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Saúde

Instituto Estadual do Cérebro do Rio de Janeiro inaugura nova estrutura

por Portal Brasil publicado: 31/07/2013 11h00 última modificação: 29/07/2014 09h22
Governo do Rio de Janeiro Os recursos serão aplicados na manutenção do Complexo Hospitalar integrado pelo Instituto Estadual do Cérebro e o Hospital Estadual Anchieta

Os recursos serão aplicados na manutenção do Complexo Hospitalar integrado pelo Instituto Estadual do Cérebro e o Hospital Estadual Anchieta

Mensalmente serão realizados cerca de mil atendimentos ambulatoriais, 200 cirurgias e 1,5 mil exames, entre ressonância, tomografias e hemodinâmicas


O Instituto Estadual do Cérebro (IEC) Paulo Niemeyer e o Hospital Estadual Anchieta do Rio de Janeiro ganharam nova estrutura, inaugurada na terça-feira (30). Com as melhorias, o instituto será voltado ao tratamento de doenças do sistema nervoso, como tumores, doenças vasculares e degenerativas, além de contar com um Centro de Epilepsia. 

Estima-se que serão realizados mensalmente cerca de mil atendimentos ambulatoriais, 200 cirurgias e 1,5 mil exames, entre ressonância, tomografias e hemodinâmicas.

O Ministério da Saúde vai investir cerca de R$ 45,3 milhões, o equivalente a R$ 3,78 milhões ao mês, - com a manutenção de leitos, realização de procedimentos e compra de medicamentos

 

Estadual do Cérebro


O IEC conta com Centro Cirúrgico que é integrado por três salas cirúrgicas, chamadas de ‘salas inteligentes’, que contam com equipamentos de ponta para realização de neurocirurgias. Nesses ambientes serão realizadas cirurgias neuronavegacionais, operação menos invasiva feita por computador e espaço de fisioterapia que reproduz uma residência para readaptação dos pacientes após Acidente Vascular Cerebral (AVC). Também é possível efetivar a cirurgia por videoconferência, possibilitando o intercâmbio de conhecimento com hospitais do Brasil e de outros países. Há ainda a Sala Híbrida, que contará com equipamento de ressonância magnética para uso intra-cirúrgico.

A unidade contará inicialmente com 17 leitos de Cuidados Intensivos (clínicos e AVC adulto), 10 leitos de Unidade Pós-Operatória, 13 leitos de Enfermaria Adulto; quatro leitos de Cuidado Intensivos (enfermaria de pediatria); três salas cirúrgicas, uma sala híbrida, nove consultório, sendo quatro exclusivos para neuropediatria. Para o atendimento pediátrico haverá ainda dois leitos para crianças que precisem de sedação na realização de exames, além de mais quatro leitos infantis, com tratamento de cromoterapia e uma brinquedoteca.

O instituto não terá atendimento de emergência, pois o serviço será integralmente referenciado pela Central Estadual de Regulação. Após o primeiro diagnóstico de necessidade de neurocirurgia, o paciente será encaminhado via Central para realização de consulta e avaliação de exames e risco cirúrgico. Cada município terá cota de consultas em um sistema online, de acordo com a sua população. O instituto funcionará no antigo prédio do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Centro do Rio de Janeiro, cedido pelo Ministério da Saúde.

 

Hospital Estadual Anchieta

Unidade hospitalar que prestará suporte clínico aos pacientes do IEC, terá leitos de retaguarda para internação e serviços de atenção em medicina interna, para complementação terapêutica. Sua estrutura é composta por seis leitos de Cuidados Intensivos (clínico/adulto), quatro leitos de suporte ventilatório e 44 leitos de Enfermaria Adulto.

 

Assistência

O Ministério da Saúde – que, em 2012, instituiu a Linha do Cuidado do AVC – orienta que o tratamento deve incluir, necessariamente, a rede básica de saúde, o Samu 192, as unidades hospitalares de emergência e leitos de retaguarda, a reabilitação ambulatorial, o ambulatório especializado e os programas de atenção domiciliar, entre outras estratégias de atendimento à população.

 

Características do AVC

Esta doença ocorre devido à alteração na circulação cerebral. No AVC isquêmico há a obstrução de um vaso sanguíneo cerebral, levando à diminuição da circulação em determinada região do cérebro.

E no hemorrágico acontece a ruptura de um vaso sanguíneo com sangramento dentro do cérebro. Os principais fatores de risco são a hipertensão, o diabetes, o colesterol elevado e o fumo.

Os sintomas mais comuns para identificar o AVC são a perda de força muscular de um lado do corpo, fala enrolada, desvio da boca para um lado do rosto, sensação de formigamento no braço, dores de cabeça súbita ou intensa, tontura, náusea e vômito.

O AVC pode ser causado por pressão alta, diabetes, doenças cardíacas, enxaqueca, consumo de bebidas alcoólicas, fumo, sedentarismo e obesidade.

A doença é uma das principais causas de mortes no mundo. Popularmente conhecido como derrame, a doença atinge 16 milhões de pessoas a cada ano. Destes, seis milhões morrem.

 

Fonte:

Ministério da Saúde

 

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