Você está aqui: Página Inicial > Saúde > 2013 > 11 > Anvisa lança nota sobre cádmio em bijuterias chinesas

Saúde

Anvisa lança nota sobre cádmio em bijuterias chinesas

Riscos

Após laudo, Agência Nacional de Vigilância Sanitária não vê riscos de contaminação por concentração de metal pesado em produtos
por Portal Brasil publicado: 25/11/2013 09h23 última modificação: 29/07/2014 09h17

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) emitiram nesta sexta-feira (22) nota conjunta a fim de tranquilizar a população sobre a presença do metal pesado cádmio em bijuterias chinesas apreendidas no Rio de Janeiro (RJ). Segundo as agências, o material não apresenta riscos imediatos para a saúde.

Os órgãos se reuniram nesta sexta para discutir denúncia sobre a presença de cádmio nesses produtos. A carga está retida no Porto do Rio de Janeiro desde a detecção.

A Anvisa e a Senacon esclarecem que o material não apresenta riscos e que não vê a necessidade de realizar recall, após laudo encomendado ao Instituto Nacional de Tecnologia (INT) sobre a concentração do metal pesado nos produtos. Mesmo assim, a carga permanecerá apreendida até que novos testes sejam concluídos.

Confira na íntegra a nota conjunta emitida pelos órgãos:

A carga de bijuterias retidas no Porto do Rio de Janeiro, oriundas da China, e que têm presença do metal pesado cádmio em sua composição, não representam risco iminente e nem agudo aos usuários destes produtos.

Nesta sexta-feira (22/11), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Secretaria Nacional  do Consumidor (Senacon) realizaram uma reunião conjunta para discutir o assunto.

Após a Anvisa analisar o laudo do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) sobre a presença de cádmio nesta carga oriunda da China, e retida pela Receita Federal desde setembro, a Agência considerou os seguintes aspectos:

• O risco à saúde se dá principalmente pela ingestão ou pela inalação do cádmio;

• Nas peças analisadas, a presença do cádmio está restrita a camada interna do produto. Acima dela há mais duas camadas de outros materiais;

• A população do Brasil e também a de todo o mundo convive com o cádmio, que está naturalmente presente em jazidas na natureza e na queima dos combustíveis fósseis;

• A presença do cádmio nestas bijuterias, associada ao cádmio já existente de forma natural no ambiente, amplia a possibilidade de risco à saúde;

• Conforme estudos realizados nos Estados Unidos e na Europa, fumantes, alérgicos e pessoas com algum tipo de ferimento na pele, podem ter a possibilidade de risco mais ampliada em contato com o cádmio;

• O estudo sobre a presença do cádmio em bijuterias é recente. Os Estados Unidos passaram a estudar sua presença em 2010. E, em 2011, regularam que a presença do cádmio em bijuterias não pode ser superior a 0,03%;

• A Europa, em 2011, regulou que a presença do cádmio em bijuterias não deve ultrapassar a 0,01%;

• Estados Unidos e Europa não realizaram recall para bijuterias com a presença de cádmio.

Diante destes fatos, a Anvisa e a Senacon chegaram as seguintes conclusões:

• Considerando que não há risco iminente e nem agudo à saúde, não há, nesse momento, necessidade de realização de recall;

• O Grupo de Consumo Seguro e Saúde, composto pela Anvisa, Senacon, Inmetro e Ministério da Saúde, irá se reunir na próxima quarta-feira (27/11) para discutir e elaborar estudos para a regulação da presença do cádmio em bijuterias e estabelecer limites para tal;

• A carga de 16 toneladas de bijuterias continuará retida no Porto do Rio de Janeiro até a conclusão dos estudos mencionados acima;

• Toda a carga de bijuteria de igual procedência estará sujeita à análise e aos procedimentos já mencionados.

Fonte:

Ministério da Justiça

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Hospital da UnB amplia áreas de atendimento após repasses federais
Mais Médicos: um serviço ao Brasil
Médico aposentado que aderiu ao programa do governo federal resolve servir em comunidades carentes.
Mais Médicos para todos
Inscrito no programa do governo federal, médico aposentado defende utilidade do Mais Médicos.
Hospital da UnB amplia áreas de atendimento após repasses federais
Hospital da UnB amplia áreas de atendimento após repasses federais
Médico aposentado que aderiu ao programa do governo federal resolve servir em comunidades carentes.
Mais Médicos: um serviço ao Brasil
Inscrito no programa do governo federal, médico aposentado defende utilidade do Mais Médicos.
Mais Médicos para todos

Últimas imagens

Reinserção social de pessoas que sofreram com transtornos mentais está previsto em lei federal
Reinserção social de pessoas que sofreram com transtornos mentais está previsto em lei federal
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil
Hospitais vão virar Centros Confirmadores das doenças e adotar um modelo único de atendimento a partir de abril
Hospitais vão virar Centros Confirmadores das doenças e adotar um modelo único de atendimento a partir de abril
Divulgação/Agência Brasil
Brasil Sorridente garante acesso ao tratamento odontológico gratuito no Sistema Único de Saúde
Brasil Sorridente garante acesso ao tratamento odontológico gratuito no Sistema Único de Saúde
Divulgação/Blog Planalto
Governo federal, DF e Goiás criam força-tarefa para combater o mosquito
Governo federal, DF e Goiás criam força-tarefa para combater o mosquito
Divulgação/EBC
Centro vai integrar em um único espaço serviços oferecidos a crianças com microcefalia
Centro vai integrar em um único espaço serviços oferecidos a crianças com microcefalia
Divulgação/Governo Maranhão

Governo digital