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Saúde

Campanha em idioma indígena vai tratar violência contra a mulher e prevenção do HIV

por Portal Brasil publicado: 10/10/2012 11h37 última modificação: 29/07/2014 09h02
Divulgação / Secretaria de Políticas para Mulheres-RS Entre indígenas, a violência contra a mulher é uma das causas da contaminação pelo vírus HIV

Entre indígenas, a violência contra a mulher é uma das causas da contaminação pelo vírus HIV

A violência contra a mulher é uma das causas da contaminação pelo vírus HIV

 

O aumento da contaminação com o vírus HIV nas comunidades indígenas fez com que pela primeira vez uma campanha de conscientização fosse lançada na língua tikuna, idioma falado por mais de 30 mil índios no Brasil. Além do tikuna, a segunda edição da campanha Mulheres e Direitos no Brasil também está disponível em português, inglês e espanhol e tem como foco a violência e a prevenção ao vírus da Aids.

Um estudo realizado pela  Amazonaids constatou uma taxa de prevalência de sífilis de 2,3% e de HIV de 0,13% nas comunidades do Alto Solimões e do Vale do Javari. O levantamento foi feito por iniciativa das Organizações das Nações Unidas (ONU) e do governo brasileiro, e examinou mais de 20 mil índios dessas regiões.

A violência contra a mulher é uma das causas da contaminação pelo vírus HIV. Ainda segundo os organizadores da campanha, a cada cinco minutos uma mulher é agredida no País e a cada duas horas, uma mulher é assassinada. Em 80% dos casos, o agressor é o marido, companheiro ou namorado.

A maior preocupação da campanha foi tratar a violência contra a mulher e doenças sexualmente transmissíveis em comunidades carentes mais afastadas, ressalta a embaixadora  Ana Paula Zacarias, chefe da delegação da União Europeia no Brasil. “Este tipo de ação conjunta e direcionada se torna imprescindível no âmbito do combate à violência de gênero", disse.

A Amazonaids é um grupo gestor que inclui representantes dos governos federal, do Amazonas, municipais e sociedade civil, incluindo parceiros como Unicef, Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/ Aids (Uniaids), Fundação Alfredo da Mata, Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas e Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV.

Também estão na campanha a União Europeia, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a ONU Mulheres (Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres).

 

Campanha

Materiais educativos sobre HIV também têm sido elaborados pela Unesco em outros idiomas de povos indígenas do Alto Solimões”, explicou o representante do Unaids no Brasil, Pedro Chequer. “Os povos indígenas devem ser cada vez mais objeto de respeito cultural e pleno exercício do direito à informação em seu próprio idioma.

O material a ser distribuído em todo o País inclui fôlder e cartazes com informações sobre os tipos de violência contra a mulher e como denunciá-las. Os vídeos para TV e spots para rádio foram inspirados em depoimentos reais.

 

Violência contra mulher

A ministra da Secretaria de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci, disse que há dois meses foram abertas as duas primeiras delegacias dos direitos das mulheres em áreas de fronteiras e que o governo tem como meta triplicar as linhas de fronteiras de Norte a Sul do País e transformar essas delegacias estaduais em federais. “É nesse sentido que as delegacias tem um empoderamento maior”, disse a ministra.

Criada há seis anos, a Lei 11.340/2006, a Lei Maria da Penha, cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, além de promover a discriminação contra as mulheres, prevenir, punir agressores e erradicar a violência.

 

 

Leia mais:

Cartilha orienta sobre Lei Maria da Penha

Confira a lista dos maiores índices de doenças sexualmente transmissíveis no País

Nova técnica para vacina contra a aids é desenvolvida com ajuda de cientistas brasileiros

Voluntários da saúde podem atuar junto à população indígena

 

Fonte:
Agência Brasil
Secretaria de políticas para Mulheres

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