segundo estimativa da Opas. Isso porque as doenças levam à redução da produtividade no trabalho, afetando a renda das famílias”, alerta o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Diante do avanço dessas doenças, a Organização das Nações Unidas (ONU) vai abordar o tema na próxima Assembleia Geral de alto nível, que ocorrerá em Nova York (EUA), em setembro, quando serão estabelecidos compromissos e prioridades mundiais. Esta será a terceira vez que um tema da Saúde entra na pauta da reunião de alto nível da ONU, os temas anteriores foram Poliomielite e Aids.

No Brasil, as DCNT concentram 72% do total de óbitos, segundo dados de 2009 do Sistema de Informação de Mortalidade,  percentual que representa mais de 742 mil mortes por ano. As que mais matam são as doenças cardiovasculares (31,3%), o câncer (16,2%), as doenças respiratórias crônicas (5,8%) e o diabetes mellitus (5,2%).

Entre as estratégias previstas para a década 2012-2022, estão ações de vigilância, promoção e cuidado integral da saúde. Nesse processo, as ações da prevenção atuarão a partir dos fatores de risco que podem ser modificados e são comuns aos quatro grupos de DCNT que mais matam. São eles: tabagismo, consumo abusivo de álcool, inatividade física e alimentação não saudável. Adicionalmente, os dois últimos fatores de risco resultam, na maioria dos casos, em outra preocupação: sobrepeso e obesidade.

Outro indicador preocupante se refere à inatividade física. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a prática de pelo menos 30 minutos de atividade física, em cinco ou mais dias da semana. O Vigitel 2010 mostra que 16,4% dos brasileiros adultos são fisicamente inativos. Para estimular a prática de exercícios físicos, o Ministério da Saúde lançou, em abril, o programa Academia da Saúde, que tem por meta a implantação de 4 mil unidades nos municípios brasileiros até 2014.

A redução da prevalência do tabagismo e do consumo abusivo de álcool também está prevista na proposta. Em relação ao hábito de fumar, o Brasil tem alcançado bons resultados, com 15% de fumantes na população adulta, no final dos anos 1980 esse índice era de 34,8%. “O Brasil tem liderança mundial de enfrentamento ao tabagismo, o que contribuiu para a redução em 20% da mortalidade causada por doenças crônicas e cardiovasculares. Hoje o País tem mais ex-fumantes do que fumantes”, afirma o ministro.

No entanto, ainda é preciso avançar na redução entre as mulheres e evitar a iniciação dos mais jovens. De acordo com a proposta do plano, a meta é chegar aos 9% em 2022.

Uma das ações do Plano propõe o fortalecimento de implementação da política de preços e de aumento de impostos dos produtos derivados do tabaco e álcool.

Em relação à assistência aos portadores de DCNT, o plano apresenta ações como o programa Saúde Toda Hora, que reorganiza e qualifica da rede de atenção às urgências. Uma dessas estratégias é a atenção domiciliar para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com dificuldades de locomoção ou pessoas que precisem de cuidados regulares ou intensivos, mas não de hospitalização. Nos hospitais, serão criadas Unidades Coronárias, Leitos de Retaguarda e Unidades de Atenção ao Acidente Vascular Cerebral.

Confira a íntegra do Plano aqui.

 

Fonte:
Ministério da Saúde

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

Missão Transplante

Últimos vídeos

Mais de 196 milhões de consultas foram realizadas nas unidades básicas de saúde em 2016
Neste ano o Ministério da Saúde pretende ampliar esses serviços a partir de mudanças que estão sendo formuladas
Prontuário eletrônico dos pacientes do SUS deve ser implantado em todo país até final de 2018
Ministro da Saúde apresenta balanço da economia feita desde que assumiu a pasta
Farmácia Popular vai receber mais R$ 80 milhões por ano para a compra de medicamento
Atualmente, cerca de 10 milhões de pessoas são beneficiadas por mês com a iniciativa
Neste ano o Ministério da Saúde pretende ampliar esses serviços a partir de mudanças que estão sendo formuladas
Mais de 196 milhões de consultas foram realizadas nas unidades básicas de saúde em 2016
Ministro da Saúde apresenta balanço da economia feita desde que assumiu a pasta
Prontuário eletrônico dos pacientes do SUS deve ser implantado em todo país até final de 2018
Atualmente, cerca de 10 milhões de pessoas são beneficiadas por mês com a iniciativa
Farmácia Popular vai receber mais R$ 80 milhões por ano para a compra de medicamento

Últimas imagens

Para essa faixa etária orientação é esquema com três doses, com intervalo de zero, dois e seis meses
Para essa faixa etária orientação é esquema com três doses, com intervalo de zero, dois e seis meses
Foto: Rodrigo Nunes/MS
Medida foi possível após realocação dos R$ 100 milhões destinados à Rede Própria do Farmácia Popular
Medida foi possível após realocação dos R$ 100 milhões destinados à Rede Própria do Farmácia Popular
Arquivo/Ministério da Saúde
Homens têm mais diabetes, colesterol elevado, obesidade e pressão alta
Homens têm mais diabetes, colesterol elevado, obesidade e pressão alta
Olival Santos/Governo de Alagoas
Programa ainda conscientiza os pais sobre a importância da participação no acompanhamento da gravidez
Programa ainda conscientiza os pais sobre a importância da participação no acompanhamento da gravidez
Divulgação/Prefeitura de Itanhaém (SP)

Governo digital