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Saúde

Consultas aumentam 21,5% em Pernambuco

Atenção Básica

Por meio do Programa Mais Médicos, Estado ampliou em 646 o número de profissionais atuando em 143 municípios e um distrito indígena
por Portal Brasil publicado: 10/06/2014 11h05 última modificação: 30/07/2014 03h18

Em menos de um ano, o Programa Mais Médicos já impacta na assistência à população dos municípios de Pernambuco. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde em cidades pernambucanas que participam do programa aponta crescimento de 21,5% no número de consultas realizadas nas unidades básicas de saúde. Em janeiro de 2014, foram contabilizadas 361.062 consultas no estado contra 297.151 no mesmo período do ano anterior, quando a população ainda não contava com o reforço dos profissionais do Mais Médicos.

Por meio do Programa, o estado de Pernambuco ampliou em 646 o número de médicos atuando na atenção básica de 143 municípios e um distrito indígena. O Ministério da Saúde atendeu 100% da demanda por médicos apontada pelos municípios e superou a meta inicialmente estabelecida.  Atualmente, o Mais Médicos garante assistência médica nas unidades básicas de saúde para mais de 2,2 milhões de pernambucanos.

Os impactos do Programa no estado foram apresentados pelo Ministro da Saúde, Arthur Chioro, nessa segunda-feira (9), em Recife (PE), durante o Seminário Mais Médicos para o Brasil, Mais Saúde para os Brasileiros. “A população mais pobre que depende do SUS, que não tinha oportunidade de ter uma equipe de saúde da família com médico no posto de saúde próximo a sua casa, passou a contar com esse profissional do Programa Mais Médicos. Com isso, a população passou a ter mais consultas, mais acompanhamentos para pessoas com diabetes e hipertensos, mais pré-natais para gestantes, além de reduzir os encaminhamentos desnecessários para serviços de urgência dos hospitais. Ou seja, com o fortalecimento da atenção básica estamos mostrando que é possível resolver até 80% dos motivos que levam alguém a procurar os serviços de saúde”, enfatizou Chioro. 

O evento reuniu prefeitos e secretários de saúde dos municípios pernambucanos. Esse é um dos vários seminários que estão sendo realizados pelo governo federal em todo País para debater com gestores públicos os primeiros impactos do Mais Médicos na assistência da população que vive nas cidades beneficiadas pela iniciativa. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde em mais de dois mil municípios que contam com pelo menos um médico do Programa servirão de base para essa discussão. São dados dos sistemas de acompanhamento da atenção básica (Siab e eSUS), alimentados pelas secretarias de saúde de todo o País.

Mais assistência

No estado de Pernambuco, além do crescimento de 21,5% no número de consultas, observou-se aumento de 55,1%, na quantidade de atendimentos de pré-natal (passaram de 42.384 para 65.725, no mesmo período), de 32,2% no atendimento em saúde mental (18.769 para 24.810), de 32,7% no número de consultas de demanda imediata (54.124 para 71.828). Também foi registrado crescimento de 24,3% no atendimento de urgência na atenção básica, que passou de 2.534 atendimentos em janeiro de 2013, para 3.149 em janeiro deste ano e 10,4% no atendimento a pacientes com diabetes (de 43.708 para 48.272).

“Os dados mostram que a população já está sentindo os efeitos da presença desses profissionais. Apesar do curto espaço de tempo, os indicadores são positivos e a tendência é melhorar, pois a saúde na atenção básica bem feita dá resultado e resolve a maior parte dos problemas de saúde da população”, destacou o ministro.

Em todo o País, o número geral de consultas realizadas na Atenção Básica cresceu quase 35% no mesmo período – foram 5.972.908 em janeiro de 2014 contra 4.428.112 em janeiro de 2013. Entre esses atendimentos, teve destaque o de pessoas com diabetes, que aumentou cerca de 45% - passou de 587.535, em janeiro de 2013, para 849.751 em janeiro de 2014. Os atendimentos de pacientes com hipertensão arterial aumentaram em 5% no mesmo período, e as consultas de pré-natal, em 11%. O encaminhamento a hospitais diminuiu em 20%, passando de 20.170 para 15.969.

O governo federal já superou a meta de levar médicos para os municípios de todo o País que aderiram ao Programa Mais Médicos. Atualmente, mais de 14 mil profissionais atuam em cerca de 4 mil cidades. A maioria (75%) dos médicos está em regiões de grande vulnerabilidade social, como o semiárido nordestino, periferia de grandes centros, municípios com IDHM baixo ou muito baixo e regiões com população quilombola, entre outros critérios de vulnerabilidade.

Fonte: 
Ministério da Saúde

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