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Saúde

Brasil inaugura laboratório de vigilância epidemiológica no Haiti

por Portal Brasil publicado: 21/11/2012 12h15 última modificação: 29/07/2014 09h02
Ministério da Defesa O Projeto Haiti, está destinado, entre outros objetivos, a fortalecer o sistema de vigilância epidemiológica do país, que teve seu sistema de saúde abalado por um terremoto em 2010

O Projeto Haiti, está destinado, entre outros objetivos, a fortalecer o sistema de vigilância epidemiológica do país, que teve seu sistema de saúde abalado por um terremoto em 2010

Unidade vai monitorar a qualidade da água, fatores ambientais e as condições de saúde da população de Cabo Haitiano. Com investimento de R$ 700 mil

 

Foi inaugurado na última terça-feira (20), pelo Ministério da Saúde, o Laboratório de Saúde Pública de Cabo Haitiano, no Haiti. A iniciativa faz parte do Projeto de Cooperação Tripartite Brasil-Cuba-Haiti, o Projeto Haiti, destinado, entre outros, a fortalecer o sistema de vigilância epidemiológica do país, que teve seu sistema de saúde abalado por um terremoto em 2010. O governo brasileiro disponibilizou R$ 700 mil para a reconstrução do laboratório e a compra de equipamentos.

O assessor especial de Assuntos Internacionais do Ministério da Saúde, Alberto Kleiman, informou que o laboratório se encontra em uma localidade carente, com as condições sanitárias comprometidas e distantes da capital do país, onde os serviços de saúde se concentram. “Por isso, é muito importante a atuação de uma vigilância epidemiológica local bem estruturada. Esse é mais um passo importante na cooperação entre os três países, e complementa as demais ações de vigilância desenvolvidas no Haiti", explica o assessor.

O auxílio brasileiro ao Haiti utiliza recursos extraordinários do Ministério da Saúde aprovados pelo Congresso Nacional em 2010, conforme a Lei 12.239, para operações de assistência especial no exterior e assistência humanitária ao Haiti, em iniciativas voltadas para a saúde. Além disso, ao atuar em parceria com o governo haitiano, promovendo ações nas fronteiras, o governo brasileiro o reduz o risco de introdução de doenças Brasil.

O governo também está financiado a construção de um laboratório na região haitiana de Les Cayes –ao todo, o Brasil investiu R$ 1,3 milhão nos dois empreendimentos. Foram capacitados, ainda, dois técnicos haitianos para atuarem nos laboratórios. Os profissionais fizeram estágio de dois meses no Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os dois laboratórios vão executar atividades de vigilância da qualidade da água, vigilância de fatores ambientais biológicos (vetores, hospedeiros, reservatórios e animais peçonhentos),e monitoramento de populações humanas expostas a fatores ambientais biológicos, químicos e físicos. Eles atuarão de maneira integrada com o Laboratório Nacional de Saúde Pública do Haiti, situado na capital Porto Príncipe, e construído em 2006 pelo Ministério da Saúde haitiano. O laboratório tem sido referência no diagnóstico e monitoramento de doenças como Malária, Aids e Tuberculose.

Ação Continuada

Desde o terremoto de 2010, vem sendo desenvolvidas, pela cooperação tripartite, diferentes ações destinadas a fortalecer o sistema de vigilância epidemiológica do Haiti. No início deste mês, o Brasil disponibilizou cerca de R$ 1,2 milhão para contratação de profissionais especializados em prevenção e controle de doenças transmissíveis, e para o custeio de apoio operacional, financeiro e material das ações de vigilância no país.

A cooperação apoia, também, o Programa Ampliado de Vacinação do Haiti, que promoveu, este ano, a Campanha Nacional de Vacinação Contra o Sarampo, a Rubéola e a Poliomielite. O Ministério da Saúde já doou ao programa de imunização haitiano 8,7 milhões doses de vacina. Na primeira fase da campanha de vacinação, realizada de 21 de abril a 5 de maio deste ano, o Brasil doou três milhões de doses da vacina oral contra a poliomielite, disponibilizou 15 veículos com motorista e combustível e enviou enfermeiros com experiência em áreas de difícil acesso.

 

Fonte:

Ministério da Saúde

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