Saúde
Mais Médicos conta com mais de 11 mil inscritos em uma semana
A iniciativa ampliará a presença de médicos em regiões carentes destes profissionais, como municípios do interior e periferias de grandes cidades
O balanço da primeira semana de registros do Programa Mais Médicos apresentou a inscrição de 11.701 médicos de 753 municípios. Dentre os profissionais que deram início ao cadastro, 9.366 se formaram no Brasil e 2.335 no exterior, 10.786 são de nacionalidade brasileira e 915 estrangeiros. A iniciativa, lançada pela presidenta da República Dilma Rousseff na semana passada, ampliará a presença de médicos em regiões carentes, como municípios do interior e periferias de grandes cidades.
Os médicos podem efetuar inscrições para o Programa Mais Médicos até dia 25 de julho acessando o site do Ministério da Saúde. Os médicos participantes receberão bolsa federal de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, ajuda de custo e farão especialização em Atenção Básica. O programa integra um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com objetivo de acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde, além da chamada de médicos com foco nas regiões de maior vulnerabilidade social. A iniciativa prevê ainda a expansão do número de vagas de medicina e de residência e o aprimoramento da formação médica no Brasil.
“A questão do pacto pela saúde pública, em todas as suas vertentes, é uma tarefa inadiável. E nós todos sabemos disso (...) Não é possível que o Brasil tenha 700 municípios sem ter um médico e mais de 1,5 mil com menos de um médico. Eu considero que não há essa escolha de Sofia entre infraestrutura e médicos. Um país como o nosso tem que ser capaz de enfrentar os dois desafios”, disse a presidenta Dilma Rousseff durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) nesta terça-feira (17), em Brasília.
Ouvidoria
Para verificar o real interesse dos médicos em participar da iniciativa, a Ouvidoria do Sistema Único de Saúde entrará em contato com os profissionais que já se inscreveram no programa e que apresentem inconsistência no cadastro.
Os médicos formados no Brasil ou com diplomas validados no País terão prioridade nas vagas do programa. As que não forem preenchidas por estes profissionais serão oferecidas aos estrangeiros inscritos na iniciativa.
Só serão selecionados médicos que atuam em países que tenham mais de 1,8 médicos por mil habitantes, com registro comprovado naquele país e que tenham conhecimento da língua portuguesa. Os participantes serão acompanhados por instituições públicas de ensino.
Faculdades farão sugestões ao programa
Representantes de 10 faculdades de medicina de universidades públicas de diversas regiões do País formaram uma comissão para elaborar sugestões ao programa Mais Médicos. O grupo foi criado após reunião em Brasília com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o ministro da Educação, Aloísio Mercadante, nesta terça-feira (16), que contou com cerca de 100 participantes, entre reitores, representantes de ambos os ministérios e coordenadores de cursos de medicina de todas as universidades federais do Brasil. Como foi lançado por medida provisória, o programa tem 120 dias para ser votado pelo Congresso Nacional.
A comissão será composta por membros da Universidade Federal do Ceará (UFCE), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de Roraima (UFRR), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Universidade Federal de Tocantins (UFT) e Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).
Fontes:
Com informações do Blog da Saúde
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