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Saúde

Consultas em Poços de Caldas (MG) cresceram 21,6%

Mais Médicos

Em menos de um ano, a iniciativa ampliou em 1.220 o número de médicos em Minas Gerais, beneficiando mais de 4,2 milhões de pessoas
por Portal Brasil publicado: 05/06/2014 10h53 última modificação: 30/07/2014 03h18

Os impactos do Programa em Minas Gerais foram apresentados pelo secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Hêider Pinto, durante o Seminário "Mais Médicos para o Brasil, Mais Saúde para os Brasileiros", realizado em Poços de Caldas, nessa quarta-feira (4). “Esse primeiro impacto demonstra a confiança do usuário na resolutividade da unidade básica de saúde e da atenção básica”, ressaltou o Secretário.

O evento reuniu prefeitos e secretários de saúde de 42 municípios de regiões próximas a Poços de Caldas. Juntos, esses municípios contam com 71 médicos, beneficiando 245 mil pessoas. “No curto prazo, o Mais Médicos ajuda a resolver o problema da falta do médico na UBS e, a longo prazo, a formarmos mais médicos, com a vinda da faculdade de medicina”, afirmou o prefeito de Poços de Caldas, Aloísio Lourenço.

Em menos de um ano, o Programa Mais Médicos já impacta na assistência à população dos municípios de Minas Gerais. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde em cidades mineiras que participam do programa aponta crescimento de 21,6% no número de consultas realizadas nas unidades básicas de saúde. Em janeiro de 2014, foram contabilizadas 546.279 consultas no estado contra 449.126 no mesmo período do ano anterior, quando a população ainda não contava com o reforço dos profissionais do Mais Médicos.

Por meio do Programa, o estado de Minas Gerais ampliou em 1.220 o número de médicos atuando na atenção básica de 464 municípios e um distrito indígena. O Ministério da Saúde atendeu 100% da demanda por médicos apontada pelos municípios mineiros e superou a meta inicialmente estabelecida.  Atualmente, o Mais Médicos garante assistência médica nas unidades básicas de saúde para 4,2 milhões de mineiros.

Esse é um dos vários seminários a serem realizados pelo governo federal em todo País para debater com gestores públicos os primeiros impactos do Mais Médicos na assistência da população que vive nas cidades beneficiadas pela iniciativa. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde em mais de dois mil municípios que contam com pelo menos um médico do Programa serviram de base para a discussão. São dados dos sistemas de acompanhamento da atenção básica (Siab e eSUS), alimentados pelas secretarias de saúde de todo o País.

Mais assistência

No estado de Minas Gerais, além do crescimento de 21,6% no número de consultas, observou-se aumento de 40% nos atendimentos de urgência na atenção básica, passando de 3.115 em janeiro de 2013 para 4.362 em janeiro deste ano; 34,8% a usuários de drogas (3.264 em janeiro de 2013 contra 4.400 em janeiro de 2014); e 18,6% a pessoas com problemas de saúde mental, foram 24.986 em janeiro de 2014 contra 21.071 em janeiro de 2013. Também foi registrado aumento de 17% nas consultas de pré-natal e 7,5% no acompanhamento a pacientes com diabetes.

Em todo o País, o número geral de consultas realizadas na Atenção Básica cresceu quase 35% no mesmo período – foram 5.972.908 em janeiro de 2014 contra 4.428.112 em janeiro de 2013. Entre esses atendimentos, teve destaque o de pessoas com diabetes, que aumentou cerca de 45% - passou de 587.535, em janeiro de 2013, para 849.751 em janeiro de 2014. Os atendimentos de pacientes com hipertensão arterial aumentaram em 5% no mesmo período, e as consultas de pré-natal, em 11%. O encaminhamento a hospitais diminuiu em 20%, passando de 20.170 para 15.969.

O governo federal já superou a meta de levar médicos para os municípios de todo o País que aderiram ao Programa Mais Médicos. Atualmente mais de 14 mil profissionais atuam em cerca de 4 mil cidades. A maioria (75%) dos médicos está em regiões de grande vulnerabilidade social, como o semiárido nordestino, periferia de grandes centros, municípios com IDHM baixo ou muito baixo e regiões com população quilombola, entre outros critérios de vulnerabilidade.

Mais Médicos

Lançado em julho de 2013 pela presidenta Dilma Rousseff, o Programa Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com o objetivo de aperfeiçoar a formação de médicos na Atenção Básica, ampliar o número de médicos nas regiões carentes do País e acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde.

Os profissionais do programa cursam especialização em atenção básica, com acompanhamento de tutores e supervisores. Para participar da iniciativa, eles recebem bolsa formação de R$ 10,4 mil por mês e ajuda de custo pagos pelo Ministério da Saúde. Em contrapartida, os municípios ficam responsáveis por garantir alimentação e moradia aos participantes.

Além da ampliação imediata da assistência em atenção básica, o Mais Médicos prevê ações estruturantes voltadas à expansão e descentralização da formação médica no Brasil. Até 2018, serão criadas 11,4 mil novas vagas de graduação em medicina e mais de 12 mil novas vagas de residência médica. “Além de termos um número expressivo atuando no SUS, teremos nos próximos anos profissionais voltados para a especialização em saúde da família, mostrando maior cuidado com o usuário”, enfatizou Hêider Pinto.

Fonte: 
Ministério da Saúde

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