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Saúde

Terras indígenas ganham reforço contra a febre aftosa

por Portal Brasil publicado: 23/11/2012 16h12 última modificação: 29/07/2014 09h02
Divulgação Governo do Mato Grosso A ação pretende vacinar 49 mil gados do rebanho na área da Raposa Serra do Sol, Roraima

A ação pretende vacinar 49 mil gados do rebanho na área da Raposa Serra do Sol, Roraima

Técnicos irão até as comunidades indígenas de Roraima para vacinar o rebanho e orientar os vaqueiros com relação a febre aftosa e outras doenças

 

Por meio do Programa de Vacinação Contra a Febre Aftosa, uma equipe de profissionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Agência de Defesa Agropecuária do Estado de Roraima (Aderr) está percorrendo comunidades localizadas na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, para vacinar todos os bovinos contra febre aftosa.

Com a meta de vacinar todos os 49 mil gados do rebanho na área da Raposa Serra do Sol, a equipe vai visitar outras comunidade indígenas nos municípios de Pacaraíma e Uiramutã até o dia 20 de dezembro. Este é o terceiro ano da parceria, em que cada instituição ajuda com logística, pessoal e doses de vacinas.

De acordo com o técnico do Mapa e coordenador da vacinação na Terra Indígena, Francisco Sales, essa iniciativa é estratégica para que a região se torne oficialmente livre de febre aftosa. Além do mais, a área indígena Raposa Serra do Sol faz fronteira com a Guiana e a Venezuela, áreas consideradas com incidência da doença. Além da imunização, a equipe também orienta os vaqueiros e demais membros da comunidade sobre outras doenças de bovinos e a maneira correta de tratamento.

Apesar da dificuldade de se chegar a algumas comunidades, Sales está satisfeito com o andamento dos trabalhos. “Muitas vezes caminhamos quilômetros pelo lavrado com sol forte, levando na cabeça as caixas com as doses de vacina para garantir a imunização. Além disto, a frota utilizada na operação é exigida ao extremo, chegando a atravessar rios e circular em locais onde não existem estradas. É muito importante destacar nesta hora o grau de responsabilidade de cada um dos técnicos envolvidos no programa para o cumprimento das metas estabelecidas a fim de garantir os 100% de vacinação”, concluiu.

No dia 1º de novembro começou a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa em todo o País. Pela regra, todos os animais devem ser vacinados até o dia 30 deste mês, em casos específicos como no Nordeste, o prazo foi estendido devido à estiagem ocorrida neste ano.

A campanha O Ministério da Agricultura  estabelece o calendário nacional  vacinação da febre aftosa, buscando os períodos adequados para cada estado. Para as outras vacinas, os calendários são estipulados conforme as secretarias estaduais de agricultura, nas unidades da federação.

 

 Locais

A primeira comunidade visitada pelo Programa foi a Kuropa, no município de Normandia, a 265 km de Boa Vista/RR. Composta por 65 indígenas que vivem da agricultura de subsistência e criação de 175 gados, a comunidade aguardava a chegada da equipe para realizar a vacinação. “O programa trouxe muitos benefícios para nós ao garantir que o gado fique livre de doenças e possa ser vendido em qualquer parte do estado, gerando recursos para a melhoria de vida das nossas famílias”, avalia o líder Kuropa, Tuxaua José Constantino.

Apesar da dificuldade de se chegar a algumas comunidades, Sales está satisfeito com o andamento dos trabalhos. “Muitas vezes caminhamos quilômetros pelo lavrado com sol forte, levando na cabeça as caixas com as doses de vacina para garantir a imunização. Além disto, a frota utilizada na operação é exigida ao extremo, chegando a atravessar rios e circular em locais onde não existem estradas. É muito importante destacar nesta hora o grau de responsabilidade de cada um dos técnicos envolvidos no programa para o cumprimento das metas estabelecidas a fim de garantir os 100% de vacinação”, concluiu.

 

Febre aftosa

A febre aftosa é uma doença causada por vírus, sendo uma das mais contagiosas que atingem os bovinos, búfalos, ovinos, caprinos e suínos. Os sintomas causam muita febre, feridas (aftas) na boca e nos cascos do animal, dificultando a movimentação e alimentação. Como resultado, há elevada e rápida perda de peso e queda na produção de leite, tendo como conseqüência grandes prejuízos na exploração pecuária.

É altamente transmissível por animais doentes e pelas secreções e excreções destes, como saliva, urina, fezes, leite, etc.

Causa importantes perdas econômicas, principalmente pela restrição ao mercado internacional, e até mesmo ao mercado nacional, já que animais e produtos de origem animal ficam proibidos de serem comercializados para países livres ou áreas livres de febre aftosa.

 

Fonte:
Ministério da Agricultura, Pecuário e Abastecimento
Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná

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