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Saúde

Academias da Saúde vão atender pessoas com hanseníase

por Portal Brasil publicado: 19/03/2013 16h35 última modificação: 29/07/2014 09h20
Blog da Saúde

O objetivo é melhorar a qualidade de vida dos portadores da doença

 

Pessoas com hanseníase que foram internadas compulsoriamente em hospitais-colônia poderão ser assistidas pelo Programa Academia da Saúde do governo federal. O Ministério da Saúde vai ampliar as ações do programa com a construção de novos polos nas cidades onde se localizam as ex-colônias de hanseníase. 

O Programa Academia da Saúde deverá estar inserido na Atenção Básica do município em articulação com toda a rede de serviços de saúde, bem como com outros equipamentos sociais, considerando os princípios, diretrizes e objetivos das políticas de Promoção da Saúde (PNPS) e de Atenção Básica à Saúde (Pnab). 

O objetivo é melhorar a qualidade de vida da população. Dessa forma, o programa oferece atividade física, educação alimentar, teatro, música, pintura e artesanato, entre outras atividades, possibilitando, assim a integração com a comunidade.

Para participar do projeto, o município interessado deverá cadastrar sua proposta no site do Ministério. O critério será localização do terreno destinado à construção do polo, que deve prever a proximidade necessária à garantia do acesso da comunidade em questão.

Municípios que poderão ser beneficiados com a implantação de novos polos são: Rio Branco (AC), Cruzeiro do Sul (AC), Manaus (AM), Salvador (BA), Maracanaú (CE), Redenção (CE), Cariacica (ES), Goiânia (GO), São Luiz (MA), Três Corações (MG), Betim (MG), Bambuí (MG), Ubá (MG), Campo Grande (MS), Marituba (PA), Igarapé Açu (PA), Bayeux (PB), Paulista (PE), Parnaíba (PI), Piraquara (PR), Itaboraí (RJ), Jacarepaguá (RJ), Natal (RN), Porto Velho (RO), Viamão (RS), São Pedro de Alcântara (SC), Mogi das Cruzes (SP), Guarulhos (SP), Itu (SP) e Bauru.

 

Academia da Saúde

Previsto no Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), o Programa apoia e financia a construção de espaços públicos destinados à prática de atividades e orientação nutricional à população. É uma das ferramentas para estimular hábitos saudáveis e prevenir o desenvolvimento de doenças crônicas.  Começou nesta segunda-feira (18) a campanha do Ministério da Saúde de prevenção de hanseníase e verminoses em 9,2 milhões de estudantes da rede pública. Até sexta-feira (22), alunos de escolas localizadas em 800 municípios  com maiores índices da doença, serão avaliados para diagnóstico precoce.

Campanha

Com o slogan “Hanseníase e Verminoses têm cura. É hora de prevenir e tratar”, o Ministério da Saúde lançou, nessa segunda-feira (18), campanha com o objetivo de aumentar o diagnóstico precoce, além de identificar comunidades em que as duas doenças ainda persistem.

Durante toda esta semana, agentes comunitários de saúde e profissionais da Estratégia de Saúde da Família e das Unidades Básicas, visitarão as escolas em busca de alunos que apresentem sinais e sintomas das doenças. Os casos suspeitos serão encaminhados à rede básica de saúde para confirmação e início imediato do tratamento.

Os professores irão distribuir aos alunos formulário com perguntas sobre sinais e sintomas da doença, a ocorrência de algum caso na família e um desenho do corpo humano para identificação do local de alguma mancha. Os formulários, que deverão preenchidos com a ajuda dos pais ou responsáveis, serão enviados às secretarias municipais de Saúde, que ficarão responsáveis pelo encaminhamento dos alunos, com manchas sugestivas de hanseníase, às unidades básicas de saúde. Com a confirmação da doença, o estudante receberá tratamento gratuito. A previsão de cura é de 12 meses após o início do tratamento.

O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, destacou a importância do diagnóstico e tratamento. “A hanseníase tem cura e, quando a pessoa começa o tratamento, a transmissão é interrompida quase que imediatamente”, alerta Jarbas Barbosa.

 

Hanseníase

A hanseníase é uma doença infecciosa. Atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas varia de dois a cinco anos.

A doença faz aparecer manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo e em áreas da pele. Essas manchas não causam coceira, mas produzem a sensação de formigamento, ficando dormentes, com diminuição ou ausência de dor, da sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque.

 

Fonte: 
Ministério da Saúde
Com informações da Agência Brasil

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