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Estudo revela que cirurgia cardíaca é eficaz também em diabéticos

por Portal Brasil publicado: 05/11/2012 15h21 última modificação: 29/07/2014 09h02
Portal da Saúde A partir do estudo, pesquisadores acreditam que será recomendado a cirurgia no tratamento da obstrução de artérias em diabéticos

A partir do estudo, pesquisadores acreditam que será recomendado a cirurgia no tratamento da obstrução de artérias em diabéticos

O acompanhamento de 1,9 mil pacientes comprovou que a longo prazo a opção cirúrgica apresenta melhores resultados

Cirurgia para colocação de pontes (safena, mamária e radial) tende a ser uma opção melhor do que a angioplastia para implante de stent, em casos de pacientes diabéticos com artérias obstruídas. O estudo divulgado nesta segunda-feira (5) revela que o acompanhamento de 1,9 mil pacientes comprovou que a longo prazo a opção cirúrgica apresenta

melhores resultados.

Para o cardiologista Whady Hueb, coordenador da pesquisa no Instituto do Coração (InCor), o estudo ajuda a dissipar as dúvidas sobre o resultado dos procedimentos em diabéticos. Ele lembra que a doença altera a resposta dos pacientes aos tratamentos. A partir dos dados, o médico explica que a cirurgia protege mais o paciente da morte e do infarto, além de evitar mais uma nova intervenção.

O trabalho contou com a participação de 140 centros cardiológicos de todo o mundo, entre eles, o Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A pesquisa está sendo lançada no American Heart Association, um dos mais importantes congressos de cardiologia do mundo, que ocorre nos Estados Unidos, além de publicada na revista  New England Journal of Medicine.

Pesquisa

A investigação desenvolvida ao longo de cinco anos apontou que a mortalidade entre os pacientes submetidos a angioplastia alcançou 16% – 5 pontos percentuais a mais do que a taxa de pacientes diabéticos que morreram após passar por cirurgia (11%).

Além disso, a morte por motivos cardíacos para os submetidos à angioplastia chegou a 11%, contra 7% para os operados. A necessidade de novas intervenções também foi menor para os submetidos à cirurgia: 5% contra 13% para os que receberam o stent.

A partir do estudo, o diretor de Cardiologia do InCor, Roberto Kalil, acredita que os médicos tenham mais elementos para recomendar a cirurgia no tratamento da obstrução de artérias em diabéticos. “A posição do médico vai ser mais contundente, com mais dados”, ressaltou em entrevista à Agência Brasil. “A cirurgia é mais traumática, mas a longo prazo é muito melhor”, completou.

Aplicação do stent

A angioplastia para implante de stent corresponde a  um tubo perfurado que facilita a circulação sanguínea local. Apesar de a angioplastia ser uma intervenção menos invasiva e agressiva, os médicos observaram resultados mais significativos na cirurgia para a colocação de pontes.

Entretanto, em casos menos complexos alguns pacientes diabéticos deverão continuar a optar pelo stent medicamentoso, por ser um procedimento menos invasivo. Essa tem sido, segundo o médico Kalil, a tendência geral para o tratamento de obstrução de artérias, em que o número de cirurgias diminuiu substancialmente nos últimos 15 anos.

 

Fonte:

Agência Brasil

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