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Saúde

Operadoras de plano de saúde participam de projeto sobre remuneração hospitalar

por Portal Brasil publicado: 16/05/2013 17h46 última modificação: 29/07/2014 09h21

O objetivo é validar os novos modelos nos relacionamentos entre operadoras e hospitais

Projeto piloto de novos modelos de remuneração de hospitais por operadoras de planos de saúde começou a ser implantado nesta semana. Resultado do trabalho de dois anos realizado por um grupo coordenado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e formado por representantes de operadoras de planos de saúde e de entidades hospitalares, os novos modelos serão testados pelo período de 480 dias.

"Esse é o início de uma profunda mudança estrutural na cadeia de serviços de saúde suplementar. É um processo voluntário e que contou com o valioso apoio técnico dos hospitais e das operadoras de plano de saúde. O novo modelo de remuneração permite uma acentuada redução de custos administrativos e trará certamente mais racionalidade e qualidade para a prestação de serviços de saúde", ressalta o diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Bruno Sobral.

Os hospitais participantes confirmados são:

• Hospital Madre Teresa

• Hospital Materno Infantil Sinhá Junqueira 

• Hospital Baía Sul

• Hospital Santa Catarina

• Hospital Sírio-Líbanês

• Hospital São Francisco

• Hospital Albert Einstein

• Hospital Unimed Volta Redonda

• Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre 

• Hospital Santa Catarina 

• Casa de Saúde São José

• Unimed de Sorocaba

• Hospital Dia e Maternidade Unimed - BH

• Hospital São Lucas 

• Policlin S/A Serviços Médico Hospitalares 

• Hospital Carlos Chagas 

• Hospital Santa Paula

Operadoras:

• Unimed de Ribeirão Preto

• PASA

• Unimed de Blumenau

• Unimed de Sorocaba

• Unimed - BH

• Porto Seguro 

• Golden Cross

• Policlin Saúde

• Cassi

No atual modelo de remuneração dos hospitais, denominado “conta aberta por unidade de serviço” (fee-for-service), cada item utilizado na internação do paciente é detalhado na conta após um processo de faturamento em que profissionais de saúde contratados pelo hospital revisam os registros da internação para a cobrança dos itens que foram consumidos. Nesse modelo, as operadoras de planos de saúde também têm grandes equipes contratadas para rever as contas e discutir valores e quantidades cobrados.

Nos novos modelos, o custo administrativo é menor, já que os itens frequentes em uma internação passam a ser cobrados de forma agrupada. Ou seja, serviços de enfermagem, serviços administrativos e recursos físicos (móveis, instrumentais cirúrgicos, utilização de salas, materiais descartáveis, entre outros) serão cobrados como um único item na conta hospitalar.

 

O projeto acontecerá em duas etapas:

1ª etapa: Consiste em um conjunto de diárias e taxas pré-definidas, que devem ser negociadas com um preço único, considerando todas os itens incluídos e acontecerá de 13/05/2013 a 08/08/2014

2ª etapa: Consiste em um elenco de procedimentos que devem ser cobrados de forma integral, considerando todos os insumos e recursos necessários para a execução e vai de 12/08/2013 a 07/12/2014

Para a adoção do novo modelo, hospitais e operadoras deverão qualificar os seus processos de trabalho e os modelos de gestão, focando na melhoria da assistência aos clientes de planos de saúde. 

Para mais informações sobre os novos modelos, consulte os documentos elaborados pelo Grupo de Trabalho:

Conta aberta aprimorada

Procedimentos gerenciados

Planos de Saúde

Mais de 47 milhões de brasileiros possuem planos de saúde. A grande maioria dos beneficiários – cerca de 30 milhões – participa de convênios empresariais, aqueles oferecidos pelos empregadores aos seus funcionários. Os demais são clientes de planos individuais, familiares ou coletivos por adesão (formados por profissionais liberais que atuam no mesmo ramo, organizados em sindicatos ou associações). 

O número de cidadãos que têm algum tipo de cobertura privada para despesas de saúde vem aumentando muito nos últimos anos. No final de 2003, a quantidade de participantes não chegava a 32 milhões de pessoas. Cinco anos depois, o número de cidadãos com plano de saúde ultrapassou a barreira dos 40 milhões e, em breve, a marca dos 50 milhões de pessoas será alcançada.

 

Fonte:

Agência Nacional de Saúde Suplementar

 

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