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Vacinação contra febre aftosa no Nordeste pode ser prorrogada ou suspensa

por Portal Brasil publicado: 30/10/2012 15h38 última modificação: 29/07/2014 09h02
Lenito Abreu/ Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) Brasil está há seis anos sem registro de caso de febre aftosa, com grande parte de seu território reconhecido como zona livre da doença

Brasil está há seis anos sem registro de caso de febre aftosa, com grande parte de seu território reconhecido como zona livre da doença

Ministério da Agricultura aprovou calendário específico para municípios em situação de emergência devido ao período de seca

 

Os estados e municípios da região Nordeste afetados pela seca deste ano poderão decidir se prorrogam ou suspendem a vacinação contra a febre aftosa - dependendo das condições do gado. A flexibilização do calendário de vacinação contra a doença foi anunciada nesta terça-feira (30) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que encaminhou nota técnica para orientar os Serviços Veterinários Oficiais (SVOs) quanto aos procedimentos a serem tomados.

A segunda etapa de intervenção em bovinos e búfalos começa na próxima quinta-feira (1º), com expectativa de imunizar 150,5 milhões de animais em todo o País. Com a medida anunciada, esse número pode ser reduzido em até 16 milhões de cabeças - gado estimado nos nove estados da região.

De forma excepcional, o ministério prevê, para municípios em situação de emergência decretada, a prorrogação da vacinação por até 30 dias, de acordo com a necessidade, ou a suspensão temporária da aplicação da vacina, ficando os SVOs - responsáveis por regulamentar e divulgar os procedimentos estabelecidos no âmbito estadual - obrigados a enviarem nova análise da situação para apreciação do Departamento de Saúde Animal (DSA) até 15 de janeiro de 2013.

“Onde ocorrer prorrogação ou suspensão da vacinação, os bovinos que precisarem ser transportados para outros estados terão que ser vacinados previamente”, explicou o coordenador de Febre Aftosa do Mapa, Plínio Lopes. Segundo ele, a vacina pode ser aplicada inclusive no local de destino do animal.

Também foi estabelecido pelo ministério que as áreas em situação de emergência devem ser devidamente delimitadas, além de proibida a movimentação de bovinos e búfalos sem a devida vacinação prévia - quando provenientes desses municípios e destinados a quaisquer aglomerações de animais, municípios com vacinação regular e outras unidades da Federação.

A medida tomada pelo Mapa levou em consideração as condições epidemiológicas, informações sobre a seca, seus efeitos sobre os rebanhos, riscos de comprometimento dos índices vacinais e proteção dos rebanhos nesta segunda etapa da vacinação na região.

Os efeitos da seca têm impacto direto na condição financeira dos produtores, bem como na nutrição e manejo dos animais, com fortes possibilidades de impactar também na cobertura vacinal.

Segundo o diretor de Saúde Animal do ministério, Guilherme Marques, o manejo é o único risco nesses casos. Ele garante que os produtores que decidirem vacinar os animais não precisam se preocupar com os efeitos da imunização. “Temos testes feitos pelo ministério e por empresas. A vacina não provoca mortalidade ou aborto. O que provoca é o manejo inadequado do rebanho com fome e sede. O stress provocado nos animais”, disse.

Ainda de acordo com Marques, a flexibilização do calendário de vacinação contra aftosa em casos extremos de chuva ou seca excessiva está prevista na legislação brasileira. “Raríssimas vezes prorrogamos a campanha de vacinação. Temos que procurar sempre vacinar o maior volume de animais no País no menor espaço de tempo para combater a dispersão da doença pela transmissão entre animais”, explicou.

O coordenador Plínio Lopes garante que a medida não vai prejudicar as metas do governo de alcançar áreas livres da aftosa. A expectativa mantida pelos órgãos sanitários é que a região Nordeste atinja esse status no ano que vem. “Os índices vacinais da região estão dentro do satisfatório e desejado - acima de 85% do gado vacinado - e estamos fazendo inquérito epidemiológico a cada 15 dias”, completou.

A flexibilização do calendário de vacinação para os municípios em estado de emergência não gera risco para ocorrência da doença, consideradas às condições epidemiológicas atuais. O País está há seis anos sem registro de caso de febre aftosa e a maior parte de seu território é reconhecida como zona livre de febre aftosa, inclusive com boas perspectivas de avanços nessas zonas livres, envolvendo a região Nordeste e parte do estado do Pará, em 2013.

 

Estiagem

A falta de chuva é comum nesta época do ano. Entretanto, a seca neste ano tem sido mais grave na região Nordeste e a há previsão de chuva abaixo do normal para os próximos três meses, o que tende a agravar a situação.

Procurando se antecipar à situação e buscar alternativas ao problema, o DSA solicitou aos SVOs do Nordeste informações complementares recentes sobre os efeitos dessa estiagem na pecuária da região, eventuais ações já implementadas ou planejadas para realização da próxima etapa de vacinação e propostas de estratégias para a condução da próxima etapa de vacinação, sendo tudo devidamente considerado em sua decisão.

 

Fonte:
Ministério da Agricultura
Agência Brasil

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