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Saúde

Campanha de vacinação contra gripe começa em 22 de abril

Prevenção

Ministério da Saúde ampliou atendimento a crianças de dois a cinco anos incompletos e mulheres com 45 dias após o parto
por Portal Brasil publicado : 02/04/2014 10h19

A  campanha nacional de vacinação contra a gripe 2014 terá como tema “Vacinação contra a gripe: você não pode faltar”. A mobilização será realizada de 22 de abril a 9 de maio, em parceria com as secretarias estaduais e municipais de saúde de todo o País. 

A novidade deste ano é a ampliação da faixa etária para crianças de seis meses a menores de cinco anos. No ano passado, o público infantil foi de seis meses a menores de dois anos. “A extensão da faixa etária para os menores de cinco anos tem como finalidade reduzir casos graves e óbitos”, ressaltou o ministro da Saúde. Segundo o ministro, a vacinação desta faixa etária beneficia tanto a criança que recebe a vacina, como também os grupos mais vulneráveis que convivem com ela.

O público-alvo também engloba idosos, indígenas, presidiários, pacientes com comorbidades, mediante indicação médica, e profissionais que trabalham nas unidades que oferecem a vacina. A vacina combate a gripe comum e também o vírus influenza A (H1N1), a gripe suína.

A meta é imunizar, até o fim do ano, quase 50 milhões de pessoas, 27% a mais que em 2013.

Doses

Serão distribuídas 53,5 milhões de doses da vacina, que protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela OMS para este ano (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B).  Em todo o País, serão 65 mil postos de vacinação, com envolvimento de 240 mil pessoas. Também estarão disponíveis para a mobilização 27 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais.

Reações adversas

Após a aplicação da vacina, podem ocorrer, de forma rara, dor no local da injeção, eritema e induração. São manifestações consideradas benignas, cujos efeitos passam, na maioria das vezes, em 48 horas.  A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.

Produção nacional

As doses da vacina contra a gripe foram adquiridas por meio da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) entre o Instituto Butantan e o laboratório privado Sanofi. O acordo, intermediado pelo Ministério da Saúde, permitiu que Instituto Butantan dominasse todas as etapas de produção da vacina.

Cuidados para evitar contaminação

O ministro lembrou ainda que, apesar das diferenças climáticas no País, as recomendações para prevenção da gripe são mesmas para todas as regiões. “É importante manter os hábitos saudáveis de higiene, como lavar as mãos sempre e manter os ambientes arejados”, aconselhou. Ele explicou ainda que o Ministério da Saúde, em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de saúde, está preparando a rede e as equipes de saúde para o atendimento dos pacientes com gripe. Esta preparação também inclui a realização de diagnósticos e abastecimento dos estados e municípios com antivirais. “Todo o recurso que investimos em prevenção, retorna à sociedade, seja na melhoria da qualidade de vida da população ou pela diminuição dos casos graves e óbitos”, afirmou Chioro.

— Higienize as mãos com água e sabonete ou álcool em gel antes das refeições, antes de tocar os olhos, boca e nariz, e após tossir, espirrar ou usar o banheiro.
— Mantenha os ambientes ventilados.
— Evite tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies.
— Proteja com lenços (preferencialmente descartáveis) a boca e nariz ao tossir ou espirrar, para evitar disseminação de gotículas das secreções. Se não tiver lenços, proteja o rosto junto à dobra do cotovelo ao tossir ou espirrar.
— Pessoas gripadas devem evitar o contato com outras pessoas suscetíveis.
— Se estiver gripado, evite aglomerações e ambientes fechados.
— Não compartilhe alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
— Pessoas com suspeita ou confirmação de gripe devem ficar em repouso, ter uma alimentação balanceada e aumentar a ingestão de líquidos.

Público-alvo e quantidade de doses enviadas por UF

UF

Público-alvo

Doses enviadas

RO

           353.528

             381.810

AC

           196.805

             212.550

AM

           928.263

          1.002.520

RR

           156.970

             169.530

PA

        1.699.228

          1.835.170

AP

           159.417

             172.170

TO

           325.110

             351.120

NORTE

       3.819.321

        4.124.870

MA

        1.533.092

          1.655.740

PI

           736.672

             795.610

CE

        1.995.760

          2.155.420

RN

           769.286

             830.830

PB

           946.099

          1.021.790

PE

        2.077.417

          2.243.610

AL

           705.431

             761.870

SE

           456.389

             492.900

BA

        3.297.342

          3.561.130

NORDESTE

     12.517.489

      13.518.900

MG

        4.904.622

          5.296.990

ES

           834.168

             900.900

RJ

        4.118.194

          4.447.650

SP

       11.842.222

        12.789.600

SUDESTE

     21.699.207

      23.435.140

PR

        2.893.790

          3.125.290

SC

        1.743.026

          1.882.470

RS

        3.558.081

          3.842.730

SUL

       8.194.896

        8.850.490

MS

           656.657

             709.190

MT

           682.996

             737.640

GO

        1.402.746

          1.514.970

DF

           603.867

             652.180

C.OESTE

       3.346.265

        3.613.980

BRASIL

     49.577.178

      53.543.380

 
Categorias de risco clínico com indicação para vacina contra influenza

Categoria   de risco clínico

Indicações

Doença

respiratória crônica

Asma   em uso de corticóides inalatório ou sistêmico (Moderada ou Grave);

DPOC;

Bronquioectasia;

Fibrose   Cística;

Doenças   Intersticiais do pulmão;

Displasia   broncopulmonar;

Hipertensão   arterial Pulmonar;

Crianças   com doença pulmonar crônica da prematuridade.

Doença

cardíaca crônica

Doença   cardíaca congênita;

Hipertensão   arterial sistêmica com comorbidade;

Doença   cardíaca isquêmica;

Insuficiência   cardíaca.

Doença renal crônica

Doença   renal nos estágios 3,4 e 5;

Síndrome   nefrótica;

Paciente   em diálise.

Doença

hepática crônica

Atresia   biliar;

Hepatites   crônicas;

Cirrose.

Doença neurológica crônica

Condições em que a função respiratória   pode estar comprometida pela doença neurológica;

Considerar as necessidades clínicas   individuais dos pacientes incluindo: AVC, Indivíduos com paralisia cerebral,   esclerose múltipla, e condições similares;

Doenças hereditárias e   degenerativas do sistema nervoso ou muscular;

Deficiência neurológica grave.

Diabetes

Diabetes   Mellitus tipo I e tipo II em uso de medicamentos.

Imunossupressão

Imunodeficiência   congênita ou adquirida

Imunossupressão   por doenças ou medicamentos

Obesos

Obesidade   grau III.

Transplantados

Órgãos   sólidos;

Medula   óssea.

Portadores

de trissomias

Síndrome   de Down, Síndrome de klinefelter, Sídrome de Wakany, dentre outras   trissomias.

Fonte: 

Portal Brasil

Ministério da Saúde

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