Você está aqui: Página Inicial > Saúde > 2014 > 06 > Mais Médicos aumenta consultas agendadas em Rondônia

Saúde

Mais Médicos aumenta consultas agendadas em Rondônia

Programa

Também houve aumento no número de consultas de cuidados continuados realizadas nas unidades básicas de saúde no estado
por Portal Brasil publicado: 27/06/2014 16h26 última modificação: 30/07/2014 03h18

As tosses e a coriza da pequena Júlia levaram a mãe dela, Ionara Souza Aquino, 31 anos, a procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) Afonso Mansur, na cidade de Vilhena (RO). “Criança fica resfriada sempre, mas ela não melhorava e comecei a ficar preocupada”, explica a funcionária pública. Não era mesmo um resfriado comum. A criança de um ano e 10 meses foi diagnosticada com início de bronquite pela médica Milagros Eutimia Vazquez.

A mãe conta que foi ao posto e imediatamente conseguiu atendimento para a filha, o que não era comum pouco tempo atrás. “Eu tinha que ir para lá de madrugada e esperar muito pra ser atendida. Hoje chego às 7h, pego a senha e rapidinho o médico atende a gente”, explica Ionara. A melhoria se deu há quase um ano, com a chegada de profissionais do programa Mais Médicos. Foi por meio do programa que a médica Milagros conheceu e se mudou para o município de Vilhena, onde trabalha desde abril de 2013.

Júlia é uma das mais de 33 mil pessoas atendidas por médicos participantes do Mais Médicos, desde o início do programa, em Rondônia. O incremento desses profissionais nas unidades básicas de saúde já produzem resultados no estado. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde em cidades rondonienses que participam do programa aponta crescimento de 59,9% nas consultas por demanda agendada realizadas nessas unidades. Em janeiro de 2014, foram contabilizadas 16.457 consultas nessas localidades, contra 10.295 no mesmo período do ano anterior, quando a população ainda não contava com o reforço desses profissionais.

Além do atendimento agendado, também houve aumento de 13,8% no número de consultas de cuidados continuados realizadas nas unidades básicas de saúde no estado, saindo de 5047 em janeiro de 2013 para 5743 em janeiro de 2014. Esses e outros números que demonstram os impactos do programa foram apresentados pelo diretor de Gestão da Educação na Saúde, Alexandre Medeiros, durante o Seminário Mais Médicos para o Brasil, Mais Saúde para os Brasileiros, realizado em Porto Velho nesta quinta-feira (26).

Há 29 anos atuando na área de medicina, a também cubana Inês Maria Telleria Leyva está no Brasil há sete meses participando do Programa Mais Médicos. Após prestar ajuda humanitária por três anos na Venezuela, a médica viu no programa brasileiro a oportunidade de repetir a experiência, em outro país. Ela presta atendimento na UBS Amauri Rocha e conta como são as consultas no posto de saúde. “Atendimento de qualidade pede tempo e atenção ao paciente. Não dá para atender uma pessoa em 15 minutos. Para dar início ao começo de um tratamento eu levo, no mínimo, 30 minutos com cada um”, afirma.

Inês conta também que recebe muitos pacientes com sintomas de depressão e gosta de analisar mais a fundo as raízes desse tipo de problema. Para isso, o tempo gasto com essas pessoas é ainda maior. Outras doenças comuns na unidade são hipertensão, colesterol alto e infecção urinária.

Os cuidados com a pressão alta fizeram o idoso Geraldo Pereira da Silva procurar a UBS do município. Aos 84 anos, ele conheceu a médica cubana ao realizar um check-up de rotina. Ele considera o atendimento bastante satisfatório e conta que ela sempre é elogiada na comunidade. “A médica é muito boa, o povo gosta demais. Ela é atenciosa, muito educada. Nos meus 84 anos, nunca fui tão bem atendido por nenhum médico como fui pela doutora Inês”, analisa Geraldo.

Fonte:
Blog da Saúde 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

Missão Transplante

Últimos vídeos

Governo assume metas para conter crescimento da obesidade no País
Entre as medidas estão a redução do consumo de sucos artificiais e refrigerantes em, pelo menos, 30% e incentivar o consumo frutas e hortaliças regularmente
Cooperação incentivará vacinação nas escolas
Parceria entre os Ministérios da Saúde e da Educação visa incentivar vacinação nas escolas. Material informativo sobre HPV e Meningite C será distribuído nas unidades escolares
Ligações para Centro de Valorização da Vida serão gratuitas em todo o País
Acordo entre Ministério da Saúde e o centro permitirá que a organização faça atendimentos gratuitos por meio de um número único para todo o País
Entre as medidas estão a redução do consumo de sucos artificiais e refrigerantes em, pelo menos, 30% e incentivar o consumo frutas e hortaliças regularmente
Governo assume metas para conter crescimento da obesidade no País
Parceria entre os Ministérios da Saúde e da Educação visa incentivar vacinação nas escolas. Material informativo sobre HPV e Meningite C será distribuído nas unidades escolares
Cooperação incentivará vacinação nas escolas
Acordo entre Ministério da Saúde e o centro permitirá que a organização faça atendimentos gratuitos por meio de um número único para todo o País
Ligações para Centro de Valorização da Vida serão gratuitas em todo o País

Últimas imagens

Substâncias anabolizantes, abortivas ou que causam má-formação fetal também são enquadradas na lista
Substâncias anabolizantes, abortivas ou que causam má-formação fetal também são enquadradas na lista
Divulgação/EBC
Brasil atingiu Metas dos Objetivos do Milênio de combate à tuberculose com três anos de antecedência
Brasil atingiu Metas dos Objetivos do Milênio de combate à tuberculose com três anos de antecedência
Divulgação/Ministério da Saúde
Substância misoprostol faz parte da lista de substâncias sujeitas a controle especial da Anvisa
Substância misoprostol faz parte da lista de substâncias sujeitas a controle especial da Anvisa
Divulgação/Ministério da Saúde
Devido ao surto de febre amarela em alguns estados brasileiros, registro de vacinação contra a febre amarela passou a ser exigido dos viajantes
Devido ao surto de febre amarela em alguns estados brasileiros, registro de vacinação contra a febre amarela passou a ser exigido dos viajantes
Arquivo/Anvisa
Os alimentos da marca são comercializados pela internet por fabricante desconhecido
Os alimentos da marca são comercializados pela internet por fabricante desconhecido
Divulgação/Governo do Paraná

Governo digital