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Saúde

Estudo alerta que dados meteorológicos devem ser analisados para prevenir doenças

por Portal Brasil publicado: 29/10/2012 12h38 última modificação: 29/07/2014 09h02
Juan Pratginestós Solos cada vez mais secos são resultados das mudanças climáticas

Solos cada vez mais secos são resultados das mudanças climáticas

Organização Mundial da Saúde  alerta que a saúde humana está ameaçada pelas mudanças climáticas

O estudo Atlas da Saúde e do Clima, divulgado nesta segunda-feira (29) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), alerta que no Brasil as temporadas de inundações e de seca geram a curto, médio e longo prazos uma série de doenças. Em 68 páginas, o estudo mostra que as preocupações se concentram no Sul em decorrência das inundações e dos deslizamentos de terras, considerados constantes, e no Norte devido à seca.

Segundo o estudo, uma série de problemas de saúde, são gerados pelas mudanças no clima atingem milhões de brasileiros e provocam surtos epidêmicos de doenças, como por exemplo,  diarreia, malária, dengue e meningite. 

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que é fundamental prevenir e preparar a população. Segundo ela, as ações conjugadas dão vida “ao coração da saúde pública”. “Informações sobre a variabilidade e mudanças climáticas são ferramentos poderosas que auxiliam as nossas tarefas”, disse.

Segundo o estudo, o período apontado como a “pior seca dos últimos 60 anos” foi de 2004 a 2010. Na Amazônia as doenças mais comuns causadas pelas alterações climáticas têm relação direta com uma série de fatores, como poluição e infraestrutura local. A maior parte das mortes, segundo o relatório, é entre bebês recém-nascidos. 

Cuidados

Os especialistas advertem ainda para que as pessoas redobrem os cuidados com a exposição ao sol, pois há estudos que demonstram que as elevadas temperaturas e os raios de sol podem causar problemas à saúde. O alerta é para limitar a exposição ao sol, procurar lugares à sombra, usar roupas que protejam, chapéus e óculos. Também é recomendado o uso de protetor solar.

Insolação

A insolação e a desidratação também podem ser ocasionadas pela exposição excessiva ao sol e ao tempo quente. A recomendação é beber ao menos dois litros de água por dia, sempre aplicar o protetor solar no mínimo 30 minutos antes de se expor ao calor e evitar as horas com maior concentração solar (entre 11h e 16h), além de usar chapéus, óculos de sol e roupas leves.

 

Leia mais:

Casos de malária no País caem mais da metade em seis anos

Brasil vai produzir medicamento para mal de Parkinson

Doentes crônicos terão acesso facilitado à vacinação

 

Fonte:

Agência Brasil
Portal Brasil

 

 

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