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População deve ficar atenta aos riscos do AVC

por Portal Brasil publicado: 29/10/2012 15h51 última modificação: 29/07/2014 09h02
EBC Em Brasília, população procura quiosque no Parque da Cidade para fazer exames preventivos do acidente vascular cerebral (AVC)

Em Brasília, população procura quiosque no Parque da Cidade para fazer exames preventivos do acidente vascular cerebral (AVC)

Segundo a OMS, o acidente vascular cerebral (AVC) é a terceira maior causa de morte natural na população adulta no mundo (atrás do câncer e do infarto) e a primeira no Brasil (cerca de 100 mil óbitos ao ano)

 

Apesar de o acidente vascular cerebral (AVC) estar entre as principais causas de internação e morte no País, as pessoas ainda têm pouco conhecimento sobre os sintomas da doença e demoram na busca por atendimento hospitalar. Os dados foram apresentados durante o 8° Congresso Mundial de AVC, que foi realizado em Brasília em outubro.

O AVC, popularmente conhecido como derrame, é uma das principais causas de morte e de sequelas no mundo e no Brasil. A doença cerebrovascular atinge 16 milhões de pessoas ao redor do globo a cada ano. Dessas, seis milhões morrem. Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a adoção de medidas urgentes para a prevenção e tratamento da doença.

A doença decorre da insuficiência no fluxo sanguíneo em uma determinada área do cérebro e tem diferentes causas: malformação arterial cerebral (aneurisma), hipertensão arterial, cardiopatia, tromboembolia (bloqueio da artéria pulmonar).

Segundo o Ministério da Saúde, o fumo também é responsável por cerca de 25% das doenças vasculares, entre elas, o derrame cerebral.

É comum paciente que sofreu um AVC apresentar sequelas. Entre as mais frequentes estão dificuldade na fala e paralisação de parte do corpo.

Para tentar combater a doença, o Ministério da Saúde lançou o estudo   “A Linha de Cuidado do AVC”, que faz parte da Rede de Atenção às Urgências.

 

Investimentos

Até 2014, serão investidos R$ 437 milhões para ampliar a assistência a vítimas de AVC. Do total de recursos, R$ 370 milhões vão financiar leitos hospitalares. Serão criados 1.225 novos leitos nos 151 municípios onde estão os 231 prontos-socorros responsáveis pelo atendimento de urgência e emergência especializado em AVC. A abertura dos novos leitos será definida entre o governo federal, juntamente com estados e municípios. Outra parcela, R$ 96 milhões, será aplicada na oferta do tratamento com o uso de alteplase.

Saiba mais sobre o Acidente Vascular Cerebral no Portal Brasil.

Atendimento

O Ministério da Saúde – que, este ano, instituiu a Linha do Cuidado do AVC – orienta que o tratamento deve incluir, necessariamente, a rede básica de saúde, o SAMU 192, as unidades hospitalares de emergência e leitos de retaguarda, a reabilitação ambulatorial, o ambulatório especializado e os programas de atenção domiciliar, entre outras estratégias de atendimento à população.

A assistência preconizada pelo ministério prevê o uso do medicamento alteplase somente em casos de AVC isquêmico. Aplicado até quatro horas e meia depois dos primeiros sintomas, o medicamento diminui em 30% o risco de sequelas do AVC. Isso significa a recuperação do quadro neurológico de mais pacientes comparando-se com aqueles que não recebem o tratamento com alteplase, além de reduzir em 18% a mortalidade.

Atualmente, há mais de 200 hospitais com condições de realizar atendimentos a pacientes com AVC. As instituições são habilitadas como centros ou unidades que tratam vítimas da doença. Além disso, esses locais podem usar o medicamento alteplase para o tratamento às vitimas de AVC isquêmico.

Serão criados 1.225 novos leitos em 151 municípios onde estão os 231 prontos-socorros responsáveis pelo atendimento de urgência e emergência especializado em AVC. A abertura dos novos leitos será definida, em conjunto, pelo governo federal, estados e municípios.
 

Mortalidade por AVC cai 32% entre pessoas com até 70 anos

Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 2000 e 2010, a mortalidade por acidente vascular cerebral (AVC) caiu 32% na faixa etária até os 70 anos, que concentra as mortes evitáveis. Apesar disso, a doença está entre as principais causas de morte e internação no País. Em 2010, mais de 33 mil pessoas morreram em decorrência de AVC nessa faixa etária.

A Organização Mundial de AVC (WSO) alerta que, no mundo, 15 milhões de pessoas têm AVC a cada ano, e, dessas, cerca de 6 milhões não sobrevivem. O presidente da WSO, Stephen Davis, disse na abertura do Congresso Mundial de AVC que esse problema “pode ser evitado, tratado e pode ser manejado a longo prazo”.

A WSO recomenda, para saber se uma pessoa está tendo AVC, pedir que a pessoa sorria e que se observe se o sorriso está torto. Em seguida, verificar se ela consegue levantar os dois braços. Outro passo é verificar se há alguma diferença na fala, se está arrastada ou enrolada. Caso seja identificado algum desses sinais, deve-se procurar imediatamente um serviço de saúde.

Prevenção

O tratamento preventivo engloba o controle de vários fatores de risco vasculares como a pressão arterial, diabetes, colesterol, triglicérides, doenças cardíacas, além da necessidade de não fumar, ter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos.

 

Fonte:
Ministério da Saúde
Agência Brasil
Portal Brasil

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