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Dilma sanciona lei do Mais Médicos

Mais Médicos

Presidenta afirma que meta é atender 23 milhões de brasileiros com o programa até o fim do ano
por Portal Brasil publicado: 22/10/2013 14h15 última modificação: 29/07/2014 09h18
Divulgação/Presidência da República objetivo do Mais Médico é ampliar o número de profissionais nas regiões mais carentes do País

objetivo do Mais Médico é ampliar o número de profissionais nas regiões mais carentes do País

A presidenta da República, Dilma Rousseff, sancionou, na manhã desta terça-feira (22), em Brasília, a lei que institui o Programa Mais Médicos. A iniciativa, criada por Medida Provisória e cujo projeto de lei foi aprovado na semana passada pelo Congresso Nacional, estimula a atuação de médicos nas regiões carentes do País. Com a sanção do programa, o Ministério da Saúde (MS) passa a ser o responsável pelo registro dos profissionais do Mais Médicos formados no exterior.

Segundo Dilma, até abril de 2014 serão 13 mil profissionais atuando pelo programa e cobrindo uma população de 46 milhões de brasileiros. Ela agradeceu aos médicos formados no país e aos que vieram de outros países, “ajudando, apoiando e demonstrando imenso carinho”.

Para a presidenta, o programa, além de tratar da questão da desigualdade no acesso aos serviços de saúde, ainda estrutura o Sistema Único de Saúde, classificado por Dilma como uma grande conquista brasileira. Segundo ela, a aprovação do Mais Médicos pelo Congresso Nacional reconhece a importância do SUS, dando mais força ao sistema e funcionando como uma coluna vertebral de sustentação.

“Mais médicos nos postos de saúde e na atenção básica vai significar sempre menos doença, e é essa a equação básica fundamental. O Mais Médicos veio efetivamente para mudar esse quadro de distribuição do acesso ao médico. (…) Mas também estamos ampliando a infraestrutura, e tudo isso está sendo feito em parceria com os municípios. Essa estrutura na qual investimos quase R$ 13 bilhões”, completou.

Durante a cerimônia de sanção da lei, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou um balanço do programa, que já conta com profissionais em atividade nas Unidades Básicas de Saúde do interior e das periferias de grandes cidades. “Entre médicos brasileiros e estrangeiros que atuam dentro do programa Mais Médicos, foram mais de 320 mil consultas realizadas por esses profissionais. E cerca de 13 mil pessoas retiraram medicamentos nas farmácias populares”, informou Padilha.

De acordo com o ministro, muitos municípios brasileiros não tinham médicos diariamente e agora são assistidos por profissionais do programa Mais Médicos. “O objetivo do Mais Médicos é acelerar investimentos em infraestrutura e ampliar o número de profissionais nas regiões mais carentes do País”, destaca Padilha.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou que, até 2018, será assegurada residência médica para todos os formandos de medicina e que essa deverá ser realizada em unidades de atenção básica, pelo período de até 2 anos.

Ainda segundo Mercadante, as diretrizes curriculares dos cursos de medicina foram colocadas em debate para melhorar e humanizar a formação. “Serão criadas mais de 12 mil vagas em residência médica e mais 11 mil vagas em cursos de graduação”, informou o ministro.

A presidenta lembrou ainda que se passaram 120 dias desde quando publicou os 5 pactos para melhorias dos serviços sociais juntamente com governo e representantes de movimentos sociais. Dentre os pactos, constava o de melhoria da saúde pública, consequentemente, o aumento no número de médicos e especialistas. “O programa trata de estruturar a grande conquista da população brasileira, que é o Sistema Único de Saúde (SUS)”, destacou. 

O programa

O Mais Médicos foi lançado pela presidenta Dilma Rousseff no dia 8 de julho e faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com objetivo de acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde e ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país, como os municípios do interior e as periferias das grandes cidades. Os médicos do programa recebem uma bolsa R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, mais ajuda de custo.

O texto final da lei que institui o programa, aprovado na última quarta-feira (16) pelo Senado e no dia 8 de outubro por uma Comissão Mista na Câmara, aponta o Ministério da Saúde como o responsável pela emissão do registro profissional de médicos formados no exterior. Os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) permanecerão com a responsabilidade de fiscalizar o trabalho dos médicos do programa. Também prevê que o programa terá a duração máxima de seis anos, sendo que a permanência do médico depois dos três primeiros anos somente será permitida após a revalidação do diploma e a inserção desse profissional a uma carreira médica. Esta carreira ainda será regulamentada.

Atuação dos profissionais

Os médicos da primeira etapa do programa estão alocados em 577 municípios e 17 Distritos Sanitários Indígenas. As regiões mais carentes do país foram as que receberam primeiro os profissionais do programa, uma vez que 71% dos locais atendidos ficam no interior do país.

Do total de locais atendidos, 423 são cidades com 20% ou mais de sua população em situação de extrema pobreza, que possuem mais de 80 mil habitantes e menor renda per capita, além de regiões indígenas. As demais áreas atendidas são periferias de 20 capitais e 151 regiões metropolitanas.

Atualmente, 1.061 profissionais com registro no Brasil e no exterior já estão atuando em unidades de saúde em todo o País, beneficiando mais de 3,6 milhões de brasileiros. A maioria (61%) dessas pessoas vive no Norte e Nordeste. Considerando os 2.597 profissionais da segunda seleção, que devem iniciar suas atividades ainda em outubro, mais nove milhões de brasileiros terão o atendimento em atenção básica reforçado em suas cidades, totalizando, assim, 13,3 milhões de pessoas beneficiadas pelo programa.

Durante o primeiro mês de trabalho dos profissionais do programa Mais Médicos, em setembro, a população das cidades contempladas já pode sentir a ampliação da capacidade de atendimento na atenção básica. Considerando a atuação dos 577 médicos brasileiros e dos 260 estrangeiros que obtiveram registro ainda naquele mês, foram realizadas cerca de 320 mil consultas nas unidades básicas de saúde.

A presença dos profissionais também ampliou o acesso dos brasileiros a medicamentos por meio do Programa Farmácia Popular. No período, 13,8 mil pacientes retiraram medicamentos das farmácias populares com receitas emitidas por médicos do Mais Médicos.

 

Fontes:

Portal Brasil

Ministério da Saúde

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