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Saúde

Projeto visa conscientizar população sobre prejuízos causados pelos trotes ao Samu

por Portal Brasil publicado: 16/10/2012 12h31 última modificação: 29/07/2014 09h02

Para conscientizar a população sobre os prejuízos causados pelos trotes telefônicos, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) lança campanha nas escolas de todo o País, com o objetivo de esclarecer e criar um vínculo positivo entre o serviço e o público jovem. O Samu funciona por meio de uma gestão unificada entre o Ministério da Saúde e os governos estaduais e municipais e seus respectivos conselhos e secretarias de Saúde.

Somente em Brasília, no Distrito Federal, o serviço recebe 100 mil ligações por mês, nas quais, aproximadamente, 25 mil são trotes feitos por crianças. De acordo com técnicos do ministério, as falsas chamadas ocupam as linhas telefônicas sem necessidade, causando atrasos no serviço e fazendo com que um atendimento prioritário deixe de ser feito com a devida rapidez, podendo levar à morte do paciente.

É importante lembrar que, ao discar o número 192, o cidadão está ligando para uma central de regulação que conta com profissionais de saúde e médicos treinados para dar orientações de primeiros socorros por telefone. São estes profissionais que definem o tipo de atendimento, a ambulância e a equipe adequados a cada caso. Há situações em que basta uma orientação por telefone para salvar uma vida, lembra o ministério.

As equipes trabalham para prestar atendimento no menor tempo possível, já que atuam no local de ocorrência do problema e ainda fora do ambiente hospitalar. O programa oferece o direcionamento para o serviço mais próximo e adequado, assim a equipe que está na ambulância ganha tempo (diminui a relação tempo/resposta). E é justamente essa agilidade que se perde quando o serviço fica carregado com falsas chamadas e trotes.

 

Samu

Criado em 2003, como parte da Política Nacional de Atenção a Urgências, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência tem ajudado o Brasil a reduzir o número de óbitos, o tempo de internação em hospitais e as sequelas decorrentes da falta de socorro.

A rede conta com Serviços de Atendimento Móvel de Urgência no Brasil, presentes em todos os estados e no Distrito Federal. Ao todo, 130 milhões de pessoas (67,73% da população) têm acesso ao serviço em 1.234 municípios do País. O Ministério da Saúde prevê a implantação do serviço em todos os municípios brasileiros, respeitadas as competências das três esferas de gestão. A União entra com uma contribuição mensal a municípios e estados com projetos aprovados de Samu, bancando 50% do custeio desses serviços.

O Samu realiza o atendimento de urgência e emergência em qualquer lugar - residências, locais de trabalho e vias públicas - a partir de uma chamada gratuita, feita para o telefone 192. A ligação é atendida por técnicos que identificam a emergência e transferem o telefonema para um médico, que faz o diagnóstico da situação e inicia o atendimento no mesmo instante, orientando o paciente, ou a pessoa que fez a chamada, sobre as primeiras ações.

De acordo com a situação do paciente, o médico pode orientar a pessoa a procurar um posto de saúde, enviar ao local uma ambulância com auxiliar de enfermagem e socorrista ou uma UTI móvel, com médico e enfermeiro. Ao mesmo tempo ele avisa sobre a emergência ao hospital público mais próximo para que a rapidez do tratamento tenha continuidade.

O serviço funciona 24 horas por dia com equipes de médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas, que atendem as ocorrências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, gineco-obstétrica e de saúde mental da população.

 

Leia mais:

97% dos casos de emergência que chegam às UPAs são solucionados

Criação do Samu é uma das ações mais reconhecidas do SUS

Ampliado atendimento de saúde em casa

 

Fonte:
Portal Planalto
Portal Brasil

 

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