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Saúde

São Paulo implanta teste para detectar contaminação de cães por leishmaniose visceral

por Portal Brasil publicado: 09/07/2012 14h16 última modificação: 29/07/2014 09h04
Agência Brasil SP implanta teste para detectar contaminação de cães por leishmaniose visceral

SP implanta teste para detectar contaminação de cães por leishmaniose visceral

A leishmaniose visceral é considerada um problema de saúde pública que atinge principalmente populações de baixa renda. A Organização Mundial de Saúde a posiciona como uma das seis doenças endêmicas de maior relevância no mundo 

Para evitar que a leishmaniose visceral , doença que pode levar à morte, contamine as pessoas, equipes de saúde de São Paulo estão implantando um teste rápido para detectar se cachorros estão contaminados pela doença.

Segundo o diretor do Núcleo de Parasitose Sistêmica do Instituto Adolfo Lutz, Roberto Mitsuyoshi Hiramoto, o objetivo do trabalho é evitar que a doença se propague do animal para o ser humano por meio de um mosquito.

Ele explicou que a leishmaniose visceral é causada por um protozoário e afeta seres humanos e animais. Em humanos, a doença pode levar a óbito, quando não tratada. "Os animais, como os cães, são os reservatórios do parasita. Se o animal estiver infectado, o mosquito pode picar o animal e depois passá-lo [o protozoário] para o homem”, disse Hiramoto.

O teste rápido, cujo resultado sai em até 20 minutos nos laboratórios do Instituto Adolfo Lutz, vai ser realizado em vários municípios nas regiões de Bauru, Marília, Presidente Prudente, São José do Rio Preto e Araçatuba. Nos municípios que têm transmissão canina ou humana, os animais passarão por uma coleta de sangue. O sangue será então enviado para a rede do Adolfo Lutz, onde é feito o exame para ver se os animais estão infectados, informou Hiramoto. O teste é gratuito e, até o fim deste ano, deve ser disponibilizado para todo o estado de São Paulo.

Caso o resultado do teste no animal seja positivo, ou seja, confirme a contaminação pela doença, ele precisará ser repetido e, se a contaminação for de fato confirmada, o animal terá de ser sacrificado. “O grande foco é evitar que [a doença] se propague para o ser humano”, disse o diretor.

Entre os sintomas da doença estão a febre de longa duração, fraqueza, emagrecimento e palidez. A leishmaniose visceral também pode afetar o fígado, o baço e a medula óssea.

 

Leia mais: 

Instituída a Semana Nacional de Controle da Leishmaniose

 

Fonte:
Agência Brasil

 

 

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