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Saúde

Vídeo auxiliará profissionais do programa no manejo de pacientes com dengue

Mais Médicos

País tem uma das menores taxas de letalidade da doença das Américas
por Portal Brasil publicado: 26/11/2013 17h33 última modificação: 29/07/2014 09h17

Os próximos médicos estrangeiros que forem atuar no Programa Mais Médicos já contarão com um reforço durante o treinamento que estão realizando antes de assumirem as unidades de saúde da família para as quais foram designados. Trata-se de um vídeo, com uma hora de duração, que detalha uma série de pontos relacionados ao manejo de pacientes com dengue.

“O vídeo é uma aula abordando as principais questões relacionadas à assistência, como o cuidado com crianças, quais são os sinais de alarme, comorbidades e identificação do diagnóstico diferencial e, principalmente, os pontos preditivos para a gravidade”, revela o coordenador-geral do Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD), Giovanini Coelho. O vídeo faz parte de um módulo já existente no treinamento, que trata de doenças transmissíveis, como dengue, influenza e outras doenças que ocorrem no país.

Produzido como parte da preparação para o enfrentamento do período de alta transmissão da doença no País, o vídeo reforça outras ações do Ministério da Saúde para orientar o trabalho nos serviços de saúde e que contribuíram para que o país tenha uma das menores taxas de letalidade por dengue das Américas. Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em 2012, foram 0,03 óbitos para cada 100 notificações, enquanto no Paraguai este coeficiente foi de 0,16; no Peru, 0,13; e 0,12 na Colômbia.

Entre os materiais instrucionais já produzidos estão o guia de manejo do paciente, o manual de enfermagem e a classificação de risco, em formato de pôster, para ser afixado nos serviços de saúde, especialmente nas salas de triagem dos pronto-socorros, todos materiais distribuídos às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde e também disponíveis no site da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, além de videoconferências com participação de gestores e profissionais de saúde.

Incentivo

Há três anos, o Ministério da Saúde também repassa aos municípios recursos suplementares para o enfrentamento da doença nos períodos epidêmicos. Em 2011, 1.058 municípios receberam recursos suplementares, benefício que foi estendido a todos os municípios brasileiros já no ano seguinte, com um acréscimo de 20% sobre o Piso Fixo de Vigilância em Saúde. Neste ano, este percentual aumentou para 30%, garantindo aos estados e municípios recursos extras no valor de R$ 363,3 milhões, do Fundo Variável em Vigilância em Saúde.

“O trabalho de combate à dengue requer gastos maiores em relação a outras doenças de importância de saúde pública, porque exige muitas atividades extra-muros, contratação de pessoal, deslocamento das equipes”, explica Coelho, acrescentando que o recurso pode ser mantido como uma reserva para situações de emergência ou pode ser aplicado na estruturação da vigilância em saúde local. “O recurso pode ser usado para a compra de computadores que vão ser usados na notificação de casos ou em um veículo”, exemplifica.

A decisão pela ampliação do repasse suplementar se deu a partir da avaliação dos resultados alcançados já no primeiro ano, quando mais da metade dos municípios considerados prioritários, levando-se em conta especialmente a concentração populacional, iniciaram o período epidêmico melhor estruturados, com planos de contingência e a estrutura necessária para a investigação e notificação de casos. “Esses recursos conseguem impulsionar alguns processos de trabalho, dá para consolidar uma cultura de vigilância no município”, avalia o coordenador do PNCD.

Planos de Contingência

A construção de planos de contingência por parte dos estados e municípios é uma das preocupações do PNCD, que realizou, neste mês de novembro, oficinas macrorregionais com representantes de todos os estados para a revisão e atualização dos planos de contingência dos estados. “Dos planos que nos foram enviados, já analisamos e sugerimos mudanças em 10 deles e pretendemos concluir a análise dos demais até o fim do ano”, afirma.

 

Fonte:

Portal Brasil

Ministério da Saúde

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