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Saúde

Vacinação contra paralisia infantil continua até o dia 5 de julho

por Portal Brasil publicado: 27/06/2013 15h44 última modificação: 29/07/2014 09h22
EBC As vacinas ficarão disponíveis até o dia 5 de julho nos postos de saúde

As vacinas ficarão disponíveis até o dia 5 de julho nos postos de saúde

Os estados devem continuar a vacinação até atingir meta que é de 95% do público-alvo, ou seja, 12,2 milhões de crianças


Embora a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite tenha sido encerrada na última sexta-feira (21), o Ministério da Saúde recomenda aos estados e municípios que não atingiram a meta a prosseguirem com a mobilização até o próximo dia 5 de julho. Balanço divulgado nesta quinta-feira (27) indica que 11,3 milhões de crianças, entre seis meses e menores de cinco anos, foram imunizadas contra a doença em todo o País, o que corresponde a 87,6%do público-alvo, formado por 12,9 milhões de crianças. A expectativa é chegar 95%, ou seja, 12,2 milhões de crianças.

De acordo com os números preliminares informados pelas secretarias de saúde até às 10h desta quinta-feira (27), os estados do Acre (97,3%) e Roraima (96,7%) já atingiram a meta. Os outros estados com as maiores coberturas vacinais são Rondônia (94,8%); Santa Catarina (93,6%); Rio de Janeiro (93,5%); Goiás (93,5%); Paraná (92,8%); Maranhão (92,3%); Sergipe (91,6%) e Rio Grande do Sul (90,5%). 

Apesar de a meta ainda não ter sido atingida na maioria dos estados, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, Carla Domingues, considera os números da campanha satisfatórios até o momento. “Esses dados ainda são preliminares e, só depois de consolidados, o Ministério da Saúde terá um panorama real da cobertura em todo o País”, observou.

A coordenadora reforça a necessidade de manter a alta cobertura vacinal que ajudou a erradicar a doença no Brasil. “Quem ainda não conseguiu levar o filho para tomar as duas gotinhas, deve procurar qualquer unidade de saúde. É importante a conscientização dos pais sobre a importância desta imunização para que possamos manter o Brasil livre da pólio”, alertou.

Ainda segundo Carla Domingues, além da vacina contra a poliomielite, os pais que levarem as crianças aos postos de vacinação poderão aproveitar para atualizar as vacinas em atraso. “É fundamental que os responsáveis não se esqueçam de levar a carteirinha de vacinação de seus filhos para que os profissionais possam avaliar a situação vacinal da criança”, destacou. 

 

Vacinação

As ações de vacinação tem o objetivo de erradicar, eliminar e controlar as doenças imunopreveníveis no território brasileiro. Elas são coordenadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 


Poliomielite

O último caso registrado de poliomielite, ou “paralisia infantil”, no Brasil foi há 24 anos e, desde 1994, o País mantém o certificado emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de erradicação da poliomielite. 

A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início repentino. O déficit motor instala-se subitamente e a evolução dessa manifestação, frequentemente, não ultrapassa três dias. Atinge em geral os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular, com sensibilidade conservada e sem reflexo no segmento atingido.

É uma doença viral, causada por poliovírus e subdivide-se em sorotipos 1, 2 e 3. É contagiosa e afeta principalmente crianças menores de cinco anos de idade. O vírus é transmitido através de alimentos e água contaminados e se multiplica no intestino, podendo invadir o sistema nervoso. Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas da doença - febre, fadiga, cefaleia, vômitos, rigidez no pescoço e dores nos membros -, mas excretam o vírus em suas fezes, portanto, podem transmitir a infecção para outras pessoas.

O período de incubação, que é o tempo que demora entre o contágio e o desenvolvimento da doença, é geralmente de sete a 12 dias, podendo variar de dois a 30 dias.

 

Fonte: 

Ministério da Saúde

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