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Saúde

Gestores municipais devem cadastrar veículos e centrais de urgência do Samu

por Portal Brasil publicado: 10/04/2013 11h25 última modificação: 29/07/2014 09h21
Divulgação/Portal Brasil Samu realiza o atendimento de urgência e emergência em qualquer lugar: residências, locais de trabalho e vias públicas

Samu realiza o atendimento de urgência e emergência em qualquer lugar: residências, locais de trabalho e vias públicas

Com o cadastro, o Ministério da Saúde pretende fiscalizar o funcionamento e a produção do Samu em todo País

 

Gestores municipais terão prazo de 60 dias para começar a cadastrar veículos e Centrais de Urgências do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A medida foi publicada no Diário Oficial da União dessa terça-feira (9) com o objetivo de melhorar os serviços oferecidos pelo serviço de urgência.

Com este cadastro, o Ministério da Saúde pretende fiscalizar o funcionamento e a produção do Samu em todo País, o que significa que as ambulâncias que não estão sendo utilizadas não receberão mais os recursos federais, entre outras coisas.

Além do cadastro, os gestores terão de informar, mensalmente, sua produção ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes). Os municípios que não atualizarem o banco de dados e não fizerem o registro sistemático da produção no sistema oficial do ministério, por mais de três meses consecutivos, terão suspensos os repasses para custeio das Unidades Móveis do Samu e Centrais de Regulação das Urgências sem registro da produção.

O repasse de recursos será normalizado assim que os gestores locais atualizarem o cadastro e voltarem a registrar sistematicamente a produção.

Atualmente, existem 2.528 ambulâncias do Samu atendendo mais de 70% da população brasileira, o que garante uma cobertura de 135 milhões de brasileiros. No ano, foram investidos R$ 526,9 milhões na área.

 

Atendimento

A Rede de Atenção às Urgências e Emergências do País visa articular e integrar todos os equipamentos de saúde para ampliar, de forma ágil, o acesso aos usuários que necessitam dos serviços de saúde.

Ao discar o número 192, o cidadão liga para uma central de regulação, que conta com profissionais de saúde e médicos treinados para dar orientações de primeiros socorros por telefone. São estes profissionais que definem o tipo de atendimento, unidade móvel e equipe adequada a cada caso.

Quando uma unidade móvel do Samu é enviada para o atendimento, os profissionais de saúde já sabem para onde levarão o paciente, pois a Central de Regulação das Urgências é responsável por realizar o direcionamento para o serviço mais próximo e adequado. Dessa forma, a equipe que está na unidade móvel ganha tempo, o que é crucial no atendimento às emergências.

 

Samu 192

O Serviço de Atendimento Móvel realiza o atendimento de urgência e emergência em qualquer lugar: residências, locais de trabalho e vias públicas.

O socorro começa com a chamada gratuita, feita para o telefone 192. A ligação é atendida por técnicos que identificam a emergência e transferem o telefonema para um médico, que faz o diagnóstico da situação e inicia o atendimento no mesmo instante, orientando o paciente, ou a pessoa que fez a chamada, sobre as primeiras ações.

De acordo com a situação do paciente, o médico pode orientar a pessoa a procurar um posto de saúde, enviar ao local uma ambulância com auxiliar de enfermagem e socorrista ou uma UTI móvel, com médico e enfermeiro. Ao mesmo tempo, ele avisa sobre a emergência ao hospital público mais próximo para que a rapidez do tratamento tenha continuidade.

O serviço funciona 24 horas por dia com equipes de médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas, que atendem as ocorrências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, gineco-obstétrica e de saúde mental da população.

Criado em 2003, como parte da Política Nacional de Atenção a Urgências, o Samu tem auxiliado o Estado brasileiro a reduzir o número de óbitos, o tempo de internação em hospitais e as sequelas decorrentes da falta de socorro.

 

 

Fonte:
Ministério da Saúde

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