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Saúde

Cooperação visa reduzir incidência de aids no Amazonas

Prevenção

Acordo prevê a redução de óbitos, prevenção para as populações vulneráveis, além da eficiência dos serviços de saúde
por Portal Brasil publicado: 19/06/2014 13h18 última modificação: 30/07/2014 03h18

O Ministério da Saúde e o governo do Amazonas firmaram nesta quarta-feira (18) acordo de cooperação que tem como objetivo o desenvolvimento de ações coordenadas para reduzir a incidência de aids na região, que aumentaram quando comparadas aos demais estados e ao Brasil.

No ano de 2002, o Amazonas era o 12º no ranking nacional passando para 3º no ano de 2012. Neste último ano, a taxa de detecção do estado foi de 29,2 casos por 100 mil habitantes, sendo 44,7% maior que a taxa do País.

O documento estabelece uma série de metas, entre elas a redução dos óbitos por aids e por co-infecções (quando o organismo sofre com duas ou mais doenças ao mesmo tempo); ações de prevenção para populações vulneráveis e o aumento da capacidade e eficiência dos serviços de saúde.

O acordo também prevê a implementação de estudos de utilização de tecnologias de prevenção inovadoras, como a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) no estado. A ideia é introduzir nos serviços de atenção especializada (SAE) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) este tratamento como estratégia de intervenção entre populações chave como gays, profissionais do sexo, travestis, mulheres transexuais, pessoas que usam drogas, pessoas privadas de liberdade e em situação de rua.

A profilaxia pós-exposição é uma medida de prevenção que consiste no uso de medicamentos até 72 horas após a relação sexual, para reduzir o risco de transmissão do HIV (vírus da aids), quando ocorrer falha nas medidas de prevenção, como a camisinha. A PEP foi implantada no SUS em 2010, mas estava restrita aos serviços especializados e de emergência.

“A cooperação tem como objetivo a adoção de ações que impactam no contexto regional da epidemia. Como o estado do Amazonas é uma área geográfica imensa, com a menor densidade demográfica do país, os serviços de saúde devem ser estruturados de acordo com esta realidade”, observou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.  Segundo o ministro, uma das consequências desta situação geográfica é a realização do diagnóstico tardio, principalmente por pessoas que vivem em comunidades de difícil acesso. O estado do Amazonas será o segundo a receber a Cooperação Interfederativa, que já foi firmada com o Rio Grande do Sul no final do ano passado.  

Para o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, a ideia é que estes diagnósticos sejam realizados por testes rápidos. “São mais práticos - já que não exigem infraestrutura laboratorial - sendo uma solução adequada para um estado como o Amazonas, onde muitas pessoas têm dificuldade para acessarem os serviços de saúde”, explicou o diretor.  

Diagnóstico - A redução das novas infecções na população em geral - medida que está ligada à expansão da oferta do diagnóstico e do tratamento imediato de todas as pessoas com teste HIV positivo - também integra o acordo.

Outra ação é a ampliação do acesso ao diagnóstico rápido do HIV, sífilis e hepatites virais às populações vulneráveis e de risco acrescido. Está prevista ainda a criação de uma sala de situação, a ser instalada na Secretaria Estadual de Saúde, para avaliação permanente das tendências, magnitude e da mortalidade por aids no estado e nos municípios considerados prioritários. Todas estas propostas serão analisadas por um grupo de trabalho, que apresentará suas conclusões no prazo de 30 dias, após a assinatura do termo de cooperação.

No estado do Amazonas foram registrados - de 1983 a junho de 2012 - 10.773 casos de aids, representando 30,7% dos casos acumulados na Região Norte e 1,6% dos casos identificados no Brasil.

Fonte:
Ministério da Saúde

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Assunto(s): Saúde, AIDS

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