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Saúde

Cartilha orienta equipes de saúde no atendimento às vítimas de queimadura

por Portal Brasil publicado: 30/08/2012 18h47 última modificação: 29/07/2014 09h04
Divulgação/Universidade Federal de São Paulo o Brasil conta com 45 unidades hospitalares habilitadas em assistência a vítima de queimaduras espalhados pelo País

o Brasil conta com 45 unidades hospitalares habilitadas em assistência a vítima de queimaduras espalhados pelo País

O material  integra um conjunto de ações para a Linha de Cuidado ao Trauma da Rede de Urgência e Emergência

 

Para auxiliar as equipes de saúde de todo o País na assistência às vítimas de queimaduras, reduzindo o agravo da lesão e o risco do óbito, foi produzida a Cartilha para Tratamento de Emergências das Queimaduras. O material é uma parceria do Ministério da Saúde (MS) e da Câmara Técnica de Queimaduras do Conselho Federal de Medicina, e integra um conjunto de ações para a Linha de Cuidado ao Trauma da Rede de Urgência e Emergência.

Os 424,5 mil exemplares da cartilha que foram produzidos já seguiram para as secretarias estaduais e municipais de saúde, hospitais gerais e especializados, postos e centros de saúde, unidades básicas, policlínicas, unidades de pronto atendimento geral e especializada, e outros serviços de saúde.

Segundo o coordenador geral de Média e Alta Complexidade do ministério, José Eduardo Fogolin, apesar de já existirem inúmeros manuais e publicações que auxiliam na assistência de saúde a vítimas de queimaduras, o material disponibilizado agora visa orientar as equipes em âmbito nacional.

A cartilha possui 17 páginas e conta com linguagem concisa e de fácil manuseio para que o profissional encontre, inicialmente, informações sobre o principal órgão atingido pelo agravo, a pele. Em seguida, está descrito todo o passo a passo para o atendimento inicial das vítimas de queimadura nos diferentes graus (1º, 2º e 3º).

As orientações estão baseadas na análise da superfície do corpo afetada pela queimadura, na profundidade, na extensão do agravo, no agente causador e nas circunstâncias em que ocorreram as queimaduras.

 

No Brasil

Os casos de queimadura no País representam um agravo significativo à saúde pública. O ano passado foram registradas 1.437 internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) de Queimados, com taxa de óbito de 17,95% das internações, ou seja, 258 pessoas mortas. Já em 2010, ocorreram 1.283 internações em UTI, com 233 mortes ou 18,16% de percentual de óbito.

Atualmente, o Brasil conta com 45 unidades hospitalares habilitadas em assistência a vítima de queimaduras, espalhados pelas cinco regiões do País.

De acordo com informações da cartilha, entre os casos de queimaduras notificados, a maior parte acontece nas próprias residências das vítimas e, quase metade das ocorrências envolve a participação de crianças. Dentre as queimaduras mais comuns - tendo a criança como vítima - estão as decorrentes de escaldamentos (manipulação de líquidos quentes, como água fervente, pela curio¬sidade característica da idade) e as decorrentes de violência doméstica. Já entre os entre os adultos do sexo masculino, as queimaduras mais frequentes ocorrem em situações de trabalho.

O material informa, ainda, que os idosos também compreendem um grupo de risco alto para queimaduras, devido à sua menor capacidade de reação e às suas limitações físicas. Para as mulheres adultas, os casos mais frequentes de queimaduras estão relacionados às situações domésticas, como o cozimento de alimentos e acidentes com botijão de gás.

De uma forma geral, para toda a população, as queimaduras provocadas pelo uso de álcool líquido e outros inflamáveis são as predominantes. 

Acesse na íntegra o conteúdo da Cartilha para Tratamento de Emergências das Queimaduras.

 

Leia mais:

Vítimas de queimaduras terão assistência ampliada pelo Sistema Único de Saúde

Ministério da Saúde vai repassar R$ 2,8 milhões para prevenir violências e acidentes

Documento lançado por médicos auxilia no atendimento emergencial a queimados

Fogos de artifício devem ser usados com cuidado durante as festas de fim de ano

 

Fonte:
Ministério da Saúde

 

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