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Jogo virtual alerta jovens sobre os malefícios do tabaco

por Portal Brasil publicado: 19/10/2012 12h16 última modificação: 29/07/2014 09h02
Divulgação / EBC Durante as etapas do game, o jovem conhece a produção do tabaco e ajuda a distribuir cartazes na cidade sobre os males causados pelo fumo

Durante as etapas do game, o jovem conhece a produção do tabaco e ajuda a distribuir cartazes na cidade sobre os males causados pelo fumo

Game aborda a cultura do tabaco e os malefícios que a atividade proporciona tanto ao meio ambiente como aos agricultores

 

Com o objetivo de conscientizar os jovens sobre os malefícios do cigarro, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) lançou nessa quinta-feira (18) o game “Agentes da Saúde por um Mundo sem Tabaco”. O jogo apresenta desde as etapas de produção até sua comercialização. A ideia é proporcionar o inovado instrumento, principalmente, a jovens entre 10 e 14 anos.

De acordo com o órgão, o game aborda a cultura do tabaco e os malefícios que a atividade proporciona tanto ao meio ambiente como aos agricultores. O grande destaque são as doenças causadas aos fumantes e a venda de cigarros com aromas e sabores comercializados para o público jovem.

O jogo foi desenvolvido pelo programa HTML 5, e é financiado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Ele ficará hospedado no site do Inca para todas as plataformas de acesso à internet.

O lançamento do jogo ocorreu no Museu da Vida, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que vai até domingo (21) em todo o País.

 

Como jogar

O jogo é dividido em diversas fases. Os jogadores podem acompanhar a cadeia produtiva do tabaco, desde a plantação até a venda. Na primeira parte, são apresentadas as fases de produção no campo, com a participação dos agricultores.

São abordadas as doenças causadas a esses trabalhadores e suas famílias, devido ao cultivo do produto, apontando outras culturas que não prejudiquem a natureza e a população.

Nas etapas seguintes, o jogador chega à cidade, onde poderá ajudar na distribuição de cartazes da campanha de prevenção do Inca pelas ruas.

 

Investimentos

De acordo com o Inca, em 2011 o País gastou R$ 21 bilhões no tratamento de pacientes com doenças relacionadas ao consumo de cigarros. O valor foi 3,5 vezes maior que o imposto arrecadado pela Receita Federal com produtos derivados do tabaco, e corresponde a 30% de todo o orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ainda segundo o instituto, nos últimos dez anos, o tabaco matou 50 milhões de pessoas em todo o mundo. O consumo do cigarro é responsável por mais de 15% das mortes de homens adultos, e 7% das mortes de mulheres. No Brasil, um em cada cinco homens e uma em cada dez mulheres morrem por causa do tabagismo.

 

Dependências

A dependência provocada pela nicotina produz grande desconforto físico e psicológico ao fumante que tenta abandonar o uso, comprometendo a abstinência.

Física: Cada tragada tem 4.730 substâncias e, com o tempo, o corpo do fumante passa a precisar do cigarro para funcionar. Quando se tira essas substâncias, particularmente a nicotina, o corpo vive uma espécie de curto-circuito e entra em síndrome de abstinência. Os principais sintomas são ansiedade, inquietação, sonolência ou insônia, e prisão de ventre.

Psicológica: O cigarro torna-se uma “bengala” para o viciado, que passa a fumar mais quando está estressado, triste e se sentindo sozinho.

Comportamental: O fumante tem uma rotina com o cigarro. Há momentos em que o fumar é um hábito automático. Depois da refeição, com o cafezinho, após ir ao banheiro, etc.

 

Tratamentos

Pesquisas indicam que 80% dos fumantes desejam parar de fumar, mas apenas 3% conseguem sozinhos, demandando tratamento específico.

O Ministério da Saúde, por meio do SUS disponibiliza tratamento gratuito a fumantes que pretendem parar de fumar. O programa consiste em cartilhas de orientação para hábitos saudáveis e contatos telefônicos.

O contato telefônico para seguir orientação de especialistas é realizado pela Ouvidoria do SUS/Disque Saúde - 136

 

Fonte:
Agencia Brasil
Ministério da Saúde

 

Portal Brasil

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