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Saúde

Vítimas de violência sexual terão atendimento especial em hospitais da rede pública

por Portal Brasil publicado: 02/04/2013 08h58 última modificação: 29/07/2014 09h21
Divulgação/Governo de Goiás Instrução Normativa define regras de atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual

Instrução Normativa define regras de atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual

Serviços hospitalares devem prestar assistência e serviços às vítimas de violência sexual, desde o acolhimento até a coleta de vestígios da violência sofrida

 

O serviço hospitalar público terá, a partir desta terça-feira (2), novas regras para o atendimento às vítimas de violência sexual. A partir de agora, o funcionamento dos Serviços de Atenção Integral às Pessoas em Situação de Violência Sexual será normalizado para todos os hospitais, maternidades, pronto-socorros e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com as novas regras, os serviços hospitalares públicos deverão prestar atendimento clínico, atendimento psicológico, acolhimento, administração de medicamentos, notificação compulsória institucionalizada, referência laboratorial para exames necessários e referência para coleta de vestígios de violência sexual.

As ações em saúde também incluem interrupção de gravidez, nos casos previstos em lei, serviços de atenção integral à saúde de crianças, atenção integral à saúde de adolescentes em situação de violência sexual, serviço de atenção integral para homens e idosos em também vítimas de violência Sexual.

Os estabelecimentos de saúde, que compõem o serviço de atenção integral, funcionarão em regime integral, 24 horas por dia, nos sete dias da semana, e sem interrupção da continuidade entre os turnos, sendo de competência do gestor local de saúde a regulação do acesso aos leitos em casos de internação.

As Secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, bem como aos hospitais federais do Ministério da Saúde, deverão adotar as providências necessárias para a organização dos serviços de atendimento a essas pessoas ainda este ano.

 

Viver sem Violência

No mês de março foi lançado o programa Mulher: Viver sem Violência, que propõe aos governos estaduais estratégias para assegurar o acesso das mulheres vítimas de violência aos serviços públicos de atendimento. Em dois anos, está previsto o investimento total de R$ 265 milhões pelo governo federal.

A iniciativa vai humanizar o atendimento, além de agilizar a emissão de laudos periciais. As ações realizadas em parceria entre os ministérios da Saúde e da Justiça, com apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).

O objetivo da iniciativa é que a mulher não tenha que se expor duas vezes, podendo fazer tanto o tratamento das lesões quanto a coleta dos indícios em um só lugar, reduzindo o constrangimento da vítima.

 

O programa prevê a criação de centros integrados de serviços especializados, humanização do atendimento em saúde, cooperação técnica com o sistema de justiça e campanhas educativas de prevenção e enfrentamento à violência de gênero. A iniciativa também deve aumentar o número de centros de atenção às mulheres, serviços de referência nas áreas de saúde, segurança pública e assistência social e ações integradas para o enfrentamento ao tráfico de pessoas em áreas de fronteira do Brasil com a Bolívia, Guiana Francesa, Guiana Inglesa, Paraguai, Uruguai e Venezuela.

 

Ligue 180

Criada em 2005 pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, a Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 é um serviço de utilidade pública que orienta as mulheres em situação de violência sobre seus direitos. Tem o intuito de prestar uma escuta e acolhida nessas situações e fornecer informações sobre onde podem recorrer caso sofram algum tipo de violência. O atendimento funciona 24 horas, todos os dias da semana, inclusive finais de semana e feriados.

Pensando nos casos de violência contra as mulheres brasileiras que vivem em outros países, em novembro de 2011, o Ligue 180 expandiu sua cobertura para Espanha, Itália e Portugal. No semestre, o serviço registrou 90 ligações, tendo efetuado 33 atendimentos produtivos.

 

Fonte:
Diário Oficial da União
com informações da Agência Brasil 

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