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Saúde

Fiocruz apresenta campanha de combate à dengue

Combate

Fundação também realiza atendimentos a pacientes encaminhados pelos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e apoia pesquisas
por Portal Brasil publicado: 25/02/2014 18h01 última modificação: 30/07/2014 03h23

As chuvas de verão, que afetam grande parte do Brasil nessa época do ano, são um dos fatores da proliferação dos casos de dengue. De acordo com o Ministério da Saúde, somente em 2013 mais de 1,4 milhão de brasileiros foram diagnosticados com a doença. Para se prevenir, porém, bastam algumas ações muito simples, como por exemplo, evitar o acúmulo de água parada. São cuidados que devem ser tomados dentro do ambiente doméstico, por qualquer pessoa, e que não duram mais do que alguns poucos instantes na semana. É isso que mostra a campanha 10 minutos contra a Dengue, idealizada com base nos conhecimentos dos pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Uma tabela simples mostra como qualquer um pode, em tão poucos minutos, eliminar os criadouros do mosquito ao seu redor, evitando o contágio.

No combate à dengue, é bom que mesmo as crianças estejam atentas. Para conquistar sua atenção, uma mostra no Museu da Vida, no campus central da Fiocruz, explica a doença por meio de um universo lúdico e interativo. Dengue está em cartaz até 7 de junho, e a visitação é gratuita. A exposição permite aos visitantes realizar observações com uso de microscópio, montar um mosquito em papel e levá-lo para casa, manipular um modelo de mosquito (de cerca de 30 cm), tocar e observar o interior do inseto, entre outras atividades.

A campanha 10 minutos contra a Dengue e a mostra do Museu da Vida são algumas das ações atuais da Fiocruz na luta contra a doença, mas estão acompanhadas por uma série de outras iniciativas, que envolvem pesquisa, divulgação científica, atendimento, prevenção. Em seus mais de 100 anos de história, a Fundação já realizou diversas atividades visando à erradicação da doença. A primeira iniciativa contra o Aedes aegypti foi coordenada pelo próprio Oswaldo Cruz, em 1903.  Na época, o Brasil vivia um surto de febre amarela e, graças às medidas adotadas para o controle da enfermidade, o Aedes aegypti foi erradicado em 1955. Posteriormente, o relaxamento das medidas de prevenção levou à reintrodução do mosquito da dengue no País.

Hoje, a Fundação mantém os sites da Rede Dengue e Dengue: vírus e vetor, com campanhas de prevenção, dicas, informações, links para pesquisas e vídeos de entrevistas com pesquisadores e sobre o mosquito da dengue, seu ciclo de vida e modos de propagação. E no canal do Instituto Oswaldo Cruz no YouTube, há uma série de vídeos-aula, que contam a história do mosquito, sua transmissão, as estratégias de controle do vetor etc.

O Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) é outra unidade da Fiocruz que oferece informações sobre o problema, com foco em mulheres grávidas. O instituto recomenda o uso de vaporizadores elétricos e repelentes espirais, assim como o de telas de proteção em portas e mosquiteiros em casas com gestantes. Outras dicas sobre prevenção e tratamento podem ser acessadas no site do instituto.

Pesquisas

Diferentes unidades da Fiocruz fazem pesquisas visando à erradicação da dengue no Brasil. Recentemente, pesquisadores da fundação descobriram três espécies de plantas do pantanal mato-grossense que inibem a replicação do vírus. Segundo informa a pesquisadora Jislaine Guilhermino, uma delas apresenta atividade fenomenal contra o vírus; o próximo passo é testar o extrato vegetal para verificar sua toxidade. O projeto é realizado por meio de parceria entre a Universidade Anhanguera-Uniderp - na qual o curso de Agronomia já tinha catalogado quatro mil plantas do Pantanal mato-grossense - e a unidade da Fiocruz no Mato Grosso do Sul.

Antes, em setembro de 2012, a Fundação integrou o projeto internacional Eliminate Dengue: our challenge, com a versão Eliminar a Dengue: desafio Brasil, que, em linhas gerais, consiste em inocular a bactéria Wolbachia em mosquitos do tipo Aedes Aegypti para evitar que eles desenvolvam o vírus, estimular o cruzamento com insetos sem a bactéria em cativeiro e depois soltá-los na natureza. A expectativa é que a proliferação dos mosquitos contaminados com Wolbachia e, portanto, incapazes de desenvolver a dengue, resulte na contaminação dos demais e, consequentemente, na eliminação da dengue de forma sustentável. Além do Brasil, o método foi testado na Austrália, Vietnã e Indonésia.

Controle

Outro estudo recente foi feito por Mário Sérgio Ribeiro e publicado em sua dissertação de mestrado na Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz). Ribeiro apresentou uma análise comparativa entre as metodologias de monitoramento da infestação do Aedes aegypti, que constatou a maior eficácia das ovitrampas – armadilhas com larvicidas que atraem o mosquito da dengue - quando comparadas ao método conhecido como Levantamento do Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa). A pesquisa foi realizada nos municípios de Itaboraí e Guapimirim, no Estado do Rio de Janeiro.

Em Minas Gerais, o Centro de Pesquisas René Rachou (Fiocruz/MG) também está realizando pesquisas na área. A unidade vem estudando os problemas neurológicos causados pelo vírus da dengue, está trabalhando para desenvolver ferramentas que possam facilitar a melhor compreensão das relações patógeno-hospedeiro invertebrado e busca fornecer ajuda para o controle de doenças transmitidas por mosquitos ao homem. A unidade dedica-se ainda à formação de recursos humanos para atividades de ensino e pesquisa.

Dados sobre outras pesquisas realizadas pela Fiocruz podem ser obtidas na edição especial realizada pela Revista de Manguinhos. Na publicação é possível conhecer as diferentes linhagens do mosquito transmissor da dengue, as diferenças entre o Aedes Aegypti e o pernilongo doméstico, mitos e verdades, entre outras informações.

Atendimento

Além de contribuir com a divulgação de informações e com a realização de pesquisas sobre a dengue, a Fiocruz também realiza atendimentos a pacientes encaminhados pelos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Para ser atendido no Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec), é preciso ser portador de ficha de referência com número de identificação e fotografia. Veja como funciona o atendimento à população em casos de dengue.

 Fonte: 

Instituto Oswaldo Cruz

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