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Saúde

Começa a funcionar primeira parte da fábrica nacional de medicamentos derivados do sangue

por Portal Brasil publicado: 28/09/2012 11h41 última modificação: 29/07/2014 09h04
Divulgação/Hemobrás O primeiro caminhão descarregou na câmara fria 10 mil bolsas de plasma do Rio Grande do Norte e da Paraíba

O primeiro caminhão descarregou na câmara fria 10 mil bolsas de plasma do Rio Grande do Norte e da Paraíba

 

Hemoderivados são essenciais para portadores de hemofilia, cirrose, câncer e Aids

 

Entrou em operação nesta quinta-feira (7) o primeiro bloco da fábrica Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), que vai produzir medicamentos derivados do sangue, essenciais à vida de milhares de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) portadores de hemofilia, cirrose, câncer, Aids, imunodeficiência primária, vítimas de queimaduras ou enfermos em tratamento de terapia intensiva.

A fábrica fica no município de Goiana, em Pernambuco. Seu primeiro bloco será destinado à armazenagem da matéria-prima desses medicamentos, que é o plasma sanguíneo, adquirido por meio de doações de sangue de todos os brasileiros. Nesta quinta, chegou o primeiro caminhão com dez mil bolsas de plasma que vieram de Natal (RN), João Pessoa e Campina Grande (PB).

Até o fim deste ano, a fábrica deverá receber 150 mil bolsas de plasma. Em 2013, serão 900 mil bolsas. Até hoje, a estocagem do plasma era feita em uma câmara fria alugada da iniciativa privada, em São Paulo.

A produção nacional dos hemoderivados, como são chamados esses medicamentos, está prevista para 2014. Até lá, a Hemobrás transformará o plasma estocado na França, nas fábricas do grupo biofarmacêutico LFB, parceiro do Brasil na transferência de tecnologia.

Esse processo de envio do plasma para a França e retorno dos medicamentos para o Brasil já é realizado desde 2010. Atualmente, 100% dos derivados do sangue usados no País são importados pelo governo federal, a um custo de cerca de R$ 800 milhões por ano.

Produção nacional
A fábrica de hemoderivados brasileira será a maior da América Latina, orçada em R$ 670 milhões, com uma área de 48 mil m² e capacidade de processar 500 mil litros de plasma por ano. Atualmente, apenas 15 países no mundo possuem fábricas de alta complexidade para esse tipo de produção.

A planta industrial do Brasil vai elaborar os seguintes medicamentos: albumina, utilizada em pacientes queimados ou com cirrose e em cirurgias de grande porte; imunoglobulina, que funciona como anticorpo para pessoas com organismo sem defesa imunológica; fatores de coagulação VIII e IX, complexo protrombínico e fator de Von Willebrand, destinado a pessoas com hemofilia, doença que incapacita o corpo a controlar sangramentos.

Concluído o primeiro bloco, segue a construção dos demais 13 prédios da fábrica. O bloco 2, considerado o coração da unidade fabril, onde será realizado o fracionamento do plasma, está com 65% das lajes do térreo concluídas. Acima delas estão sendo colocados pilares, atingindo 7,30m de altura. Conheça os principais blocos da fábrica.

“Com a operação da fábrica da Hemobrás, o governo federal economizará recursos e, ao mesmo tempo, aumentará a qualidade e ampliará o acesso à saúde dos brasileiros, gerando, ainda, emprego e renda para a Região Nordeste”, afirmou o presidente da Hemobrás, Romulo Maciel Filho.

Armazenagem
O processo de recepção, triagem e estocagem na unidade fabril de Pernambuco tem total segurança. As caixas com as bolsas de plasma são etiquetadas, registradas e dispostas em pallets. A partir daí, são colocadas em esteiras, seguindo para os transelevadores, veículos controlados por computador que circulam sobre trilhos. Eles levam automaticamente as bolsas de plasma para o local exato de estocagem na câmara fria, a 35°C negativos para conservação.

A câmara fria tem 350 m² , capacidade para 1 milhão de bolsas de plasma e é totalmente automatizada.

Tecnologia francesa
O grupo biofarmacêutico francês LFB é o sexto maior fornecedor mundial de produtos derivados de plasma, com faturamento anual de 432,4 milhões de euros em 2011. No Brasil, o LFB está sediado no Rio de Janeiro. 

O plasma advindo da doação de sangue dos brasileiros é processado nas fábricas situadas nas cidades francesas de Les Ulis e Lille, para a produção de quatro tipos de medicamentos: albumina, imunoglobulina, fatores de coagulação VIII e IX.

 

O Dia Internacional da Hemofilia é comemorado em 17 de abril:

 

Leia mais:
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Ministério alerta para redução no estoque de sangue

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Acordo estimula produção de hemoderivados em todo o País

 

Fonte:

Ministério da Saúde

Hemobrás

 

 

 

 

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