Saúde
Municípios do Amazonas e Amapá receberão R$ 4 mi para controle da malária
A medida visa intensificar as ações contra a doença nos estados e municípios que apresentam maior número de casos
Com o objetivo de reforçar as ações de controle e prevenção da malária em 26 municípios dos estados do Amazonas e Amapá, o Ministério da Saúde irá repassar R$ 4 milhões do Fundo Nacional de Saúde, que serão transferidos em parcela única.
A medida, que consta na Portaria nº 2.568, visa intensificar as ações contra a doença nos estados e municípios que apresentam maior número de casos. Os recursos serão utilizados em para diagnóstico, tratamento, controle vetorial e supervisão dos casos.
Queda
Em seis anos, houve uma queda de 56% dos casos de malária em todo o País. Entre os anos de 2005 e 2011, as notificações reduziram de 607,7 mil para 267 mil. Estes dados fazem parte da publicação Saúde Brasil 2011, que foi lançada no último dia 18 de outubro.
A redução é resultado da descentralização das ações de prevenção e controle da doença, da inclusão de derivados de artemisina no tratamento dos pacientes e da melhoria no atendimento, feito em até 72 horas, depois do aparecimento dos primeiros sintomas. Outro fator fundamental para diminuição desse quadro é o aumento dos investimentos e a capacitação dos profissionais.
Somente em 2011, para os locais onde há maior vulnerabilidade à doença, foram repassados R$ 15 milhões, destinados à instalação de mais de um milhão de mosquiteiros com inseticidas. Outras medidas, como o envio de 194 microscópicos para ampliar a rede de diagnósticos da malária, além de 39 novas caminhonetes e 500 mil testes rápidos para diagnóstico da doença - subsidiados pelo Fundo Global de Luta Contra Aids, Tuberculose e Malária - também foram promovidas pelo Ministério da Saúde.
Malária
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a malária é a quinta doença que mais mata no mundo. Ela é provocada pelo parasita do gênero Plasmodiun, transmitido pela picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anophele, conhecido como muriçoca, mosquito-prego ou carapanã. A doença, também chamada de impaludismo, causa sintomas como dor de cabeça, no corpo, dor abdominal, tontura, náusea, fraqueza, febre alta e calafrios.
O período de incubação varia de oito a 17 dias, podendo chegar a vários meses, em condições especiais. Uma vez diagnosticada, o tratamento é eficaz, simples e gratuito. Ainda não existe uma vacina disponível contra a doença. Para cada espécie de plasmódio, há medicamentos ou associações de medicamentos específicos em dosagens adequadas à situação de cada doente. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente toda a medicação para o tratamento da doença.
No Brasil, 99,5% dos casos são registrados na região da Amazônia Legal. As pessoas que mais correm risco de contrair a doença (1,2 bilhão) vivem na África e Ásia. A maior parte dos óbitos (91%) ocorre no continente africano, enquanto 13% das mortes são contabilizadas no território asiático. Crianças com menos de cinco anos são as mais afetadas, contabilizando, aproximadamente, 86% das mortes pela doença no mundo.
Prevenção
Entre as ações de prevenção da malária estão: a drenagem de áreas alagadas; pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor; obras de aterro; limpeza das margens dos criadouros; modificação do fluxo da água; controle da vegetação aquática; melhoramento da moradia e das condições de trabalho da população; e uso racional da terra.
O Ministério da Saúde também recomenda a adoção de medidas de proteção individual contra picadas de insetos, principalmente nas áreas de risco, como o uso de mosquiteiro impregnado com inseticida; o uso de telas nas portas e janelas; o uso de repelente; e evitar locais de banho em horários de maior atividade do mosquito - na manhã e no final da tarde.
Controle da Malária
Para diminuir ainda mais os casos de malária e os danos causados por ela, o Programa Nacional de Controle da Malária (PNCM) firmou uma estratégia em que o diagnóstico precoce e o tratamento imediato aparecem como prioridade. O programa também se preocupa com as intervenções para controle do vetor, a detecção imediata de epidemias e um maior envolvimento do nível estadual e municipal para execução das medidas de controle da doença.
O programa também investe, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em um estudo para ampliar os conhecimentos da eficácia dos medicamentos utilizados contra a malária, chamado Projeto da Rede Amazônica de Vigilância da Resistência às Drogas Antimaláricas (Ravreda).
É preocupação do programa, ainda, ampliar o sistema de vigilância em estados não-amazônicos - Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Ceará, Piauí e Espírito Santo, Pernambuco -, onde é observada a ocorrência de surtos de malária, os quais têm sido controlados em tempo relativamente curto.
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