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Saúde

Campanha pelo Dia Mundial contra a Aids destaca importância de se realizar o teste

por Portal Brasil publicado: 30/11/2012 15h49 última modificação: 29/07/2014 09h02
Ministério da Saúde Em 2012 a campanha prevê veiculação de mensagens de promoção ao teste de HIV, com base nos direitos humanos e no combate ao preconceito

Em 2012 a campanha prevê veiculação de mensagens de promoção ao teste de HIV, com base nos direitos humanos e no combate ao preconceito

Os porta-vozes da campanha são pessoas que vivem com HIV/Aids 

 

O tema da campanha pelo Dia Mundial de Luta Contra a Aids deste ano, comemorado no dia 1º de dezembro, vai destacar a importância de se realizar o teste. A divulgação nacional será feita em TV, rádio, salas de cinema e internet.

As mensagens mostram que o teste é um processo seguro, sigiloso e acessível na rede pública. Os protagonistas da campanha, que vivem com HIV e descobriram sua sorologia por meio do teste, irão incentivar a realização do exame. Das 530 mil pessoas que vivem com HIV no Brasil atualmente, 135 mil desconhecem sua situação e cerca de 30% dos pacientes ainda chegam ao serviço de saúde tardiamente.

A campanha também incentiva os profissionais de saúde a recomendarem a testagem aos pacientes, independente de gênero, orientação sexual, comportamento ou contextos de maior vulnerabilidade.

Relatório do Ministério da Saúde aponta que a taxa de incidência de Aids no Brasil tem se mantido nos mesmos índices nos últimos anos. Os dados apontam que a taxa de incidência da doença no País, em 2011, foi de 20,2 por 100.000 habitantes. Nesse ano, foram registrados 38,8 mil casos novos da doença. O maior número de casos está concentrado nos grandes centros urbanos. 

O Sudeste apresentou redução na taxa de incidência de 27,5, em 2002, para 21, em 2011, as regiões Sul, Norte e Nordeste registraram tendência de aumento de casos. No Centro-Oeste, a epidemia é considerada estável.

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, o coeficiente nacional de mortalidade caiu de 6,3 mortes para cada 100 mil habitantes, em 2000, para 5,6, em 2011. Na última década, o País apresentou uma média de 11.300 mortes por ano provocadas pela Aids.

 

 

Antirretroviral

Mais um remédio para tratamento de HIV/aids será feito no Brasil. O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (30) o início da troca de tecnologia para produção nacional do antirretroviral Atazanavir. Assim, 11 dos 20 remédios oferecidos pelo sistema público de saúde passarão a ser fornecidos por laboratórios nacionais.

O medicamento faz parte do coquetel distribuído para 45 mil pessoas, cerca de 20% dos pacientes. Com a transferência de tecnologia, em 2017 o remédio será totalmente produzido pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A produção nacional do Atazanavir será possível graças a uma parceria firmada entre o Ministério da Saúde e o laboratório internacional Bristol-Myers Squibb. A expectativa é de economia de cerca de R$ 81 milhões por ano, durante a parceria.

 

Forças Armadas 

As Forças Armadas também se engajaram na campanha de prevenção e controle das DST/ Aids. As ações são focadas nos jovens militares, nos participantes de missões de paz e no pessoal desmobilizado. A campanha é coordenada pelo Ministério da Defesa.

Para alcançar os objetivos o ministério  capacitou 1.820 militares para atuarem como educadores de pares. Além disso, promoveu três eventos de capacitação de gestores e realizou várias palestras de sensibilização de líderes e palestras educativas ou informativas nas escolas militares de diversos níveis.

Serão realizadas pesquisas  em 18 Organizações Militares, das cidades de Natal (RN), Recife (PE), Brasília (DF), Rio Grande (RS), Porto Alegre (RS) e Canoas (RS). A iniciativa deverá ser aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

O projeto prevê, ainda, a formação de mais de 600 educadores de pares no ano de 2013, buscando intensificar a prevenção e o controle das DST/Aids nas Forças Armadas brasileiras e no âmbito da família militar.   


Celebração do dia

 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participa, em Salvador (BA) de atividades que marcam o Dia Mundial de Luta contra a Aids, como parte da campanha de Mobilização Nacional de Prevenção e Testagem para Sífilis, HIV e hepatites B e C.

Dentro da programação, o ministro participa das premiações do Concurso Cultural de Hepatites Virais para Manicures e Tatuadores e do Festival Internacional de Humor em DST e Aids.  

Ações de prevenção e conscientização também serão realizadas em Brasília. O ato inclui caminhada, teste rápido e enquete para incentivar o diagnóstico precoce do HIV e das hepatites virais, com sigilo e confidencialidade do teste.

O evento acontece neste sábado (1º), a partir das 9h, no Parque da Cidade. Será realizado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR). 

De acordo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado no último dia 20 de novembro, entre as 27 capitais, Brasília aparece como a 25ª colocada, com incidência de 19,5 pessoas portadoras do vírus HIV em cada 100 mil habitantes. Das 530 mil pessoas portadoras de HIV em nível nacional, a prevalência do vírus é maior em homens com idade entre 15 a 49 anos, sendo que a proporção é de 15 homens para cada 10 mulheres infectadas.

O estudo tem como base o ano de 2010 e mostra ainda o aumento da cobertura do teste entre as gestantes, que em 2006 era de 60% e em 2010 chegou a 80%. Apesar do número de mulheres infectadas ser  menor em relação ao número de homens com o vírus, 13 mil novos casos são registrados ao ano.

 

 

Fonte:
Ministério da Saúde
Ministério da Defesa
Portal Brasil
Secretaria de Políticas para as Mulheres

 

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