Saúde
Página em rede social incentiva doação de órgãos
Parceria entre o Ministério da Saúde e Facebook sensibiliza usuários e compartilha histórias de doação de órgãos
A parceria entre o Ministério da Saúde e a página de relacionamento Facebook para incentivar a doação de órgãos entre usuários da rede social comemorou um ano nessa quarta-feira (31). Durante este período, 135 mil pessoas manifestaram o desejo de ser possíveis doadoras de órgãos. A ferramenta permite que o internauta adicione esta informação a sua linha do tempo e também ao seu perfil.
O objetivo da parceria é que o usuário compartilhe a sua história de vida e os motivos que o levaram a se tornar um doador. Após a inserção da funcionalidade e a divulgação da campanha, houve um aumento de 1.780% no número de usuários na página oficial de Doação de Órgãos do Ministério da Saúde no Facebook. A rede social também disponibilizou a funcionalidade em outros países.
Em 2012, foram realizadas 24 mil cirurgias de transplantes no País, sendo 95% no Sistema Único de Saúde (SUS). Embora o Brasil tenha o maior sistema público de transplantes de órgãos do mundo, o Ministério da Saúde trabalha para aumentar o número de cirurgias e de doadores.
Para ser doadora, a pessoa deve informar à família o seu desejo e, segundo a legislação, não é necessário deixar documento escrito. Uma boa forma de informar que é doador é tornar isso público nas redes sociais.
Como se declarar um doador
Para expressar no Facebook o desejo de ser um doador de órgãos, basta ir à Linha do Tempo e clicar em “Evento Cotidiano”. Depois, é preciso selecionar a opção saúde e bem-estar e clicar em doador de órgãos, selecionando as pessoas que terão acesso a essa informação.
A informação sobre doação de órgãos poderá aparecer na linha do tempo do usuário e na descrição do perfil. É importante ressaltar que isso não substitui o caminho legal que a pessoa tem de percorrer, pois é a família que decide se autoriza ou não a doação de órgãos.
Órgãos e tecidos
O número de doadores de órgãos no Brasil cresce cada dia e, com ele, o índice de transplantes realizados no País. Atualmente, o programa público nacional de transplantes de órgãos e tecidos é um dos maiores do mundo. Para ser doador, não é necessário deixar documento por escrito. Cabe aos familiares autorizar a retirada, após a constatação da morte encefálica. Neste quadro, não há mais funções vitais e a parada cardíaca é inevitável.
A doação é regida pela Lei nº 9.434/97. É ela quem define, por exemplo, que a retirada de órgãos e tecidos de pessoas mortas só pode ser realizada se precedida de diagnóstico de morte cerebral constatada por dois médicos e sob autorização de cônjuge ou parente.
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