Saúde
Vacinação contra a pólio imuniza 65,2% de crianças em todo o País
A meta é atingir 95% deste público, o que totaliza 12,2 milhões de crianças
Em uma semana, a campanha nacional contra a poliomielite já imunizou 8,4 milhões de crianças na faixa etária de seis meses a menores de cinco anos em todo o País. A meta é atingir um total de 12,2 milhões de crianças. A 34ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, iniciada sábado (8), continua até a próxima sexta-feira (21).
Até a última sexta-feira (14), os estados com as maiores coberturas vacinais eram Paraná (75%), Rio Grande do Sul (74,8%), Rondônia (74,1%), São Paulo (70,7%) e Amazonas (70,8%). O melhor desempenho por subgrupo de idade, até o momento, foi entre as crianças de seis meses a menores de um ano, atingindo 70,3% do público-alvo, o que representa 1.025.463 doses aplicadas.
A campanha é realizada em conjunto entre o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais de saúde. O Ministério investiu R$ 32,3 milhões, sendo destinados R$ 18,6 milhões em repasses do Fundo Nacional aos estados e municípios e R$ 13,7 milhões para a aquisição das vacinas. Em todo o País, foram distribuídas 19,4 milhões de doses da vacina oral.
No ano passado, todas as crianças com até cinco anos incompletos participavam da campanha. Neste ano, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite será realizada somente em uma etapa, sendo público-alvo as crianças a partir dos seis meses, que tomam a vacina oral (VOP), as chamadas gotinhas. As crianças menores de seis meses já estão sendo vacinadas com a vacina injetável (VIP) nos postos.
Alerta para a vacinação
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, Carla Domingues, destacou que os números estão dentro dos objetivos traçados, mas ressaltou a importância dos pais ou responsáveis de levarem as crianças aos postos para tomar a dose da vacina. “Ainda dá tempo de tomar a gotinha para proteger as crianças da paralisia infantil e ajudar o País a ficar livre do poliovírus selvagem”, afirmou a coordenadora.
Segundo ela, para repetir o sucesso das campanhas anteriores, é preciso que os pais e responsáveis levem as crianças aos postos de todo o País até o dia 21 de junho. “É fundamental também que os pais não se esqueçam da caderneta de vacinação dos filhos, para que o profissional de saúde possa avaliar a situação vacinal da criança, considerando o esquema sequencial”, explicou a coordenada.
Poliomielite
A poliomielite ou “paralisia infantil” é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. O deficit motor instala-se subitamente e a evolução dessa manifestação, frequentemente, não ultrapassa três dias. Acomete em geral os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular, com sensibilidade conservada e arreflexia no segmento atingido.
É uma doença viral, causada por poliovírus e subdivide-se em sorotipos 1, 2 e 3. É altamente contagiosa, e afeta principalmente crianças menores de cinco anos de idade. O vírus é transmitido através de alimentos e água contaminados e se multiplica no intestino, podendo invadir o sistema nervoso. Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas da doença - febre, fadiga, cefaleia, vômitos, rigidez no pescoço e dores nos membros -, mas excretam o vírus em suas fezes, portanto, podem transmitir a infecção para outras pessoas.
A falta de higiene e de saneamento na moradia, além da concentração de muitas crianças em um mesmo local, favorecem a transmissão. O período de incubação, que é o tempo que demora entre o contágio e o desenvolvimento da doença, é geralmente de sete a 12 dias, podendo variar de dois a 30 dias. A transmissão também pode ocorrer durante o período de incubação.
Não existe tratamento para a poliomielite, somente a prevenção, por meio da vacinação. A vacina protege contra os três sorotipos do poliovírus, sua eficácia é em torno de 90% a 95%. A dose é recomendada mesmo para as crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia.
Não há contraindicações, sendo raríssimas as reações associadas à administração da vacina. Em alguns casos - como, por exemplo, em crianças com infecções agudas, com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina -, recomenda-se que os pais consultem um médico para avaliar se a vacina deve ser aplicada.
Esta doença encontra-se erradicada no País desde o início dos anos 90, em virtude do êxito da política de prevenção, vigilância e controle desenvolvida pelos três níveis do Sistema Único de Saúde (SUS).
Fonte:
Ministério da Saúde
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