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Saúde

Quantidade de iodo no sal consumido no Brasil será reduzida

por Portal Brasil publicado: 17/04/2013 13h12 última modificação: 29/07/2014 09h21
Governo de Alagoas População brasileira consome uma taxa de iodo no sal maior do que a recomendada pela Organização Mundial da Saúde

População brasileira consome uma taxa de iodo no sal maior do que a recomendada pela Organização Mundial da Saúde

Consumo excessivo da substância pode aumentar os casos de tireoidite de Hashimoto, doença autoimune que tem entre seus principais sintomas fadiga crônica, cansaço fácil e ganho de peso

 

Medida que reduz os limites de iodo adicionado no sal de consumo humano no País foi aprovada, nessa terça-feira (16), pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Atualmente, a faixa de variação do iodo no sal é de 20 a 60 miligramas (mg) por quilo (kg) de sal e, com a resolução, passará de de 15mg/kg a 45 mg/kg. O tema entrou em consulta pública em 2011.

A medida foi tomada a partir de pesquisas que revelam que a população brasileira consome uma taxa de iodo maior do que a recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os novos valores também seguem a orientação do Ministério da Saúde, que tem acompanhado o perfil de consumo de sal no Brasil.

De acordo com a Anvisa, há indícios de que o consumo excessivo da substância possa aumentar os casos de tireoidite de Hashimoto, doença autoimune que tem entre seus principais sintomas fadiga crônica, cansaço fácil e ganho de peso.

Os limites de adição de iodo no sal recomendados pela OMS ficam entre 20 mg e 40 mg para países em que a população consume uma média de 10 gramas de sal por dia. Dados do Ministério da Saúde indicam que o brasileiro consome 9,6 gramas de sal diariamente, mas o consumo total pode chegar a 12 gramas, quando levado em consideração alimentos processados e consumidos fora de casa.

A adição do iodo no sal foi adotada na década de 50 do século passado como estratégia de redução do Bócio, doença provocada pela deficiência do iodo (DDI) no organismo, que pode provocar retardo mental grave e irreversível, surdo-mudez em crianças, e anomalias congênitas. No entanto, a quantidade de adição do nutriente tem sido revista ao longo dos anos em virtude das mudanças no padrão de alimentação dos brasileiros, pois o excesso deste nutriente também traz danos à saúde.

 

Prazo

As empresas terão 90 dias para se adequar, a partir da publicação da norma no Diário Oficial da União (DOU). De acordo com a gerente-geral de Alimentos da Anvisa, Denise Resende, cerca de 93% das marcas avaliadas pela agência cumprem a nova norma. 

 

Iodação do sal

Em atendimento à Política Nacional de Alimentação e Nutrição, o sal é o alimento selecionado pelo Ministério da Saúde para suplementar iodo à população. A quantidade de iodo que necessitamos em toda nossa vida é o equivalente a uma colher de chá, porém a substância não pode ser estocada pelo organismo e deve ser ofertada em pequenas quantidades continuamente.

Por isso, o produto que cumpre este papel é o sal, por ser consumido continuamente em pequenas quantidades diárias. É necessário enfatizar que não usar sal iodado ou usar o sal para consumo animal (cujo teor de iodo não atende às necessidades do homem) pode ocasionar os Distúrbios por Deficiência de Iodo (DDI).

Já o excesso de iodo, segundo o Comitê de Nutrição da Organização Mundial de Saúde, pode conduzir a hipertireoidismo clínico e sub-clínico em idosos (devido à presença de bócio nodular) e tireoidite autoimune (síndrome de Hashimoto) em parcela da população geneticamente suscetível à auto-imunidade. A Tireoidite de Hashimoto é uma doença que atinge, principalmente, as mulheres, na qual o próprio organismo produz anticorpos contra a glândula tireoide, levando a uma inflamação crônica que pode acarretar o aumento de seu volume (bócio) e diminuição de seu funcionamento (hipotireoidismo).

 

 

Fonte:
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Com informações da Agência Brasil

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