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Saúde

Pesquisadores recomendam plantas alimentícias não convencionais

Alimentação

Grupo de pesquisadores se reuniram para debater o uso de alimentos ricos em vitaminas, mas que nem sempre o consumidor lembra de comprar
por Portal Brasil publicado: 16/08/2013 17h15 última modificação: 29/07/2014 09h24

Grupo de pesquisadores se reuniram nessa semana no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) para debater os desafios a superar na produção e no consumo de hortaliças . O grupo recebeu o professor Valdely Ferreira Kinupp, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifam), que falou sobre o tema “Agrobiodiversidade: plantas alimentícias não convencionais”.

Segundo Kinupp, a sociedade vive em um imperialismo gastronômico em que, no mínimo, 52% dos alimentos são provenientes de origem euroasiática. “O homem acabou lutando pela especialização alimentar em vez da diversificação, ou seja, hoje a gente come muita coisa de poucas espécies”, destacou.

O pesquisador aponta três principais motivos pela ausência de hortaliças na mesa dos brasileiros: a falta de informação, o tabu e a falta de produção. O primeiro, disse, leva o consumidor a desconsiderar espécies desconhecidas, geralmente tratadas como “mato”, quando, muitas vezes, têm grande potencial nutricional; o segundo consiste numa resistência por preconceito; e o terceiro é consequência dos dois outros.

“Essas plantas geralmente são chamadas de ‘daninhas’, ‘nocivas’ e vários outros nomes preconceituosos e pejorativos, que refletem um ponto de vista. Você come quase a mesma coisa o ano inteiro. Vai à feira, seja orgânica ou convencional, mas não ousa experimentar uma coisa diferente”, exemplificou o professor.

Kinupp citou experimentos feitos por ele substituindo ingredientes tradicionais por hortaliças e frutos como vitória-amazônica, que usou fazendo pipoca, além das flores, que são comestíveis; o caruru, rico em ferro e vitamina A, que poderia ser utilizado na pizza ou na fabricação de pão; e a orelha-de-macaco, conhecida como espinafre regional, que pode enriquecer o arroz e o feijão.

Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa)

OInpa realiza estudos e pesquisas científicas para o desenvolvimento e também a melhoria das condições de vida da região. Para isso contribui com informações sobre o uso sustentável da biodiversidade dos ecossistemas regionais.

As pesquisas do Inpa tem como objetivo principal a geração de oportunidade de renda e de trabalho para a população local a partir do uso sustentável dos recuros naturais e são direcionadas para quatro vertentes: biodiversidade (conhecer e compreender a diversidade biológica da região), tecnologia e inovação (como aplicar o conhecimento dos recursos naturais para seu desenvolvimento), dinâmica ambiental (entender todos os componentes do ecossistema da região) e sociedade, ambiente e saúde (analisar a dinâmica das populações para manter a qualidade de vida).

 

Fonte:

Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

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