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Saúde

Tratamento para câncer de pele raro está sob consulta pública

por Portal Brasil publicado: 04/09/2012 17h23 última modificação: 29/07/2014 09h03
MS Chamada quimioterapia adjuvante, o medicamento Interferona, que é aplicado por injeção, ajuda o organismo a reagir contra o melanoma cutâneo, tipo raro de câncer de pele

Chamada quimioterapia adjuvante, o medicamento Interferona, que é aplicado por injeção, ajuda o organismo a reagir contra o melanoma cutâneo, tipo raro de câncer de pele

Documento traz, pela primeira vez, diretrizes gerais de diagnóstico e tratamento da doença

 

A inclusão de um novo medicamento para o melanoma cutâneo, um tipo raro de câncer de pele, na rede de atendimento oncológico do Sistema Único de Saúde (SUS) está em consulta pública. O documento traz, pela primeira vez, diretrizes gerais de diagnóstico e tratamento da doença. 

 

Apesar de haver baixa incidência, o melanoma cutâneo pode agravar o quadro clínico de pacientes, levando ao alastramento da doença (metástase) e ao óbito. De acordo com o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Miranda, a vantagem do novo tratamento é a “viabilidade de prolongar o tempo de vida do paciente e evitar recaídas”, complementa.

Para assegurar a adoção da quimioterapia adjuvante, terapia que consiste no uso do Interferona, um medicamento aplicado por injeção que ajuda o organismo a reagir contra o melanoma cutâneo, o Ministério da Saúde prevê a aplicação de cerca de R$ 30 milhões por ano.

O novo tratamento deve ser aplicado em pacientes que passam por cirurgia. Após esse procedimento, é realizada uma avaliação, que inclui o exame de gânglios linfáticos, que integram o sistema imunológico humano. Caso sejam detectados vestígios do melanoma - o que indica o risco de haver uma recaída do paciente e a metástase - é recomendada a quimioterapia adjuvante, com uso da Interferona.

No ano passado, foram registradas 7.443 internações provocadas pela doença, totalizando mais de R$ 5,5 milhões. Em 2010, foram 8.569 internações ao custo de R$ 6,4 milhões. Para atender essa demanda, hoje, no Brasil, a rede estruturada para o atendimento de câncer conta com 273 hospitais. Todos os estados do País ofertam o serviço.

 

Inca

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que neste ano ocorram mais de 6,2 mil casos da doença, sendo a maior parte entre homens – quase 3,2 mil. Do total, 20% são diagnosticados já na fase três, etapa em que a doença está avançada e já provoca a metástase e o óbito do paciente. Em 2010, ocorreram 1.507 mortes, sendo 842 homens e 665 mulheres. A faixa etária mais afetada tem em torno dos 50 anos.

 

Câncer de Pele

O melanoma cutâneo é um tipo de câncer de pele que tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e tem predominância em adultos brancos.

Embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil, e corresponda a 25% de todos os tumores malignos registrados no País, o melanoma representa 4% das neoplasias malignas do órgão, apesar de ser o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase.

Apesar de ser uma doença grave, o melanoma cutâneo é curável, se detectado precocemente. O principal sinal desse tipo de câncer é o surgimento de manchas escuras na pele, que mudam de tamanho e de cor, e que podem sangrar.

A doença é provocada pela exposição indevida à luminosidade solar, entre 10 e 15 horas, período em que há maior incidência de raios ultravioleta.

 

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Fonte:
Ministério da Saúde

 

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