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Saúde

Alunos de escolas públicas terão alimentos biofortificados na merenda escolar

por Portal Brasil publicado: 26/06/2013 10h46 última modificação: 29/07/2014 09h22
Divulgação/MDA Merenda escolar é enriquecida com receitas biofortificadas

Merenda escolar é enriquecida com receitas biofortificadas

Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) indica o enriquecimento dos alimentos como caminho fundamental para combater a desnutrição no mundo


Os alunos das escolas públicas brasileiras passam a contar com um cardápio mais rico nutricionalmente e com mais opções na merenda escolar. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou, nessa terça-feira (25), a publicação Receitas Biofortificadas, no Rio de Janeiro.  A publicação, com 54 páginas e mais de 30 receitas ilustradas com fotos dos pratos à base de arroz, mandioca, batata-doce, feijão-caupi e feijão comum, é destinado às merendeiras das escolas que participam do projeto BioFORT, coordenado pela Embrapa Agroindústria de Alimentos.

No momento em que a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) indica o enriquecimento dos alimentos como caminho fundamental para combater a desnutrição no mundo, a primeira publicação com receitas à base de produtos biofortificados pode aumentar o nível nutricional da alimentação das crianças em idade escolar.

O presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro), Rafael Miranda, destacou a importância da pesquisa de biofortificação no combate à fome oculta, já que não é só a falta de alimentos que leva à desnutrição.

 

Iniciativa chega à zona rural

Em Itaguaí, Rio de Janeiro, crianças de três escolas rurais e quatro urbanas já recebem alimentos biofortificados. Da horta mantida nas três escolas da área rural, saem batata-doce, mandioca, feijão e abóbora mais ricos em zinco, ferro e pró-vitamina A para comporem os pratos servidos na merenda escolar. Alunos dos municípios de Rio das Ostras e de Pinheiral também receberão alimentos enriquecidos, já que suas prefeituras fecharam convênio para multiplicação dos materiais desenvolvidos pela pesquisa.

“Dessa forma, será possível que a população de baixa renda tenha acesso à alimentação com mais qualidade e mais nutritivas”, ressalta a pesquisadora Marília Nutti, coordenadora do projeto BioFORT.

 

Alimentação enriquecida

Alguns alimentos estão sendo enriquecidos nutricionalmente para combater a desnutrição, principalmente na população mais pobre do Brasil. A Embrapa está desenvolvendo o feijão com o dobro de ferro, batata-doce alaranjada com muita vitamina A e o arroz polido com altos teores de zinco, conhecidos como alimentos biofortificados.

A técnica proporciona o melhoramento por meio da seleção das sementes que apresentam características desejáveis de micronutrientes e não usa a manipulação genética, o que significa que não são alimentos transgênicos. A pesquisa começou há cerca de dez anos, sob a coordenação da engenheira de alimentos da Embrapa Marilia Nucci.

A Embrapa dispõe de uma quantidade de sementes para o plantio das safras. A distribuição é feita por meio de pedidos diretos, que podem ser feitos por prefeituras ou escolas, podendo ser utilizados nos programas de merenda escolar. O feijão teve os teores elevados de 50 gramas para 90 gramas de ferro por quilo. A mandioca, que praticamente não tem betacaroteno, passou para nove microgramas por grama. 

A batata-doce teve o betacaroteno elevado de 10 microgramas por grama para 115 microgramas por grama. O arroz teve o teor de zinco acrescido de 12 para 18 microgramas por quilo. “A batata-doce que nós lançamos é cor de abóbora. Ela tem a mesma quantidade de pró-vitamina A que a cenoura. O gosto é muito bom e está agradando principalmente as crianças”, disse Marilia Nucci.

 

Alimentos biofortificados

A Embrapa faz parte de uma aliança internacional para desenvolver alimentos biofortificados, mas a propriedade intelectual do que for desenvolvido no Brasil pertencerá à empresa. No País, já são cerca de 1,2 mil famílias plantando alimentos biofortificados, com expectativa de se chegar a 15 mil nos próximos três anos.

Em 2014, a Embrapa pretende desenvolver um teste de impacto nutricional com a população para medir os resultados dos alimentos biofortificados em comparação aos convencionais. Atualmente a empresa desenvolve sete variedades agrícolas: abóbora, arroz, batata-doce, feijão, feijão caupi, mandioca e milho.

 

Fonte:

Embrapa

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