Você está aqui: Página Inicial > Saúde > 2013 > 01 > Estado de São Paulo irá vacinar 4,5 milhões de pessoas contra hepatite B

Saúde

Estado de São Paulo irá vacinar 4,5 milhões de pessoas contra hepatite B

por Portal Brasil publicado: 17/01/2013 14h16 última modificação: 29/07/2014 09h19

O estado de São Paulo organiza nesta semana uma força-tarefa para imunizar 4,5 milhões de pessoas - na faixa de 15 a 29 anos de idade - contra a hepatite B. Dados da Secretaria da Saúde indicam que apenas 67% da população nessa faixa etária estão imunizados contra a doença.

“A hepatite B é causada por um vírus, que é transmitido pelo contato com sangue contaminado e em relações sexuais sem camisinha. De 5% a 10% dos adultos e adolescentes infectados podem se tornar portadores crônicos desse vírus. E 20% dos portadores crônicos, no decorrer da vida, poderão desenvolver complicações como cirrose e tumor hepático”, informa a diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato.

A vacina está disponível em todos os postos de saúde do estado, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. “Não há contraindicação, é uma vacina de engenharia genética, inativada. A única possível contraindicação, que ocorre em situações extremamente raras, é uma reação alérgica”, explica Helena.

Além das pessoas com até 29 anos de idade, também poderão ser vacinados gratuitamente contra hepatite B os que fazem parte de grupos considerados de risco, como profissionais do sexo, homossexuais do sexo masculino, usuários de drogas injetáveis, manicures, podólogos e profissionais de saúde. A vacina também é recomendada para maiores de 29 anos mas, neste caso, não é oferecida pelos postos de saúde.

Para ficar completamente protegida contra a doença, a pessoa precisa tomar três doses da vacina. A segunda dose deve ser aplicada um mês depois da inicial e a terceira, após seis meses.

Hepatite

A hepatite é a inflamação do fígado, que pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. É uma doença silenciosa, que nem sempre apresenta sintomas. Quando aparecem podem ser: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia. Os vírus B ou C podem evoluir (tornarem-se crônicas) e causar danos mais graves ao fígado, como cirrose e câncer.

A evolução das hepatites varia conforme o tipo de vírus. Os vírus A e E apresentam apenas formas agudas de hepatite (não possuindo potencial para formas crônicas). Isto quer dizer que, após uma hepatite A ou E, o indivíduo pode se recuperar completamente, eliminando o vírus de seu organismo. Por outro lado, as hepatites causadas pelos vírus B, C e D podem apresentar tanto formas agudas, quanto crônicas de infecção, quando a doença persiste no organismo por mais de seis meses.

As hepatites virais são doenças de notificação compulsória, ou seja, cada ocorrência deve ser notificada por um profissional de saúde. Esse registro é importante para mapear os casos de hepatites no País e ajuda a traçar diretrizes de políticas públicas no setor.

 

Fonte:
Agência Brasil
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

 

 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

Missão Transplante

Últimos vídeos

Parcerias podem oferecer remédios mais baratos a toda população
A parceria entre instituições públicas e privadas para a produção de medicamentos garante que o SUS tenha uma atuação mais ampla na prevenção e no combate a doenças, como febre amarela, HIV e leucemia
Informatização de todas as unidades básicas é uma das principais metas do Ministério da Saúde
Atualmente, dos quase 43 mil postos espalhados pelo País, cerca de 16 mil já estão conectados à plataforma DigiSUS
Campanha vai imunizar 47 milhões de crianças e adolescentes
Público-alvo da nova campanha de vacinação, que segue até 22 de setembro, compreende 47 milhões de crianças e adolescentes de até 15 anos
A parceria entre instituições públicas e privadas para a produção de medicamentos garante que o SUS tenha uma atuação mais ampla na prevenção e no combate a doenças, como febre amarela, HIV e leucemia
Parcerias podem oferecer remédios mais baratos a toda população
Atualmente, dos quase 43 mil postos espalhados pelo País, cerca de 16 mil já estão conectados à plataforma DigiSUS
Informatização de todas as unidades básicas é uma das principais metas do Ministério da Saúde
Público-alvo da nova campanha de vacinação, que segue até 22 de setembro, compreende 47 milhões de crianças e adolescentes de até 15 anos
Campanha vai imunizar 47 milhões de crianças e adolescentes

Últimas imagens

Nos locais onde há Centros de Apoio Psicossocial (CAPS), iniciativa do SUS, risco de suicídio reduz em até 14%
Nos locais onde há Centros de Apoio Psicossocial (CAPS), iniciativa do SUS, risco de suicídio reduz em até 14%
Arquivo/Agência Brasil
Recursos permitem custeio de procedimentos de atenção básica e de Média e Alta Complexidade
Recursos permitem custeio de procedimentos de atenção básica e de Média e Alta Complexidade
Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília
Levetiracetam também será incorporado para tratar de pacientes com epilepsia mioclônica juvenil
Levetiracetam também será incorporado para tratar de pacientes com epilepsia mioclônica juvenil
Arquivo/Ministério da Saúde

Governo digital