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Saúde

Segundo mutirão de saúde atende 134 vítimas de incêndio em boate de Santa Maria (RS)

por Portal Brasil publicado: 19/03/2013 10h43 última modificação: 29/07/2014 09h20
Divulgação/Governo do Rio Grande do Sul Cadastro deve ser preenchido por pessoas que já passaram pelos serviços de saúde e pelos que não procuraram as unidades médicas

Cadastro deve ser preenchido por pessoas que já passaram pelos serviços de saúde e pelos que não procuraram as unidades médicas

Já foram realizados dois mutirões este mês, que atenderam 405 pessoas. Foram realizadas 1.309 consultas, além de 349 exames

Durante o segundo mutirão do Ministério da Saúde, realizado no último fim de semana, foram atendidas 134 vítimas, familiares e profissionais que atuaram no socorro dos feridos no incêndio da boate Kiss, ocorrido no dia 27 de janeiro, em Santa Maria, Rio Grande do Sul. As pessoas atendidas foram cadastradas no link disponibilizado na página do ministério e na Ouvidoria do Sistema único de Saúde (SUS), por meio do telefone 136.

Neste último, as 134 pessoas atendidas passaram por 436 consultas e fizeram 199 exames laboratoriais, de imagem e de caminhada. Somados, foram realizados 635 atendimentos apenas neste final de semana.

Nos dois mutirões, realizados no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), as equipes atenderam 405 pessoas, com a realização de 1.309 consultas e 349 exames, ou seja, 1.658 procedimentos. Cada mutirão contou com a participação de cerca de 150 profissionais entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, assistentes sociais e psicólogos, entre outros.

“O mutirão teve um resultado positivo, aqueles que não puderam comparecer serão atendidos no ambulatório do hospital, durante a semana. Os pacientes são acompanhados e monitorados pela equipe médica. Quem ainda não se cadastrou é importante que faça, essa é uma forma de prestar a assistência de imediato a todos que necessitam de tratamento clínico ou psicossocial”, avaliou o coordenador geral de Média e Alta Complexidade do Ministério da Saúde, José Eduardo Fogolin.

Desde o lançamento do cadastro, no dia 4 de março, 540 pessoas realizaram o registro para receberem o acompanhamento. Todas as informações geradas e recebidas pelo Ministério da Saúde são encaminhadas para a Secretaria Estadual de Saúde (SES) do Rio Grande do Sul, que entra em contato para realizar o agendamento das consultas médicas.

O cadastro pode ser preenchido tanto pelas pessoas que já receberam atendimento após a tragédia quanto as que ainda não procuraram as unidades de saúde mas que – em algum momento - tiveram contato com a fumaça ou atuaram no atendimento às vítimas.


Atendimento

Os pacientes atendidos no HUSM passaram por uma rotina de atendimento estabelecida desde a recepção para registro, confecção de Cartão Nacional de Saúde, abertura de prontuário até o acolhimento, onde são identificadas quais as consultas com especialistas e assistência farmacêutica que devem obter. Quando necessário são realizados exames específicos.

 

Acolhimento

A terceira fase do trabalho desenvolvido pelo ministério em Santa Maria conta com três prioridades: os pacientes que foram internados com comprometimento pulmonar e ou queimaduras; as pessoas que tiveram contato com os gases e inalantes (incluindo amigos e familiares das vítimas que precisam de apoio psicológico); e os pacientes que ficaram internados em situação mais grave. Esses três casos têm prioridade de atendimento e de avaliação clínica.

Em razão do incêndio da boate Kiss em Santa Maria, 241 pessoas morreram e mais de 570 foram atendidas pelos serviços de saúde da cidade. Atualmente, 12 pacientes permanecem internados em hospitais de Porto Alegre e Santa Maria.

 

Fonte:
Ministério da Saúde

 

 

 

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