Saúde
Campanha contra a paralisia infantil termina nesta sexta-feira (21)
Termina nesta sexta-feira (21) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, realizada em conjunto entre o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais de saúde. A imunização é destinada às crianças de seis meses a menores de 5 anos, independente de terem sido vacinadas em anos anteriores. As doses estão disponíveis em todos os postos de saúde do País.
A vacina é a única forma de prevenção contra a paralisia infantil e pode ser tomada por mesmo pelas crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia. Em alguns casos como, por exemplo, em crianças com infecções agudas, com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina, recomenda-se que os pais consultem um médico para avaliar se a vacina deve ser aplicada.
Para alcançar a expectativa e vacinar 12,2 milhões de crianças, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pediu aos pais que levem os filhos aos postos de vacinação. “Pais e responsáveis devem se apressar para garantir a proteção das crianças contra a paralisia infantil”, afirmou. É importante que os pais levem, junto, a caderneta de vacinação.
A campanha nacional contra a pólio já imunizou 9,6 milhões de crianças. De acordo com dados preliminares, os estados que mais vacinaram crianças foram Paraná (83,7%), Rio Grande do Sul (81,2%), Santa Catarina (80,9%), Goiás (80,4%), Roraima (79,8%), Sergipe (79,1%), Amazona (78,9%), Rondônia (78,2%), Alagoas (78%), Paraíba (77,5%) e São Paulo (77,2%). O melhor desempenho até o momento foi entre as crianças de 6 meses a menores de 1 ano, atingindo 84,8% do público-alvo, o que representa 1.236.227 doses aplicadas. Mais de 2 milhões de crianças ainda não foram vacinadas.
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, Carla Domingues, afirmou que os números estão dentro dos objetivos traçados, mas ressaltou a importância dos pais ou responsáveis levarem as crianças aos postos para tomar a dose da vacina, para que o país alcance as metas, como nas campanhas dos anos anteriores.
Poliomielite
O último caso registrado de poliomielite, ou “paralisia infantil”, no Brasil foi há 24 anos e, desde 1994, o país mantém o certificado emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de erradicação da poliomielite.
A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início repentino. O déficit motor instala-se subitamente e a evolução dessa manifestação, frequentemente, não ultrapassa três dias. Atinge em geral os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular, com sensibilidade conservada e sem reflexo no segmento atingido.
É uma doença viral, causada por poliovírus e subdivide-se em sorotipos 1, 2 e 3. É contagiosa e afeta principalmente crianças menores de cinco anos de idade. O vírus é transmitido através de alimentos e água contaminados e se multiplica no intestino, podendo invadir o sistema nervoso. Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas da doença - febre, fadiga, cefaleia, vômitos, rigidez no pescoço e dores nos membros -, mas excretam o vírus em suas fezes, portanto, podem transmitir a infecção para outras pessoas.
O período de incubação, que é o tempo que demora entre o contágio e o desenvolvimento da doença, é geralmente de sete a 12 dias, podendo variar de dois a 30 dias.
Vacinação
As ações de vacinação tem o objetivo de erradicar, eliminar e controlar as doenças imunopreveníveis no território brasileiro. Elas são coordenadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
A vacinação é a maneira mais eficaz de evitar doenças, como varíola (erradicada), paralisia infantil, sarampo, tuberculose, rubéola, gripe, hepatite B, febre amarela, entre outras.
Fontes:
Ministério da Saúde
Portal Saúde
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