Saúde
Período da Copa do Mundo é de baixa transmissão de dengue
Mundial
Seguindo tendência dos últimos anos, o risco de transmissão de dengue, durante o período da Copa do Mundo, entre junho e julho, será baixo. A diminuição acontece neste período porque o País já atingiu o pico de casos da doença, que costuma ocorrer entre início de abril e meados de maio. Assim, para as próximas semanas a propensão é de queda no número de casos.
O último boletim do Ministério da Saúde – com o balanço da doença até o dia 17 de maio deste ano - mostra redução de 65% no número de casos em relação ao mesmo período do ano passado. Neste ano, foram 450.091 notificações contra 1.292.642 em 2013, queda de 65% no mesmo período (1º/01 a 17/05). Os óbitos pela doença diminuíram 78% em relação a 2013. Neste ano, foram confirmados 106 óbitos contra 472 no último ano.
De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, a queda no período segue um comportamento já esperado. “Esta redução é coerente com a própria sazonalidade da doença e indica que nas próximas semanas a transmissão será interrompida”, destacou o ministro.
No estado de São Paulo, o pico de transmissão de dengue, neste ano, aconteceu entre 6 e 12 de abril, com 21.771 casos. Nas semanas seguintes, foi observada uma clara redução nas notificações. Na semana de 20 a 26 de abril, a queda foi de 21% e, entre 11 a 17 de maio, de 82%.
A mesma redução é observada na capital paulista e em Campinas. Ambas as cidades apresentaram picos da doença nas semanas epidemiológicas 15 e 16 (de 6 a 12 e 13 a 19 de abril). Comparando as notificações das semanas 17 e 20 nessas cidades com o seu pico da transmissão, observa-se uma redução de 18% e 89% para São Paulo e 22% e 89% para Campinas.
Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, o risco de crescimento da dengue está descartado. “Nós acreditamos que a redução desta semana epidemiológica, que ainda não está fechada, e da próxima, chegará a cerca de 99%, um risco extremamente baixo para a população”, pontuou.
Norte e Nordeste
O Nordeste também registrou picos de transmissão muito baixos neste ano, não havendo riscos para o período em que será realizado o evento mundial. Amazônia e Mato Grosso apresentaram o mesmo comportamento dos estados nordestinos.
Atividades de prevenção e controle das doenças por parte dos estados e municípios, aliado a fatores climáticos, tais como a queda das temperaturas e diminuição da pluviosidade, contribuíram para a tendência de redução de transmissão da dengue.
Desde 2011, o Ministério da Saúde vem reforçando as ações de prevenção de doenças transmissíveis em todas as 12 cidades-sede da Copa do Mundo e, mais recentemente, nas cidades que serão centros de treinamento das seleções. Entre as ações, destacam-se a intensificação da cobertura vacinal contra sarampo entre os profissionais que atuam no contato direto com os torcedores, turistas e profissionais relacionados ao evento, como taxistas, voluntários, profissionais da rede hoteleira entre outros.
Além disso, o Ministério da Saúde realiza a vigilância internacional de doenças, em parceria com a Organização Mundial da Saúde e organizações internacionais. O Ministério também recomenda que os profissionais de saúde fiquem atentos a todos os sintomas que aparecerem no período da competição.
Ações
O Ministério da Saúde repassa recursos para campanhas de prevenção, principalmente nas cidades-sede. Em 2013, destinou adicional de R$ 363 milhões para o aprimoramento das atividades de prevenção e controle da dengue dos municípios brasileiros, dos quais R$ 53,6 milhões foram repassados para as cidades-sede.
Vale ressaltar que o Ministério da Saúde mantém no seu portal eletrônico uma página sobre saúde do viajante, estratégia implantada desde maio de 2013, anterior à Copa das Confederações, e que contém dicas práticas e informações essenciais que ajudam os turistas nacionais e internacionais a proteger a sua saúde durante a viagem. As orientações são direcionadas à prevenção de várias doenças. Para os turistas que vêm ao Brasil, as informações poderão ser acessadas no endereço eletrônico nos idiomas português, inglês, espanhol e francês.
Fonte:
Ministério da Saúde
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