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Colesterol é uma das principais causas de problemas cardíacos no país

por Portal Brasil publicado: 08/08/2012 16h13 última modificação: 29/07/2014 09h04
Divulgação/Revista Brasilis Uma dieta rica em verduras, legumes, frutas e carnes magras ajuda na prevenção ao colesterol alto

Uma dieta rica em verduras, legumes, frutas e carnes magras ajuda na prevenção ao colesterol alto

No dia 8 de agosto comemora-se o Dia Nacional do Controle do Colesterol, que foi instituído pelo governo, em 2003, com o objetivo de conscientizar a população sobre as doenças decorrentes da elevada taxa de colesterol sanguíneo, sobre a importância do controle da doença e como é feito o tratamento.

Atualmente, cerca de 40% dos brasileiros tem colesterol alto e,, aproximadamente, 17 milhões de pessoas morrem em todo o mundo devido às doenças do coração, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No País, a data foi instituída por causa dos altos números de mortes, cerca de 300 mil por ano, em decorrência de infartos e derrames.

 

Colesterol

O colesterol pode ser considerado um tipo de gordura (lipídio) produzido pelo organismo, que desempenha funções essenciais como a produção de hormônio e de vitamina D, por exemplo. Porém, o excesso de colesterol é prejudicial à saúde, pois, aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Ele está presente em alimentos de origem animal, como a carne, o leite integral e os ovos.

Nosso sangue é composto por dois tipos de colesterol: o LDL, que é conhecido como ruim por entrar nas artérias, provocando seu entupimento; e o HDL, conhecido como bom, por retirar o excesso de colesterol das artérias, impedindo seu depósito e diminuindo a formação da placa de gordura.

 

Crianças e adolescentes

O colesterol alto na infância e adolescência está relacionado, na maioria dos casos, à má alimentação e ao sedentarismo. Mas também pode ser provocado por uma doença genética ou histórico familiar, como pais e avós que tenham tido infarto ou derrame.

Segundo o estudo mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a dieta alimentar do brasileiro, os adolescentes de 14 a 18 anos de idade são os que mais ingerem alimentos com colesterol. Entre os meninos, a média de consumo foi de 282,1 miligramas por dia e, entre as meninas, de 237,9 miligramas - as maiores médias registradas em comparação às faixas etárias analisadas dos dois sexos. O recomendado é ingerir de 200 a 300 miligramas de colesterol por dia.

O colesterol alto não traz problemas imediatos para as crianças e adolescentes, mas aumenta o risco de doenças cardíacas e até de infarto na fase adulta, aos 25 ou 30 anos de idade.

Como não apresenta sintomas claros, os pais devem ficar atentos se a criança ou adolescente começar a engordar muito e, principalmente, se houver histórico na família de morte por infarto, de obesidade, de sedentarismo e alimentação com exagero de gorduras saturadas. Outra indicação é observar e controlar o nível de colesterol a partir dos dez anos de idade.

A taxa elevada é identificada somente por meio de um exame de sangue.

 

Alimentação saudável

Os alimentos ricos em colesterol ruim são: bacon, chantilly, ovas de peixes, biscoitos amanteigados, doces cremosos, peles de aves, camarão, queijos amarelos, carnes vermelhas gordas, gema de ovos, sorvetes cremosos, creme de leite, lagosta.

Já os alimentos que ajudam a reduzir o colesterol são: aipo, couve-de-bruxelas, ameixa preta, couve-flor, mamão, amora, damasco, mandioca, azeite de oliva, ervilha, pão integral, aveia, farelo de aveia, pêra, cenoura, farelo de trigo, pêssego, cereais integrais, feijão, quiabo, cevada, figo e vegetais folhosos.

 

Prevenção

Para evitar o distúrbio, os médicos recomendam ter uma dieta saudável, rica em verduras, legumes, frutas e carnes magras. Pode ajudar também a substituição do leite e derivados integrais por produtos desnatados; o consumo de alimentos que não contenham gordura saturada ou hidrogenada; o controle da pressão arterial; o abandono do cigarro; a manutenção do peso; e a periodicidade dos exames clínicos.

A prática regular de exercícios físicos é uma das grandes aliadas de uma vida saudável. Segundo dados do Ministério da Saúde, a inatividade física é responsável por 54% dos riscos de morte por distúrbios cardiovasculares, 50% dos de derrames fatais e 37% dos riscos de casos de câncer.

O tipo de exercício não importa, desde que seja praticado moderadamente e orientado por profissional habilitado que respeite, acima de tudo, o limite físico de cada pessoa. Os benefícios são a redução da pressão arterial e dos níveis de colesterol, a queima de calorias, o controle da diabetes, o fortalecimento muscular e ósseo, a melhora na capacidade pulmonar e na flexibilidade das articulações.

 

Pnan

Por meio da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (Pnan), o governo incentiva a população a ter bons hábitos e conscientiza sobre os riscos de doenças causadas pela ingestão prolongada de alguns tipos de produtos.

Muitos componentes da alimentação estão associados ao desenvolvimento de doenças, como o câncer, problemas cardíacos, obesidade, diabetes e, entre elas, o alto colesterol. O tipo de preparo do alimento também influencia no risco de doenças, por isso é recomendado sempre optar pelo cozimento com baixas temperaturas, como vapor, fervura, ensopados, guisados, cozidos ou assados.

 

Guia Alimentar para a População Brasileira

Com o objetivo de orientar para uma alimentação saudável, o Ministério da Saúde elaborou o Guia Alimentar para a População Brasileira, que atua como instrumento das diretrizes alimentares oficiais acerca dos hábitos alimentares saudáveis para a população brasileira.

Além disso, em 2011, o ministério fechou acordo que estabelece redução gradual de sódio entre os alimentos mais consumidos pelos brasileiros. A recomendação da OMS é que a ingestão diária de sal seja de cinco gramas por dia.

Leia mais:

A Política Nacional de Alimentação e Nutrição incentiva a população a ter bons hábitos alimentares

Saúde aplica recursos para prevenção da obesidade

Pesquisa mostra que homens sedentários são mais propensos a sofrer de impotência sexual

 

Fonte:
Câmara dos Deputados 

Fundação Oswaldo Cruz  
Ministério da Saúde
 
Agência Brasil
 
Portal Brasil






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