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Saúde

Ações com foco no combate à dengue em pessoas idosas são reforçadas

por Portal Brasil publicado: 10/04/2013 15h18 última modificação: 29/07/2014 09h21

Pesquisa aponta vulnerabilidade da população idosa e medidas de combate à dengue são intensificadas para este público

 

Pessoas com idade acima dos 60 anos têm 12 vezes mais riscos de morrer por causa da dengue do que os brasileiros das demais faixas etárias, segundo levantamento do Ministério da Saúde. Ainda de acordo com a publicação, divulgada nesta quarta-feira (10), do total de óbitos registrados nos primeiros três meses deste ano (132 mortes), 42% foram de idosos.

Ainda de acordo com o levantamento,  a maior vulnerabilidade entre os idosos pode estar relacionada à prevalência de doenças crônicas como diabetes e cardiopatias. Por causa desses fatores de vulnerabilidade, os idosos são orientados a procurar uma unidade de saúde assim que surgirem os primeiros sinais da doença.

O secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, fez algumas recomendações às autoridades, nessa terça-feira (9), sobre os casos de dengue no País. Entre elas, o alerta para a necessidade de monitoramento da situação epidemiológica e reforço da preparação dos serviços de saúde, inclusive dos pequenos municípios, para evitar os casos graves e os óbitos, com a utilização do protocolo de tratamento elaborado pelo Ministério.

 

Sintomas 

Os sintomas mais comuns da dengue são febre, dor de cabeça - algumas vezes mais localizada no fundo dos olhos - e dores nas articulações. Se a pessoa com a doença apresentar dores abdominais e vômitos persistentes, deve buscar imediatamente um serviço de saúde porque estes são sinais de agravamento. 

O paciente com suspeita de dengue não deve tomar remédios que tenham em sua composição o ácido acetilsalicílico, como a Aspirina. A recomendação é que a pessoa se hidrate com água, sucos e água de coco.

 

Balanço

Nos três primeiros meses deste ano, 10 estados brasileiros apresentaram alta incidência de dengue e concentraram 74,5% dos casos notificados ao Ministério da Saúde. De janeiro a março, os estados de Rondônia, Acre, Amazonas, Tocantins, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás registraram índices que vão de 304,9 até 3.105 casos por 100 mil habitantes. 

O Ministério da Saúde considera três níveis de incidência de dengue: baixa (até 100 casos por 100 mil habitantes), média (de 101 a 300 casos) e alta (acima de 300). A média nacional é de 368.2 casos/100 mil habitantes.

Embora o Brasil contabilize aumento nos casos suspeitos, foi registrada redução de 5% dos casos graves, se comparado ao mesmo período de 2012. No ano passado, ocorreram 1.488 casos graves e, neste ano, foram confirmados 1.417. Já no mesmo período de 2011, a redução foi 74% (5.361) e, em comparação com 2010, foi de 82% (7.804).   Com relação aos óbitos, foram confirmados 132 (entre 1º de janeiro a 30 de março) de 2013. Em 2012, foram 117 óbitos; 236 (2011) e 306 (2010), no mesmo período.  

 

Ações 

Em novembro do ano passado, o Ministério da Saúde lançou campanha de mobilização contra a dengue e intensificou a sua divulgação durante todo o período de maior ocorrência da doença em 2013. Também foi oferecido aos profissionais de saúde ensino à distância em manejo clínico do paciente com dengue, por intermédio de curso promovido pela Unasus, conhecido como Dengue em 15 minutos. 

Foram enviados aos estados e municípios 240 mil frascos de soro fisiológico, 300 mil envelopes de sais de reidratação oral, 30 mil frascos de do medicamento Paracetamol gotas e 487.500 em comprimidos. Também foram adquiridos e distribuídos aos gestores locais estoque estratégico de inseticidas e larvicidas para controle do mosquito transmissor: 2.500 toneladas de larvicidas, 350 mil litros de inseticidas, 60 mil litros de solventes de inseticidas.

 

Fonte:
Ministério da Saúde

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