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Saúde

Lançada campanha para desmistificar a anemia falciforme

por Portal Brasil publicado: 12/11/2012 12h31 última modificação: 29/07/2014 09h02
Divulgação / Seppir A anemia falciforme é uma doença hereditária, em crianças pode ser diagnosticada por meio do teste do pezinho

A anemia falciforme é uma doença hereditária, em crianças pode ser diagnosticada por meio do teste do pezinho

A campanha Lua Vermelha pretende esclarecer e coibir o estigma em relação à doença hereditária mais prevalente no Brasil

 

Com o objetivo de desmistificar a anemia falciforme, a Associação Brasileira de Doença Falciforme (Abraf) lançou a Campanha Lua Vermelha. A ideia é esclarecer e coibir o estigma em relação à doença hereditária mais prevalente no Brasil, especialmente na população afrodescendente.

No Brasil, estima-se que 25 mil a 30 mil pessoas tenham a doença. O Rio de Janeiro registra a segunda maior prevalência entre os estados - com um caso para cada 1,2 mil nascidos. A cada mês, são diagnosticados aproximadamente 17 casos. A maior parte dos pacientes estão na Bahia, devido ao alto número de afrodescendentes, com um caso a cada 500 nascimentos.

A anemia falciforme se caracteriza por uma alteração nas hemácias, que perdem a forma arredondada, endurecem e tomam o aspecto de uma foice (o que dá origem ao termo falciforme), dificultando a passagem do sangue pelos vasos e a oxigenação dos tecidos. Os principais sintomas são a icterícia, anemia crônica, crises dolorosas nos ossos e músculos.

"A Abraf está pensando em divulgar a doença como uma lua vermelha, já que a lua tem uma imagem amorosa, afetiva. Essa simples mudança na forma de encarar aquela operação da hemácia leva à uma humanização, uma desmistificação e uma retirada completa de estigma da doença”, explica Clarisse Lobo, hematologista e presidenta do Congresso Brasileiro de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (Hemo 2012).

O lançamento da campanha faz parte da programação do Hemo 2012, maior encontro de especialistas em doenças do sangue da América Latina. Organizado pela Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), o evento vai até amanhã (11), no RioCentro, na zona oeste da cidade.

 

Teste

A hematologista informou que a detecção nas crianças é feita por meio da triagem neonatal, com o teste do pezinho. “Nós estamos trabalhando para inclusão do teste para a doença falciforme em todos os estados da federação”.

Atualmente, apenas 17 dos 26 estados e o Distrito Federal fazem o teste, segundo a médica. Em março, o Ministério da Saúde anunciou a inclusão do exame de eletroforese de hemoglobina na lista de procedimentos do pré-natal feito no Sistema Único de Saúde (SUS), que serve para detectar a anemia falciforme.

“A anemia falciforme não tem cura, mas sim controle. Quanto mais precocemente é identificada, mais fácil é para controlar os problemas crônicos, resultantes da doença. Quanto melhor a criança for acompanhada, mais saudável será o adulto com a doença falciforme”, explica Clarisse.

A pessoa com diagnóstico confirmado da doença deve ser cadastrada em um serviço de referência, hemocentros ou hospitais públicos, e acompanhada por uma equipe multidisciplinar.

As crises dolorosas frequentemente requerem orientação médica. Já as crises de leve intensidade poderão ser tratadas em casa, com analgésicos e ingestão de bastante liquido. A ocorrência da febre sempre requer orientação médica, afinal, pode ser um importante sinal de infecção.

 

Conscientização

Dados do Ministério da Saúde apontam que 3.500 crianças nascem com a doença por ano e cerca de 200 mil apresentam o traço falciforme, ou seja, possuem apenas um gene da doença e não desenvolvem os sintomas relacionados.

Para conscientizar e estimular a prevenção de toda a população, o ministério disponibiliza na internet uma página que tira dúvidas e explica aos internautas como tratar a doença. O site pode ser acessado pelo link.

 

Fonte:
Agência Brasil
Ministério da Saúde
Portal Brasil

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