Você está aqui: Página Inicial > Saúde > 2012 > 05 > Brasil apresenta política de sanidade animal em Paris

Saúde

Brasil apresenta política de sanidade animal em Paris

por Portal Brasil publicado: 21/05/2012 17h24 última modificação: 29/07/2014 09h05

Começou no domingo (20) a 80ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, sigla em inglês). O encontro, que vai até sexta-feira (25), tem como tema principal “Experiências e papéis nacionais e internacionais na avaliação passada e futura de Um Mundo, Uma Saúde”.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está representado pelo secretário de Defesa Agropecuária, Enio Marques; pelo diretor do Departamento de Sanidade Animal (DSA), Guilherme Marques; pelo coordenador-geral de Apoio Laboratorial (CGAL), Jorge Caetano Júnior, e pelo assistente do gabinete do DSA, José Ricardo Lobo.

De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Enio Marques, a presença da Organização Panamericana da Saúde (Opas) no evento incentivou à discussão de uma estratégia mundial no sentido de relacionar a sanidade dos humanos à dos animais e à natureza. “O Brasil foi um dos primeiros a ter uma visão sistêmica integrando meio ambiente, saúde animal e saúde pública. Os planos plurianuais [PPA], criados pelo governo federal, por exemplo, financiam ações de revitalização desde saneamento básico à recuperação de áreas devastadas”, ressalta.

Dados da Opas confirmam que as zoonoses (doenças infecciosas que podem ser transmitidas, em condições naturais, de animais para humanos e inversamente) representam 75% de todas as novas doenças humanas identificadas na última década.

O encontro também servirá para a discussão de temas como adoção de novas normas internacionais aplicáveis à prevenção e controle das enfermidades dos animais, bem-estar animal, comércio internacional de animais e produtos de origem animal e eleições para comissões regionais e comissões especializadas da OIE.

 

Vaca louca

Durante a reunião, o Brasil será reconhecido como país que oferece risco insignificante para a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) - conhecida vulgarmente como doença da vaca louca. A divulgação da mudança do atual risco controlado está marcada para a próxima quinta-feira (24). O parecer favorável já havia sido indicado pela Comissão Científica para Enfermidades dos Animais e pelo grupo ad hoc EEB da OIE, mas ainda dependia de um período de consulta perante os 178 países membros da OIE. Durante 60 dias, os delegados da entidade puderam solicitar informações complementares e fazer questionamentos à OIE, o que não ocorreu. “Isso mostra que a política de sanidade animal brasileira está alinhada à política mundial. Fizemos o dever de casa e seremos reconhecidos por isso”, conclui Enio Marques.

Com a mudança, o Brasil passará a fazer parte de um grupo seleto de 15 países dentre todos os integrantes da OIE. Apesar de nunca ter registrado casos de vaca louca, a alteração favorecerá a retomada do mercado de tripas para a União Europeia, a exportação de animais vivos e de carne in natura com osso para países que hoje vetam a entrada de produtos brasileiros, com o argumento de o País estar classificado como risco controlado.

 

Fonte:
Ministério da Agricultura

 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

Missão Transplante

Últimos vídeos

Fábrica de medicamentos biológicos é inaugurada no DF
Medicamentos biológicos são produtos inovadores para o tratamento de doenças crônicas, como câncer, diabetes, artrite reumatoide e esclerose múltipla
Governo libera R$ 220 milhões para hospitais universitários de todo o País
Recursos serão distribuídos entre 48 hospitais das cinco regiões
Base integra informações dos sistemas de medicamentos dos estados e municípios
Consumo de medicamentos de cada estado e município, proximidade da data de vencimento e outras perguntas serão respondidas com a criação de uma base que integra as informações dos sistemas de estados e municípios ao sistema nacional
Medicamentos biológicos são produtos inovadores para o tratamento de doenças crônicas, como câncer, diabetes, artrite reumatoide e esclerose múltipla
Fábrica de medicamentos biológicos é inaugurada no DF
Recursos serão distribuídos entre 48 hospitais das cinco regiões
Governo libera R$ 220 milhões para hospitais universitários de todo o País
Consumo de medicamentos de cada estado e município, proximidade da data de vencimento e outras perguntas serão respondidas com a criação de uma base que integra as informações dos sistemas de estados e municípios ao sistema nacional
Base integra informações dos sistemas de medicamentos dos estados e municípios

Últimas imagens

Soro
Divulgação/Prefeitura de Campo Verde (MT)
País vai tratar 657 mil pessoas a partir de 2018. Pacientes com quadros mais grave da doença terão prioridade
País vai tratar 657 mil pessoas a partir de 2018. Pacientes com quadros mais grave da doença terão prioridade
Foto: Rodrigo Nunes/Ministério da Saúde
País vai tratar 657 mil pessoas a partir de 2018. Pacientes com quadros mais grave da doença terão prioridade
País vai tratar 657 mil pessoas a partir de 2018. Pacientes com quadros mais grave da doença terão prioridade
Foto: Rodrigo Nunes/Ministério da Saúde
País vai tratar 657 mil pessoas a partir de 2018. Pacientes com quadros mais grave da doença terão prioridade
País vai tratar 657 mil pessoas a partir de 2018. Pacientes com quadros mais grave da doença terão prioridade
Foto: Rodrigo Nunes/Ministério da Saúde

Governo digital