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Saúde

Pacientes obesos terão atendimento especial na rede pública de sáude

por Portal Brasil publicado: 19/03/2013 17h37 última modificação: 29/07/2014 09h20
EBC Doenças relacionadas à obesidade custam mais de R$ 400 milhões todos os anos aos cofres públicos

Doenças relacionadas à obesidade custam mais de R$ 400 milhões todos os anos aos cofres públicos

As ações incluem inscrições em programas esportivos e acompanhamento médico e psicológico, além de diminuição da idade para a realização de cirurgia bariátrica

As doenças relacionadas à obesidade custam R$ 488 milhões todos os anos aos cofres públicos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (19) pelo Ministério da Saúde. Aproximadamente  25% desse valor destinam-se a pacientes com obesidade mórbida, que, segundo o ministro Alexandre Padilha, custam cerca de 60 vezes mais do que uma pessoa obesa sem gravidade.


A pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) que apontou esses valores considerou dados de internação e de atendimento de média e alta complexidades relacionados ao tratamento da obesidade e de outras 26 doenças relacionadas, como alguns tipos de câncer, isquemias cardíacas e diabetes.

Ao todo, há 14,8 milhões de brasileiros obesos. O número equivale à quase metade dos obesos dos Estados Unidos. De acordo com Padilha, considerando as pessoas com até oito anos de estudo, o número de obesos é o dobro do verificado entre a população que frequentou a escola por mais tempo. Ele também ressaltou que a maior parte dos obesos está na população mais pobre.

Ações

Estão previstas atividades desde a Atenção Básica para o cuidado do excesso de peso e outros fatores de risco que estão associados ao sobrepeso e à obesidade até o atendimento em serviços especializados. A atenção básica vai proporcionar diferentes tipos de tratamentos e acompanhamentos ao usuário, o que inclui também atendimento psicológico.

“Precisamos cuidar da qualidade de vida, oferecer novos caminhos, como alimentação adequada e atividade física. Se as pessoas com obesidade grave ficar somente Po estado de obesidade, ela já terá melhor qualidade de saúde, poderá reconstruir seus hábitos de vida com uma situação diferente”, afirmou o ministro, explicando que o atendimento será de acordo com a realidade de cada pessoa.

A pessoa com sobrepeso (IMC igual ou superior a 25) poderá ser encaminhada a um polo da Academia da Saúde para realização de atividades físicas e a um Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) para receber orientações para uma alimentação saudável e balanceada. 

Academia da Saúde

É a principal estratégia para induzir o aumento da prática da atividade física na população. Até agora, já foram repassados R$ 114 milhões, de um total de investimento previsto de R$ 390 milhões. A iniciativa prevê a implantação de polos com infraestrutura, equipamentos e profissionais qualificados para a orientação de práticas corporais, atividades físicas e lazer. 

Cirurgia Bariatrica

 A nova portaria do Ministério da Saúde também reduziu de 18 anos para 16 anos a idade mínima a idade mínima para realizar o procedimento, desde que o paciente corra risco de saúde por causa da obesidade. 

A Pesquisa de Orçamento Familiar de 2009 (POF) apontou que 21,7% dos brasileiros na faixa de 10 a 19 anos têm excesso de peso. Em 1970, o índice estava em 3,7%.

Antes de fazer a cirurgia, os jovens terão de passar por uma avaliação clínica. No prontuário, deverão constar a análise da idade óssea e avaliação criteriosa do risco-benefício, feita por uma equipe com participação de dois médicos especialistas.  “O que é mais importante é a avaliação clínica feita pelo médico”, destacou Padilha.

A idade máxima, até então 65 anos, também foi alterada. Com a portaria, a definição se o paciente deve se submeter à cirurgia não será tomada com base na idade, mas levando em conta a avaliação clínica (risco-beneficio), podendo ultrapassar o limite atualmente estabelecido. 

Fonte:

Ministério da Saúde
Com informações da Agência Brasil

 

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