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Saúde

Lançada campanha permanente de trânsito

por Portal Brasil publicado : 21/09/2012 11:02
A campanha Parada tem como meta a redução de 50% nas mortes decorrentes de acidentes de trânsito

A campanha Parada tem como meta a redução de 50% nas mortes decorrentes de acidentes de trânsito

Campanha foi lançada nesta sexta-feira (21) e visa reduzir acidentes nas ruas e estradas brasileiras. A iniciativa faz parte da Semana Nacional de Trânsito 2012, que tem como tema “Não Exceda a Velocidade. Preserve a Vida”


Com o objetivo de reduzir acidentes nas ruas e estradas brasileiras, foi lançado nesta sexta-feira (21) o programa Parada – Um Pacto pela Vida, campanha permanente para diminuir em 50% o número de vítimas fatais no trânsito até 2015. A partir deste fim de semana, um filme publicitário será veiculado na TV, e outras ações estão previstas para acontecer até fevereiro de 2013 em rodovias, escolas, eventos culturais e esportivos.

Algumas celebridades como a atriz Cissa Guimarães e o ex-piloto Emerson Fittipaldi, além de organizações não governamentais, vão participar da campanha para aumentar conscientização. Será dada prioridade em mensagens de redução da velocidade, do uso de celular e consumo de bebida ao dirigir.

A iniciativa faz parte das ações da Semana Nacional de Trânsito de 2012 que tem como tema “Não exceda a Velocidade. Preserve a Vida”. As ações de trânsito integram o Pacto Nacional pela Redução de Acidentes (Parada- Um Pacto pela Vida) lançado em maio de 2011, período no qual foram realizadas campanhas sazonais de utilidade pública que, aliadas à fiscalização e à educação no trânsito, conseguiram reduzir o número de óbitos nas rodovias.

Exemplo
Os números ainda são grandes. Segundo o Ministério da Saúde, em 2010, 42.844 pessoas morreram nas estradas e ruas do país. O Brasil pretende seguir o exemplo da Espanha nas ações da campanha, com o aumento da fiscalização, do número de guardas nas ruas, rigor da legislação e mudanças na formação de condutores.

Em 2003, a Espanha ocupava a 17ª posição no ranking europeu de países com menor mortalidade no trânsito. Em 2009, passou a ocupar a 9ª posição. Nesse período, as ações na área reduziram o índice caiu de 128 mortos por milhão de habitantes, para 59 mortos.

O pacto é uma resposta do Brasil à Resolução A/64/L44 da Organização das Nações Unidas (ONU), publicada no dia 02 de março de 2010, que instituiu o período de 2011 a 2020, como a “Década de Ações de Segurança no Trânsito”. A resolução foi elaborada com base em pesquisa realizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 178 países que estimou que, em 2009, aconteceram cerca de 1,3 milhão de mortes por acidentes de trânsito.

“Hoje, o número de mortes no trânsito é maior do que em uma guerra, se conseguirmos alcançar até a metade deste índice, significa salvar a vida de 21 mil pessoas a cada 12 meses. Não podemos mais abrir mão de talentos q poderiam estar contribuindo com o desenvolvimento do nosso País e nem dar o desgosto a tantas famílias”, disse o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, durante a cerimônia de lançamento.

Cissa Guimarães, cujo filho Rafael Mascarenhas morreu atropelado em 2010, defendeu uma grande aliança entre governos, empresas e população para a defesa da vida no trânsito. “Que os mais fortes respeitem os mais fracos como pedestres, ciclistas, skatistas. É preciso ter mais penalização para quem não respeita as regras”, disse.

Para a presidente Dilma Rousseff, o pacto é uma oportunidade de os brasileiros mostrarem que são solidários. “A medida que crescemos no Brasil, também é exigido a responsabilidade com a vida em sociedade, em comunidade e com os valores relativos a civilidade entre as pessoas”, disse.

“Quando se faz campanhas em momentos de feriados, percebe-se que dá certo com redução do número de mortes. Mas é necessário que as ações sejam feitas todos os dias. É preciso fazer de forma permanente para que as pessoas não morram no trânsito, principalmente os jovens, faixa etária que mais apresenta vítimas, principalmente no uso de motocicletas”, afirmou Dilma.

 

 

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Fonte:
Ministério das Cidades
Portal Brasil






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